13-10-2012, 09:03 AM
John, uma coisa é ser contra o Estado em qualquer hipótese (essa corrente se chama anarcocapitalismo), outra coisa é ser contra o Estado interferindo em quaisquer assuntos que não sejam roubo e agressão (libertarianismo), e outra, diferente das duas, é ser contra o Estado interferindo na economia, mas com liberdade para intervir em outros aspectos da vida das pessoas (liberalismo).
Partindo deste princípio, eu me enquadro na segunda classificação. O Estado deveria existir apenas para coibir agressão e roubo. O resto deve ser deixado por conta das pessoas, que decidirão conforme a conveniência, os costumes e o próprio bem-estar social.
Se você defende que o Estado deve, sim, regular a vida das pessoas, então você é, indiretamente, a favor de leis misândricas por exemplo. Ou, então, você é, indiretamente, a favor da lei da palmada. Mesmo que você diga que não, o simples fato de você ser a favor da regulação estatal implica seu consentimento nessas consequências nefastas.
Outro argumento muito usado por quem resiste ao estado mínimo é o chamado "argumento da lei da selva". Por essa lógica, sem o Estado, os mais fortes devorariam os mais fracos em uma disputa brutal pelos recursos naturais.
Se a intenção é "proteger os mais fracos dos mais fortes", então sugiro procurar outro meio mais eficiente. Em uma sociedade regulada pelo Estado, o que ocorre é justamente que os mais fortes (aqueles que têm influência no governo, como é o caso do Eike Batista) subjulgam os mais fracos (os meros mortais).
Caso concreto: nos Estados Unidos, o WallMart paga, aos seus funcionários, salário superior ao salário mínimo (vamos supor que eles paguem 1200), enquanto os mini-mercados pagam apenas um salário mínimo (digamos que eles paguem 600).
O WallMart fez uma campanha nacional em favor do aumento do salário mínimo, pedindo para que aumentassem para, digamos, 900 ou 1000.
Pergunto: você acha, mesmo, que o WallMart estava preocupado com os pobres? Óbvio que não! A intenção deles era, justamente, quebrar a concorrência, usando a máquina estatal!
Em um ambiente de livre mercado, tal situação, como descrita acima, jamais iria ocorrer, justamente porque os mais poderosos não teriam a máquina estatal. Portanto, ou eles abaixariam os preços, ou melhorariam a qualidade, ou estariam fora do mercado.
E sobre o isolamento que você citou, sinto lhe informar que a única entidade que provoca isolamento é o Estado, via protecionismo ou, simplesmente, fechando as fronteiras. Vide o caso de Cuba e de outros regimes totalitários, onde o Estado é forte.
Partindo deste princípio, eu me enquadro na segunda classificação. O Estado deveria existir apenas para coibir agressão e roubo. O resto deve ser deixado por conta das pessoas, que decidirão conforme a conveniência, os costumes e o próprio bem-estar social.
Se você defende que o Estado deve, sim, regular a vida das pessoas, então você é, indiretamente, a favor de leis misândricas por exemplo. Ou, então, você é, indiretamente, a favor da lei da palmada. Mesmo que você diga que não, o simples fato de você ser a favor da regulação estatal implica seu consentimento nessas consequências nefastas.
Outro argumento muito usado por quem resiste ao estado mínimo é o chamado "argumento da lei da selva". Por essa lógica, sem o Estado, os mais fortes devorariam os mais fracos em uma disputa brutal pelos recursos naturais.
Se a intenção é "proteger os mais fracos dos mais fortes", então sugiro procurar outro meio mais eficiente. Em uma sociedade regulada pelo Estado, o que ocorre é justamente que os mais fortes (aqueles que têm influência no governo, como é o caso do Eike Batista) subjulgam os mais fracos (os meros mortais).
Caso concreto: nos Estados Unidos, o WallMart paga, aos seus funcionários, salário superior ao salário mínimo (vamos supor que eles paguem 1200), enquanto os mini-mercados pagam apenas um salário mínimo (digamos que eles paguem 600).
O WallMart fez uma campanha nacional em favor do aumento do salário mínimo, pedindo para que aumentassem para, digamos, 900 ou 1000.
Pergunto: você acha, mesmo, que o WallMart estava preocupado com os pobres? Óbvio que não! A intenção deles era, justamente, quebrar a concorrência, usando a máquina estatal!
Em um ambiente de livre mercado, tal situação, como descrita acima, jamais iria ocorrer, justamente porque os mais poderosos não teriam a máquina estatal. Portanto, ou eles abaixariam os preços, ou melhorariam a qualidade, ou estariam fora do mercado.
E sobre o isolamento que você citou, sinto lhe informar que a única entidade que provoca isolamento é o Estado, via protecionismo ou, simplesmente, fechando as fronteiras. Vide o caso de Cuba e de outros regimes totalitários, onde o Estado é forte.

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