29-05-2015, 01:18 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 29-05-2015, 01:23 PM por Alopece.)
(29-05-2015, 08:40 AM)Tim Laflour Escreveu: Eu tenho uma opinião muito concreta sobre isso e até gostaria de saber a opinião dos demais.
O ser humano vive basicamente sobre dois pilares de sustentação: o de gratidão pelo que tem, e o de desejo pelo que não tem. Caso um deles não exista, a desestabilização é tão grande que pensar em suicídio acaba por acontecer. Por exemplo: um cara muito pobre, totalmente miserável, que vive somente de desejos também pode vir a querer se matar, pois o seu sentimento de gratidão pelo que tem é nulo. Assim como esse cara, um milionário que tem absolutamente tudo que queria em relação a bens materiais, mulheres e fama, pode pensar a vir se matar da mesma forma, já que seu sentimento de desejo pelo que não tem é inexistente. É por isso que vemos cara com ferraris e loiras peitudas do lado descontentes, abalados, entediados.
Sendo assim, eu vejo o desejo como algo bom, e não ruim. Sonhar é um dos pilares sentimentais do ser humano, e conquistar as coisas com seu suor traz uma sensação de gratidão que estabiliza outro lado da equação.
Agora vamos ver o homem de antigamente: todo o seu suor e esforço traziam resultados do tipo: um bom emprego, uma boa casa, uma boa esposa, bons filhos e uma boa vida. Os dois pilares eram totalmente estabilizados. Existia o sonho, que com esforço se tornava realidade, dando espaço para novos sonhos, e assim sucessivamente. O homem moderno não tem isso. O sentimento de gratidão é mínimo pela facilidade em se ter as coisas, o que gera desejos por coisas que vão muito além do que ele pode acatar naquele momento, gerando uma frustração/depressão imensa. Talvez isso explique porque existam favelados mais felizes que playboys, ou pobres mais felizes que ricos.
Pés no chão, gratidão e metas geram esforço e motivação. Isso é o que faz um homem feliz. Pelo menos é o que eu penso.
Se o ser humano precisasse de metas de conquistas grandiosas para ser feliz, a maioria das crianças não seriam felizes. Aliás, veja bem, diferente dos adultos que ficam sofrendo por antecipação imaginando coisas como "mas que porra! vou ter que trabalhar 'tantos anos' para comprar tal coisa", elas nem mantém na mente o que vão fazer algumas horas depois.
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