01-05-2018, 12:22 PM
Vai ai 2 medicamentos que não são ilegais e que tem propriedades de elevar o nível de testosterona.
Clomifeno:
O citrato de clomifeno (CC) é, por sua estrutura química, um cloroetileno. Foi sintetizado em 1956, por Frank Palopoli e colaboradores. Nos anos seguintes, seu espectro de ação estrogênica, sua atuação na secreção gonadotrótica e seu efeito anti-infertilidade foram estudados em animais 4 (D). Subsequentemente, foi utilizado em estudos clínicos, para indução de ovulação e foi a terceira droga submetida ao Food and Drug Administration (FDA) para investigação. Foi aprovado em 1967, quando se tornou disponível para prescrição nos Estados Unidos.
Desde então, usado para tratamento da infertilidade feminina em mulheres normogonádicas e normogonadotróficas, o clomifeno consiste numa mistura racêmica de isômeros cis- e trans-: enclomifeno e zuclomifeno 5 (D). O zuclomifeno, mais potente para a indução de ovulação, tem atividade antiestrogênica e levemente estrogênica, enquanto o enclomifeno é inteiramente antiestrogênico.
O metabolismo do clomifeno varia individualmente, em parte devido à variação no peso corporal. O CC age como antagonista competitivo do 17 b-estradiol, ao nível dos receptores citoplasmáticos e nucleares. O bloqueio dos receptores de estrogênio no núcleo arqueado do hipotálamo leva a um aumento da secreção do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH). Adicionalmente, o CC aumenta a sensibilidade hipofisária ao GnRH, numa maneira semelhante ao estradiol. Isto resulta num aumento da secreção das gonadotrofinas hipofisárias (FSH e LH) 6 (D).
Tamoxifeno:
O tamoxifeno foi inicialmente sintetizado como contraceptivo nos anos 1960, mas foi evidenciado, em 1971, que ele induzia a ovulação em mulheres anovulatórias inférteis. Liberado para uso nos EUA em 1977, durante os anos 1980, o tamoxifeno se tornou a primeira terapia antiestrogênica direcionada ao ER para tratamento adjuvante do câncer de mama 7 (D).
É uma das drogas antineoplásicas mais comumente prescritas no mundo, atuando como antagonista do estrogênio na mama e agonista no endométrio. É amplamente utilizado no tratamento e na quimioprevenção em mulheres de alto risco para câncer de mama na pré- e pós-menopausa 8 ( B ).
A intenção desse texto eh apenas tentar quantificar a intensidade de ação do Clomifeno e do Tamoxifeno no corpo do homem.
Cheguei a ver citações sobre uma possível diferença que existiria na ação do Clomifeno em Homens se comparado às Mulheres, e que a eficiência do Clomifeno na mulher para incremento de LH e FSH seria superior do que nos Homens, e por isso que Clomifeno eh indicado no tratamento terapêutico em mulheres, e que para o tratamento de Hipogonadismo em homens, o ideal seria mais voltado terapeuticamente ao uso do Tamoxifeno.
Mas não foi isso que um Estudo no tratamento de Hipogonadismo em homens conduzido com Clomifeno apontou, pois eh relatado uma resposta normal ao Clomifeno, e seu uso em baixas doses por longo prazo(~60 dias) leva à normalização androgênica e melhora visível no aumento da produção de Testosterona(1).
Outro fator que se discute sobre Tamoxifeno e Clomifeno, eh que a dosagem do Clomifeno eficaz no homem para recuperação do eixo HPT seria superior a do Tamoxifeno, e desta forma acabaria sendo mais vantajoso o uso do Tamoxifeno. E até podemos relacionar a dose eficaz na TPC de 40mg de Tamoxifeno com doses de 150mg de Clomifeno. E isso eh uma coisa que sempre concordei.
Mas lendo um estudo(2) conduzido em um paciente que apresentava testosterona total (TT) de 316ng/dl, onde após ter sido submetido a apenas 25mg de Clomifeno/dia por 60 dias, onde esse paciente após os 60 dias de tratamento teve um aumento significativo de Testosterona, me fez repensar um pouco essa ideia anterior de que eh necessário uma dose mais alta de Clomifeno para fazer o mesmo efeito que uma dose menor de Tamoxifeno faria.
Nesse mesmo estudo(2), um paciente com TT de 280ng/dl onde foi administrado nele Tamoxifeno 20mg/dia por 30 dias, e ao final dos 30 dias o paciente já apresentava também um aumento significativo de Testosterona.
1. Silverman SL. New Selective Estrogen Receptor Modulators (SERMs) in development. Curr Osteoporos Rep. 2010;8(3):151-3.
2. Clarke BL, Khosla S. New selective estrogen and androgen receptor modulators. Curr Opin Rheumatol. 2009;21(4):374-9.
3. McDonnell DP, Clemm DL, Hermann T, Goldman ME, Pike JW. Analysis of estrogen receptor function in vitro reveals three distinct classes of antiestrogens. Mol Endocrinol. 1995;9(6):659-69.
4. Holtkamp DE, Greslin JG, Root CA, Lerner LJ. Gonadotropin inhibiting and anti-fecundity effects of chloramiphene. Proc Soc Exp Biol Med. 1960;105:197-201.
5. Holtkamp DE. Research and development of clomiphene citrate. In: Asch RH. Recent Advances in Human Reproduction. Stampato d’alla: Fondazione Per Gli Studi Sulla Riproduzione Umana; 1987.
6. Dickey RP, Holtkamp DE. Development, pharmacology and clinical experience with clomiphene citrate. Human Reprod Update. 1996;2(6):483-506.
7. Jordan VC. The Science of Selective Estrogen Receptor Modulators: Concept to Clinical Practice. Clin Cancer Res. 2006;12(17):5010-3.
8. Polin SA, Ascher SM. The effect of tamoxifen on the genital tract. Cancer Imaging. 2008;8:135-45.
9. Vogel VG. The NSABP study of tamoxifen and raloxifene (STAR) trial. Expert Rev Anticancer Ther. 2009;9(1):51-60.
10. Lewis JD, Chagpar AB, Shaughnessy EA, Nurko J, McMasters K, Edwards MJ. Excellent outcomes with adjuvant toremifene or tamoxifen in early stage breast cancer. Cancer. 2010;116(10):2307-15.
11. Guay AT, Bansal S, Heatley GJ. Effect of raising endogenous testosterone levels in impotent men with secondary hypogonadism: Double blind placebo-controlled trial with Clomiphene citrate J Clin Endocrinol Metab 1995
12. Arq Bras Endocrinol Metab 2000;44/5: 440-444
13. Medley Industria Farmacêutica Ltda, Fabricante do Clomid(Citrato de Clomifeno)
14. Alice Adler PhD e nbsp Senior- Scientist Emerito Schepens Eye Researc Institute Massachusets Eye and Ear- Harvard Medical School
15. MEIER CR, JICK H. Tamoxifen and risk of idiopathic venous thromboembolism. Br J Clin Pharmacol. 1998
16. PLU-BUREAU G, Hormonal contraception and risk of venous thromboembolism: When to ask for an asessment of hemostasis Which parameters Ginécologie Obstétrique & Fertelité 2008
Clomifeno:
O citrato de clomifeno (CC) é, por sua estrutura química, um cloroetileno. Foi sintetizado em 1956, por Frank Palopoli e colaboradores. Nos anos seguintes, seu espectro de ação estrogênica, sua atuação na secreção gonadotrótica e seu efeito anti-infertilidade foram estudados em animais 4 (D). Subsequentemente, foi utilizado em estudos clínicos, para indução de ovulação e foi a terceira droga submetida ao Food and Drug Administration (FDA) para investigação. Foi aprovado em 1967, quando se tornou disponível para prescrição nos Estados Unidos.
Desde então, usado para tratamento da infertilidade feminina em mulheres normogonádicas e normogonadotróficas, o clomifeno consiste numa mistura racêmica de isômeros cis- e trans-: enclomifeno e zuclomifeno 5 (D). O zuclomifeno, mais potente para a indução de ovulação, tem atividade antiestrogênica e levemente estrogênica, enquanto o enclomifeno é inteiramente antiestrogênico.
O metabolismo do clomifeno varia individualmente, em parte devido à variação no peso corporal. O CC age como antagonista competitivo do 17 b-estradiol, ao nível dos receptores citoplasmáticos e nucleares. O bloqueio dos receptores de estrogênio no núcleo arqueado do hipotálamo leva a um aumento da secreção do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH). Adicionalmente, o CC aumenta a sensibilidade hipofisária ao GnRH, numa maneira semelhante ao estradiol. Isto resulta num aumento da secreção das gonadotrofinas hipofisárias (FSH e LH) 6 (D).
Tamoxifeno:
O tamoxifeno foi inicialmente sintetizado como contraceptivo nos anos 1960, mas foi evidenciado, em 1971, que ele induzia a ovulação em mulheres anovulatórias inférteis. Liberado para uso nos EUA em 1977, durante os anos 1980, o tamoxifeno se tornou a primeira terapia antiestrogênica direcionada ao ER para tratamento adjuvante do câncer de mama 7 (D).
É uma das drogas antineoplásicas mais comumente prescritas no mundo, atuando como antagonista do estrogênio na mama e agonista no endométrio. É amplamente utilizado no tratamento e na quimioprevenção em mulheres de alto risco para câncer de mama na pré- e pós-menopausa 8 ( B ).
A intenção desse texto eh apenas tentar quantificar a intensidade de ação do Clomifeno e do Tamoxifeno no corpo do homem.
Cheguei a ver citações sobre uma possível diferença que existiria na ação do Clomifeno em Homens se comparado às Mulheres, e que a eficiência do Clomifeno na mulher para incremento de LH e FSH seria superior do que nos Homens, e por isso que Clomifeno eh indicado no tratamento terapêutico em mulheres, e que para o tratamento de Hipogonadismo em homens, o ideal seria mais voltado terapeuticamente ao uso do Tamoxifeno.
Mas não foi isso que um Estudo no tratamento de Hipogonadismo em homens conduzido com Clomifeno apontou, pois eh relatado uma resposta normal ao Clomifeno, e seu uso em baixas doses por longo prazo(~60 dias) leva à normalização androgênica e melhora visível no aumento da produção de Testosterona(1).
Outro fator que se discute sobre Tamoxifeno e Clomifeno, eh que a dosagem do Clomifeno eficaz no homem para recuperação do eixo HPT seria superior a do Tamoxifeno, e desta forma acabaria sendo mais vantajoso o uso do Tamoxifeno. E até podemos relacionar a dose eficaz na TPC de 40mg de Tamoxifeno com doses de 150mg de Clomifeno. E isso eh uma coisa que sempre concordei.
Mas lendo um estudo(2) conduzido em um paciente que apresentava testosterona total (TT) de 316ng/dl, onde após ter sido submetido a apenas 25mg de Clomifeno/dia por 60 dias, onde esse paciente após os 60 dias de tratamento teve um aumento significativo de Testosterona, me fez repensar um pouco essa ideia anterior de que eh necessário uma dose mais alta de Clomifeno para fazer o mesmo efeito que uma dose menor de Tamoxifeno faria.
Nesse mesmo estudo(2), um paciente com TT de 280ng/dl onde foi administrado nele Tamoxifeno 20mg/dia por 30 dias, e ao final dos 30 dias o paciente já apresentava também um aumento significativo de Testosterona.
1. Silverman SL. New Selective Estrogen Receptor Modulators (SERMs) in development. Curr Osteoporos Rep. 2010;8(3):151-3.
2. Clarke BL, Khosla S. New selective estrogen and androgen receptor modulators. Curr Opin Rheumatol. 2009;21(4):374-9.
3. McDonnell DP, Clemm DL, Hermann T, Goldman ME, Pike JW. Analysis of estrogen receptor function in vitro reveals three distinct classes of antiestrogens. Mol Endocrinol. 1995;9(6):659-69.
4. Holtkamp DE, Greslin JG, Root CA, Lerner LJ. Gonadotropin inhibiting and anti-fecundity effects of chloramiphene. Proc Soc Exp Biol Med. 1960;105:197-201.
5. Holtkamp DE. Research and development of clomiphene citrate. In: Asch RH. Recent Advances in Human Reproduction. Stampato d’alla: Fondazione Per Gli Studi Sulla Riproduzione Umana; 1987.
6. Dickey RP, Holtkamp DE. Development, pharmacology and clinical experience with clomiphene citrate. Human Reprod Update. 1996;2(6):483-506.
7. Jordan VC. The Science of Selective Estrogen Receptor Modulators: Concept to Clinical Practice. Clin Cancer Res. 2006;12(17):5010-3.
8. Polin SA, Ascher SM. The effect of tamoxifen on the genital tract. Cancer Imaging. 2008;8:135-45.
9. Vogel VG. The NSABP study of tamoxifen and raloxifene (STAR) trial. Expert Rev Anticancer Ther. 2009;9(1):51-60.
10. Lewis JD, Chagpar AB, Shaughnessy EA, Nurko J, McMasters K, Edwards MJ. Excellent outcomes with adjuvant toremifene or tamoxifen in early stage breast cancer. Cancer. 2010;116(10):2307-15.
11. Guay AT, Bansal S, Heatley GJ. Effect of raising endogenous testosterone levels in impotent men with secondary hypogonadism: Double blind placebo-controlled trial with Clomiphene citrate J Clin Endocrinol Metab 1995
12. Arq Bras Endocrinol Metab 2000;44/5: 440-444
13. Medley Industria Farmacêutica Ltda, Fabricante do Clomid(Citrato de Clomifeno)
14. Alice Adler PhD e nbsp Senior- Scientist Emerito Schepens Eye Researc Institute Massachusets Eye and Ear- Harvard Medical School
15. MEIER CR, JICK H. Tamoxifen and risk of idiopathic venous thromboembolism. Br J Clin Pharmacol. 1998
16. PLU-BUREAU G, Hormonal contraception and risk of venous thromboembolism: When to ask for an asessment of hemostasis Which parameters Ginécologie Obstétrique & Fertelité 2008

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