28-02-2019, 08:45 AM
(27-02-2019, 07:06 PM)consigliere Escreveu:(26-02-2019, 09:53 PM)Velho Gonçalves Escreveu:Descobri uma lei sublime, a lei da equivalência das janelas, e estabeleci que o modo de compensar uma janela fechada é abrir outra, a fim de que a moral possa arejar continuamente a consciência. (DE ASSIS, MACHADO, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Rio de Janeiro, 1881)O fim do capitulo de número 51, do livro citado acima, me fez pensar em um problema que costuma ocorrer diariamente. Este problema não é de todo ruim, mas conhece-lo pode nos ajudar na prevenção dos males que ele pode trazer.Machado de Assis encontrou um pequeno espaço em seu romance realista para a apresentação de um conceito filosófico nunca antes tratado; nem depois, até os dias de hoje (não que eu tenha visto, pelo menos). A ideia das “Janelas da consciência”. O Conceito é conhecido por todos – a compensação dos pesares da consciência – mas quero acrescentar um pequeno ponto negativo que isto pode nos trazer.É comum traçarmos metas e planejamentos de desenvolvimento pessoal, durante o percurso da nossa vida. Tais metas, geralmente, são anuais; inclusive como já conversamos em outros tópicos aqui no fórum. Então, no passar dos dias, é comum que a gente acabe “pisando na bola” no cumprimento desses objetivos, e isso nos faz sentir o famoso “peso na consciência”, o que de acordo com Machado, se equivale à uma janela fechada na nossa mente, abafando e desconfortando.No meu ponto de vista, são esses momentos que nos distanciam de nosso desenvolvimento. Uma janela fechada, embaça a nossa consciência e faz com que a gente procure rapidamente abrir outra, para restabelecer o estado tranquilo e arejado de outrora. Nesse momento, realizamos atividades nobres e relevantes, que nos fazem sentir confortáveis. Aqui, de acordo com meu ponto de vista, mora a armadilha.Não sei se vou conseguir ser claro... Mas dependendo da “janela” a ser aberta, podemos nos livrar do peso da consciência. Porém, gradativamente nos distanciar das nossas metas e objetivos, sem o ônus do sentimento de culpa; pois a mente vai estar sempre arejada! Acho que aqui mora o motivo de muitos colegas (inclusive eu) chegarem ao fim do ano, com apenas 1/3 das metas cumpridas.Para contornar esse problema, sugiro um plano B, o qual deve ser simples e traçado de forma paralela às metas, mas de tal forma que a direção do caminho traçado permaneça a mesma da intenção inicial, caso o plano B seja acionado. Ou seja, desde o início, devemos planejar “quais janelas secundárias” poderemos abrir, caso não seja possível concluir a meta principal. De forma que o peso na consciência seja compensado com atos que vão ao encontro da meta principal, sem distorce-la.Galera, termino de escrever com a sensação de que não consegui atingir a clareza necessária. A ideia é até simples, mas difícil de por no papel. Bom, fiz o que eu pude rsrsrsrAbraços.
Parabéns Velho! Tens mandado muito bem em suas postagens. Continue assim.
Na minha humilde opinião, já pode ser escalado como Búfalo.
Desenvolva mais esse conceito.
Opa! Obrigado pela força ai amigo; inclusive, já percebi o Upgrade no Nick já hehe.
Voltando ao assunto, vou dar uma melhorada na explicação sim, e fazer o que o Gorlami sugeriu, na questão de tentar simplificar.

![[+]](https://legadorealista.com/fdb/images/vienna//collapse_collapsed.png)

