17-10-2013, 03:32 AM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 17-10-2013, 03:35 AM por Mister.M.)
Bufálo,
Infelizmente, pelo menos no Brasil, a realidade citada por você não existe.
Muitas empresas (grandes empresas aliás) utilizam a sonegação de direitos trabalhistas como forma de diminuir custos, aumentar a competitividade e, consequentemente, sua margem de lucro.
Imagine uma empresa com 120.000 (cento e vinte mil) empregados. Digamos que ela "obriga" os funcionários a trabalharem 1 hora a mais sem bater o ponto, portanto, trabalham de graça sem ganhar hora extra.
Imaginemos que 1 hora = R$ 15,00 x 120.000 = R$ 1.800.000,00
Imaginemos 22 horas por mês = 1.800.000,00 x 22 = R$ 39.600.000,00
Imaginemos em 1 ano = R$ 475.200.000,00
Essa empresa gera uma economia de quatrocentos e setenta e cinco milhões e duzentos mil reais por ano simplesmente por deixar de pagar uma hora extra aos funcionários, tornando-se extremamente mais competitiva que outra empresa que paga seus funcionários corretamente.
Ocorre que essa mesma empresa percebeu que pode sonegar mais de uma hora por dia, e melhor, pode dispensar muitos funcionários e dividir o trabalho que eles faziam entre os demais, que executarão a demanda extra de graça (não batem o ponto, lembram?).
Agora você me pergunta, mas e os funcionários não reclamam?
Como seus salários são tidos como "altos" pela parcela pobre da população (maioria), e como a procura por trabalho nessa empresa é grande, eles "aceitam" esse tipo de coisa para não serem mandados embora. Processos?? uma minoria deles entra na justiça. Ou seja, a prática gera mais lucro do que despesa para essa empresa.
Estou falando de sonegar apenas 1 hora extra por dia, mas e se a empresa adotar outras formas de sonegação, imaginam o quanto essa economia pode crescer?
Sou estudante de Direito e tive o privilégio de fazer fazer estágio no escritório de um renomado advogado trabalhista. O escritório tem hoje cerca de 5000 "processos" ativos, grande parte trata de doença ocupacional e acidentes de trabalho.
São ínumeras histórias de mortes, amputações, mutilações, invalidez parcial, total, temporária, permanete, dano existencial, enfim, tudo de ruim que você possa imaginar e que poderia ser evitado.
Os argumentos trazidos são válidos, mas para mim representam apenas o mundo ideal, passam longe de ilustrar o mundo real, o que acontece no dia-a-dia, principalmente no Brasil.
Aqui colheitadeira não tem vez (equipamento caro), é mais barato contratar cortador de cana , pagar com pedra de crack e substituir na medida em que forem morrendo.
Os cálculos apresentados são uma situação hipotética, por óbvio, existe uma diferença para mais ou menos (embora eu acredite que seja muito maior).
Infelizmente, pelo menos no Brasil, a realidade citada por você não existe.
Muitas empresas (grandes empresas aliás) utilizam a sonegação de direitos trabalhistas como forma de diminuir custos, aumentar a competitividade e, consequentemente, sua margem de lucro.
Imagine uma empresa com 120.000 (cento e vinte mil) empregados. Digamos que ela "obriga" os funcionários a trabalharem 1 hora a mais sem bater o ponto, portanto, trabalham de graça sem ganhar hora extra.
Imaginemos que 1 hora = R$ 15,00 x 120.000 = R$ 1.800.000,00
Imaginemos 22 horas por mês = 1.800.000,00 x 22 = R$ 39.600.000,00
Imaginemos em 1 ano = R$ 475.200.000,00
Essa empresa gera uma economia de quatrocentos e setenta e cinco milhões e duzentos mil reais por ano simplesmente por deixar de pagar uma hora extra aos funcionários, tornando-se extremamente mais competitiva que outra empresa que paga seus funcionários corretamente.
Ocorre que essa mesma empresa percebeu que pode sonegar mais de uma hora por dia, e melhor, pode dispensar muitos funcionários e dividir o trabalho que eles faziam entre os demais, que executarão a demanda extra de graça (não batem o ponto, lembram?).
Agora você me pergunta, mas e os funcionários não reclamam?
Como seus salários são tidos como "altos" pela parcela pobre da população (maioria), e como a procura por trabalho nessa empresa é grande, eles "aceitam" esse tipo de coisa para não serem mandados embora. Processos?? uma minoria deles entra na justiça. Ou seja, a prática gera mais lucro do que despesa para essa empresa.
Estou falando de sonegar apenas 1 hora extra por dia, mas e se a empresa adotar outras formas de sonegação, imaginam o quanto essa economia pode crescer?
Sou estudante de Direito e tive o privilégio de fazer fazer estágio no escritório de um renomado advogado trabalhista. O escritório tem hoje cerca de 5000 "processos" ativos, grande parte trata de doença ocupacional e acidentes de trabalho.
São ínumeras histórias de mortes, amputações, mutilações, invalidez parcial, total, temporária, permanete, dano existencial, enfim, tudo de ruim que você possa imaginar e que poderia ser evitado.
Os argumentos trazidos são válidos, mas para mim representam apenas o mundo ideal, passam longe de ilustrar o mundo real, o que acontece no dia-a-dia, principalmente no Brasil.
Aqui colheitadeira não tem vez (equipamento caro), é mais barato contratar cortador de cana , pagar com pedra de crack e substituir na medida em que forem morrendo.
Os cálculos apresentados são uma situação hipotética, por óbvio, existe uma diferença para mais ou menos (embora eu acredite que seja muito maior).

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