20-10-2013, 05:24 PM
(20-10-2013, 05:12 PM)Mister.M Escreveu: Mais uma vez afirmo, concordo em muito com o que vocês dizem.
Como já comentei em outros tópicos, entendo que é necessário maior flexibilização da legislação trabalhista, principalmente quanto aos pequenos e médios empresários.
A legislação hoje impossibilita o aumento dos salários, a criação de emprego, dificulta a atividade empresarial, diminui a capacidade de investimento, enfim, tudo que o nosso colega Búfalo já demonstrou com clareza.
Entendo que deve ser privilegiada a autonomia da vontade para que as partes componentes da relação de emprego determinem os termos do contrato de trabalho da forma que for viável para ambos, respeitados princípios que proporcionem equidade nessa relação para evitar excessos.
Todavia, se existe uma realidade problemática no Brasil hoje, penso que a "corda" não pode arrebentar do lado do trabalhador. A alta carga tributária não pode ser utilizada como justificativa para que o empresário não forneça condições adequadas para o exercício das atividades.
Por fim, não uso apelo emocional, os casos que eu trouxe são reais, infelizmente.
@Meroplancton
Não afirmaria que 90% dos juízes são pró-trabalhador. Pelo menos na minha região (TRT9) essa balança tem se equilibrado e chutaria 60%/40%.
Aliás, o Tribunal daqui não tem sido muito conivente com greves abusivas, já vi decisão determinando que 80% da categoria continuasse trabalhando sob pena de multa milionária para o sindicato.
Confrade, minha região é a 2ª, tenho pouco conhecimento das realidades das outras...
No mais, estás sim apelando para o emocional confrade. Esqueça as anedotas. Atenha-se aos argumentos. Seus argumentos de que "a corda pode estourar para o lado do trabalhador" ou "evitar excessos" são resquícios de sentimentos de que se o estado não os ajudar, os trabalhadores serão "explorados", o que é falso.
É como uma mulher que para de dar a buceta para o ricardão, mas continua se vestindo como puta e rebolando por aí para atrair olhares. Ela continua agindo como uma vadia, apenas deixou a parte mais óbvia da vadiagem - dar para outro - de lado, entende?
É claro que é difícil desapegar desses sentimentos, posto que tanto no ensino médio com aquele argumento ridículo sobre a revolução industrial como na faculdade, somos doutrinados a pensar isso, que sem o estado seria uma loucura. no entanto, não faz sentido. As condições de trabalho eram ruins na revolução industrial? Sim. Porque? Porque havia pouquíssima riqueza, estávamos no começo da era capitalista. E com ela rapidamente a qualidade de vida dos trabalhadores cresceu. Foi o capitalismo que trouxe mais qualidade de vida, não o estado regulando nada. Se era ruim nas fábricas, com certeza era pior antes delas, e se a situação melhorou, foi justamente graças à elas.
Sem capitalismo = 0,5 banana por dia. Começo do capitalismo: 2 bananas por dia, ainda te deixa com fome mas tá melhor que antes. Com o passar do tempo, o número de bananas para o trabalhador ia aumentando naturalmente e rapidamente, 3, 4, 5... Até que chega o estado e começa a intervir, gerando crises, distorções e trazendo lentidão para todo a economia, condenando muitos a viver na pobreza, por exemplo no brasil, nossos pobres poderiam viver melhor do que vive nossa classe média, como é nos estados unidos em que os pobres te vida melhor que nós da classe bostial otária aqui de terra brasilis...
Repito: é difícil se livrar desse preconceito contra o mercado, eu sei disso pois já tive. mas quando você reflete, de forma desapegada, de "coração aberto" para ouvir os argumentos dos dois lados, simplesmente não há como não concordar com a lógica liberal. Pense um pouco nisso confrade.

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