15-01-2014, 01:16 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 15-01-2014, 01:32 PM por Free Bird.)
(15-01-2014, 12:40 PM)NEW GOD FLOW Escreveu: Eu sou a favor à esses rolezinhos, chama a atenção da sociedade para um problemática social, a questão do consumo e claro mostra pra todo mundo uma ferida mais profunda ainda: a questão da desigualdade, o desejo de se incluir na sociedade através do consumo, como vemos no funk ostentação, segregação das classes sociais.
Bom eu não excluo totalmente essas pessoas, isso causa meio que uma repulsa por parte da classe média, óbvio concordo que sim ambos os lados tem os seus erros, porém acho legal esse tipo de levante para trazer a luz temas que precisam ser debatidos, esses rolezinhos acabam se tornando algum tipo de protesto.
Deixo aqui para leitura dois artigos bastante interessantes:
Etnografia dos rolezinhos:
http://gabrielpriolli.com.br/etnografia-do-rolezinho/
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ron...esto.shtml
Como eles estão discutindo a questão do consumo?
Reclamando de não poderem consumir mais e mais sem produzir porra nenhuma em troca pra sociedade?
Não me parece muito inteligente ou justo.
E nem se iluda, essa bagunça não é protesto, pois eles não reividicam nada e não protestam contra nada (exceto obter bens materiais sem precisar pagar por isso, vulgo, roubar legalmente).
Esses jovens sequer tem consciência política necessária para entender como isso poderia ser uma forma de protesto. A falta de cultura e educação é o verdadeiro problema, como mostrarei abaixo e não a questão do consumo.
Existe um simples motivo para esses rolezinhos serem uma merda.
Ninguém se beneficia deles.
-A classe média vai parar de frequentar os shoppings e ficar cada vez mais enclausurada em casa. (essa sim é uma classe reprimida, não pode sair pra canto nenhum sem correr risco de vida, é obrigada a aceitar toda a merda acumulada das classes superiores E inferiores, além de não ter voz nem vez em política pública alguma. Só serve pra pagar imposto e se fuder).
-Os ricos tão pouco se fudendo, porque rico mesmo faz compra em Miami, etc.
-Os donos da loja vão ter prejuízo, o que gera desemprego, o que gera mais vagabundos pra participar de uma merda dessa.
-Quem vai pro rolezinho ganha o que? Nada, só o que roubar mesmo. De vagabundos e bandidos já devem ser taxados anteriormente. Não mudará nada.
Já sobre os textos que indicou:
O primeiro é o melhorzinho.
Porém, como no próprio texto ficou claro, não adianta pegar esse tipo de gente e vestir da mesma forma que o cara mais rico do mundo se veste, para que ele seja aceito como igual na sociedade (ou como o autor fala, na classe média, essa opressora filha da puta...).
O exemplo no texto do vendedor que reconhece pobre confirma isso. Ele sabia reconhecer (e temer) os pobres mesmo vestidos da melhor forma possível.
Isso significa que o abismo social entre as classes não é e jamais será superado apenas com o poder financeiro.
Todo mundo sabe diferenciar rico que nasceu rico de rico que nasceu pobre, por exemplo. Eles agem, pensam e se comportam de formas diferentes.
Se dá pra diferenciar (e, portanto, segregar), então o quesito poder econômico não os igualou.
O que igualará e fará esses marginais (no sentido de viverem à margem da sociedade) verdadeiros cidadãos é a educação e a cultura.
Um pobre que fala bem e é consciente dos problemas do mundo e da sociedade consegue conquistar respeito até entre os mais ricos. Exemplos não faltam.
Já um pobre vestido de nike/adidas da cabeça ao pés que assassina diariamente o português ao abrir a boca ou digitar num teclado e que escuta uma merda como funk, JAMAIS será considerado igual pelas outras pessoas de cultura superior simplesmente pelo simples fato de que, adivinhem? ELE NÃO É IGUAL.
No texto o autor critica pensamentos que ele vê como elitistas e alienados como os seguintes:
- Pobre tem que comprar comida e dar educação pros filhos.
- Pobre tem que desejar material escolar pro papai noel.
E outras do tipo.
Segundo o autor, isso é inaceitável e ridículo, e usa vários argumentos (ruins) para tentar afirmar como genuína e legítima é a ambição desses lixos humanos de andarem com roupa de marca cara. (isso me lembra o vídeo da mulher reclamando que não dava pra comprar uma calça jeans com o bolsa família).
O problema é que essas frases, embora possam chocar mentes desavisadas, estão extremamente corretas.
Porra, É ISSO MESMO. É isso que eles devem desejar e isso que devem querer comprar, pois é isso que garantirá uma melhor inclusão e aceitação do individuo marginalizado na sociedade.
Primeiro o essencial, depois o luxo.
Quanto menos dinheiro uma pessoa tiver, MAIS ELA TEM QUE SE FOCAR NISSO!
É através da educação e da cultura e não através de roupas de marcas, que esses jovens marginalizados serão aceitos na sociedade.
Resumindo: o autor, esquerdista obviamente, tenta desviar o foco do Real problema, coloca a culpa na classe média (pra variar) e ajuda a manter o estado de imbecialização em massa que o PT promove há 12 anos no país.
Esse artigo, se for usado pra limpar a bunda, deixará ela mais cagada ainda.
Já o segundo texto eu parei de ler quando vi que o autor é jornalista da folha, enaltece o funk e considera o MC Daleste um mártir.

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