20-02-2013, 12:33 PM
(20-02-2013, 11:08 AM)Free Bird Escreveu: Isso foi discutido no fórum a um tempão atrás: a questão dos favores.
Lembro que minha conclusão na época foi de que eu só faço favor pra uma mulher se eu fizesse exatamente igual para um homem, ambos desconhecidos, claro.
Hoje em dia eu polarizei, infelizmente. Não ajudo mulher em nada, a menos que ajudar ela me beneficie de alguma forma (não sexual). Porém, tenho olhado para os homens como irmãos, ai ajudo sempre que posso.
Um exemplo bem bestinha é que quando estou sentando no ônibus, eu nunca me ofereço pra segurar bolsa/mochila/etc de mulher de jeito nenhum (exceto idosas), já para os irmãos-homens eu sempre penso "o cara deve morrer de trabalhar e estudar e ainda é sugado por alguma vadia pelo jeito". Dai desperta a camaradagem masculina e eu tento ajudar o cara oferecendo pra segurar o que ele tiver carregando.
Ainda não considero 100% errado tal atitude, por isso não mudei, mas ainda estou refletindo sobre essa polarização.
Esse caso específico é mais complicado.
Quando vejo uma situação assim, me pergunto: "eu ajudaria se fosse um homem?"
No caso específico minha resposta seria: SIM.
Explico: a perda que adviria da falta de ajuda de qualquer pessoa, seria muito alta. Não é troca de favores; é evitar que um bem de alto valor fosse totalmente perdido, não um favor que faria às mulheres só "por serem mulheres".
Eu não abriria o capô, mas daria um jeito de usar o extintor por baixo da lataria, pra apagar o fogo. Aí diria pras madames ligarem pro seguro delas ou pra algum parente vir resgatá-las.
É a mesma coisa que faço em relação a mulheres (ou homens) de mais idade no metrô, acompanhados ou não de crianças: eu ofereço meu lugar, pq sei que crianças são imprevisíveis (e pq tomar conta de criança de pé é um saco) e tb pq sei que a idade, realmente, desgasta os ossos e faz com que vc se canse mais rapidamente.
Mas não faria o mesmo pra uma mulher "na flor da idade". Da mesma forma q não cederia minha vaga no metrô pra um cara qualquer.
Uma definição de cavalheirismo que chegaram lá no Dalrock (ver artigo aqui) é essa: a deferência do mais forte em relação ao mais fraco.
Se as mulheres se julgam "fortes, seguras, donas de si", pq irei ceder meu lugar a elas? Se querem o direito, que aguentem os deveres também.
Mas seria coisa de perguntar pras madames depois: seu carro não tem extintor? vc não sabe usar? Se vc sabe dirigir carro, como não sabe usar extintor pra proteger seu carro?
Ia ser interessante ver a cara de tacho delas.

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