02-12-2015, 03:30 AM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 02-12-2015, 04:20 AM por Marcílio.)
(19-12-2012, 09:53 AM)Garou Escreveu:(19-12-2012, 09:44 AM)ZeroSum Escreveu: Garou está colocando situações reais que demonstram que a teoria do ultimato não é tão simples assim! Concordo plenamente.
O ultimato serve para tirar a mulher de uma posição de indefinição para uma que ela seja obrigada a se definir e sofra as consequências. No caso de ir a uma balada,
não existe indefinição.
O exemplo clássico do ultimato é quando você chama a mulher para sair e ela te enrola. Diz que está afim, mas nunca pode. Aí que entra o ultimato.
Você obriga ela a tomar uma posição definitiva. Ou ela sai efetivamente com você, ou você assume que ela não quer sair e nunca mais dá atenção para ela.
Antes de pensar em usar um ultimato, é necessário esta avaliação. Se a situação não for de indefinição, então não cabe o ultimato. Se for uma situação de possível
vadiagem, dê corda, se finja de "moderno" e "compreensivo", e depois, se confirmado, caia fora, sem discussão.
Perfeito, cara !!!
Mas concordo com os confradres, cada caso é um caso.
Estamos lidando com uma geração mimada que está acostumada a ter tudo quando quer e o que quer. Não será vc (marido) que vai estabelecer demarcações pra ela seguir ou não o caminho da honra.
O mínimo que se espera é ela convidar o cara a ir. Qualquer uma mulher decente faz uma coisa dessa. Só o fato de ela sugerir ir pra balada com as amigas sem te convidar já revela a indecência dela, o que inevitavelmente já resultaria no término. Mas, considerando um grau mais elevado de relacionamento, então a melhor tática é fazer o que confrade sugeriu: dar corda.
Mas dar corda pra ela se enforcar. Porque aí ela vai ter que tomar uma atitude, uma decisão.
Mulher pode esconder qualquer coisa, menos atitudes positivas ou proativas dela. E dar ultimato vai fazer com que ela esconda justamente isso: decisão proativa da parte dela.
Porque, nesse caso, a única decisão racional em um ultimato é não ir ou negar-se a ir. Mas ainda que seja uma decisão racional, é apenas uma opção de escolha, não dá pra avaliar ela apenas por isso porque é essa decisão é quase sempre a escolhida por elas (ela tem que ser muito cara de pau pra dizer que vai mesmo com ultimado, né !)
Fora que mesmo ela ter tomado a decisão racional de não ir pra balada com as amigas por causa do ultimado, pelo lado da emoção, pode muito bem está gritando pra ela "olha que eu perdi com esse machista escroto do meu lado";
Ora, isso vai remoer ela até quando sabotar o lado racional dela. Mas aí, ao invés de ela te dar o alerta da próxima vez ou demonstrar pra o cara as decisões dela, ela simplesmente vai esconder e vai inventar outras histórias para encobrir.
Quando o confradre Gerou dar corda e toma atitudes inesperadas, existem duas decisões racionais possíveis da parte dela:
a) Se ela ir pra balada com as amigas, ele também vai com amigos. Estaremos quites e não haverá problema.
b) Se ela não ir pra balada com as amigas, ele também não vai com os amigos . Estaremos quites, não haverá problema
E porque duas decisões racionais possíveis? Justamente por que o ganho dela será transferido para a ultima frase: "Estaremos quites, não haverá problema", de modo que tomado uma decisão ou outra, satisfará essa opção de estar quites.
Só que no meio dessas duas decisões racionais possíveis, existe um terceiro elemento que apareceu quando ele deu corda: "estaremos quites, não haverá problema". A foco dela estará nesse terceiro elemento, e aí diante de duas decisões racionais possíveis é que os valores internos morais dela vai aparecer e definir com que ela escolha entre a opção "ir pra balada" ou não "ir pra balada".
Acontece que a decisão da letra a) é um casca de banana, uma armadilha liberal que faz dela pensar que não haverá nenhuma consequência e estará numa suposta igualdade com o namorado dela. E justamente ela acreditando estar escolhendo a), mas satisfeita porque é uma decisão racional que atende ao requisito de uma suposta igualdade de permissão entre ela e o namorado dela, estará tudo terminado.
Todavia, imaginemos que ela tenha escolhido a b). A escolha dela estará entrelaçada com a seguinte reflexão "não fui pra balada, estou quite com ele". Mas ela poderá amanhã mudar de opção e escolher a a), só que ela avisará o cara "estou indo pra balada, vc pode ir pra balada com seus amigos e ficamos quite", pensando que a decisão a) não terá consequências nenhuma .
Só que...de novo....ela caiu na opção a), por consequência, já era....
Resultado da opção do Gerou em dar corda: vc permite que ela tome uma decisão e mais ,a frente, se ela mudar de opinião, ela avisará a vc que mudou de opinião sem medo de represálias. Já dar o ultimato como Gekko sugere, não; é uma decisão, e se ela mudar de opinião, vc nunca mais terá essa chance de saber se ela mudou de opinião porque ela saberá agora que existirá um consequência de ela ultrapassar a linha delimitada por Gekko.
Mas confesso que eu usaria dependendo da situação, que seriam essa as opções.
#) Caso de Namoro: dar corda ou rebaixar pra marmita de imediato com uma sugestão de sair pra balada com amigas;
#) Caso de casamento: ultimato ou término
Só sei que a melhor forma de avaliar uma mulher é fazer com que ela tome decisões e seja proativa nas escolhas tomadas por elas. Porque aí não haverá como ela esconder valores ou sentimentos, ela terá que mostrar o que exatamente ela realmente é, quais valores ela carrega, o que pensa e como age.
Sem dúvida, é outro nível....


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