13-01-2013, 05:18 AM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 13-01-2013, 06:23 AM por Gekko.)
Parte 1: elogios em excesso
Pesquisadores notaram uma tendência preocupante: muitos jovens adultos estão entrando no mercado de trabalho com um senso exagerado de merecimento, isto é, esperam ser bem-sucedidos mesmo tendo feito pouco ou nada para merecer isso. Alguns imaginam que logo serão promovidos mesmo sem ter domínio da profissão. Outros estão convencidos de que são especiais e merecem um tratamento especial – e daí ficam ressentidos quando percebem que o mundo não os vê da mesma maneira.
Às vezes, esse senso exagerado de merecimento começa na infância. Por exemplo, o movimento da autoestima, que surgiu algumas décadas atrás, influenciou demais alguns pais. A ideia desse movimento parecia fazer sentido: se um pouco de elogio é bom para as crianças, bastante elogio é melhor ainda. Acreditava-se também que mostrar qualquer tipo de desaprovação só deixaria a criança desmotivada. E num mundo determinado a inflar a autoestima, alguém que mostrasse desaprovação era o exemplo perfeito de um pai negligente. Os pais aprenderam assim que os filhos nunca deviam ser levados a ter um sentimento negativo sobre si próprios.
Muitos pais e mães passaram então a inundar os filhos de elogios, mesmo quando não havia motivo especial para isso. Cada coisa boa que faziam, por menor que fosse, era comemorada; cada erro cometido, por pior que fosse, era desconsiderado. Esses pais acreditavam que o segredo para aumentar a autoestima era ignorar o mau comportamento e elogiar todo o resto. Massagear o ego dos filhos se tornou mais importante do que ensiná-los a fazer coisas que realmente os fariam se sentir bem.
O elogio é apropriado quando merecido, mas elogiar os filhos só para aumentar sua autoestima pode levá-los a ter um conceito distorcido de si mesmos. Quando alguém acha que é alguma coisa que na realidade não é, o que de fato ocorre é que esta pessoa está enganando sua própria mente e isso não deve ser incentivado pelos pais, que devem corrigir seus filhos.
Tenha por objetivo corrigir quando necessário e elogiar só quando for realmente merecido. Nunca elogie seus filhos só para fazer com que se sintam bem, pois isso dificilmente dá certo. O livro Generation Me (Geração Primeiro Eu, em uma tradução livre) diz: “A verdadeira autoconfiança vem do aprendizado e do aperfeiçoamento de seus talentos, não de se ouvir que você é o máximo só porque existe.”
Pesquisadores notaram uma tendência preocupante: muitos jovens adultos estão entrando no mercado de trabalho com um senso exagerado de merecimento, isto é, esperam ser bem-sucedidos mesmo tendo feito pouco ou nada para merecer isso. Alguns imaginam que logo serão promovidos mesmo sem ter domínio da profissão. Outros estão convencidos de que são especiais e merecem um tratamento especial – e daí ficam ressentidos quando percebem que o mundo não os vê da mesma maneira.
Às vezes, esse senso exagerado de merecimento começa na infância. Por exemplo, o movimento da autoestima, que surgiu algumas décadas atrás, influenciou demais alguns pais. A ideia desse movimento parecia fazer sentido: se um pouco de elogio é bom para as crianças, bastante elogio é melhor ainda. Acreditava-se também que mostrar qualquer tipo de desaprovação só deixaria a criança desmotivada. E num mundo determinado a inflar a autoestima, alguém que mostrasse desaprovação era o exemplo perfeito de um pai negligente. Os pais aprenderam assim que os filhos nunca deviam ser levados a ter um sentimento negativo sobre si próprios.
Muitos pais e mães passaram então a inundar os filhos de elogios, mesmo quando não havia motivo especial para isso. Cada coisa boa que faziam, por menor que fosse, era comemorada; cada erro cometido, por pior que fosse, era desconsiderado. Esses pais acreditavam que o segredo para aumentar a autoestima era ignorar o mau comportamento e elogiar todo o resto. Massagear o ego dos filhos se tornou mais importante do que ensiná-los a fazer coisas que realmente os fariam se sentir bem.
O elogio é apropriado quando merecido, mas elogiar os filhos só para aumentar sua autoestima pode levá-los a ter um conceito distorcido de si mesmos. Quando alguém acha que é alguma coisa que na realidade não é, o que de fato ocorre é que esta pessoa está enganando sua própria mente e isso não deve ser incentivado pelos pais, que devem corrigir seus filhos.
Tenha por objetivo corrigir quando necessário e elogiar só quando for realmente merecido. Nunca elogie seus filhos só para fazer com que se sintam bem, pois isso dificilmente dá certo. O livro Generation Me (Geração Primeiro Eu, em uma tradução livre) diz: “A verdadeira autoconfiança vem do aprendizado e do aperfeiçoamento de seus talentos, não de se ouvir que você é o máximo só porque existe.”

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