11-08-2017, 05:39 PM
Continuação...
Por que isto é importante à discussão? Porque este é o momento da história em que as mulheres começam a experimentar um tempo maior de ócio como nunca antes. Este tempo ocioso, creio eu, foi o começo dos problemas para os homens, e para todos nós.
Com o pai removido a fim de produzir renda, e com a mulher tendo tempo para nutrir “necessidades emocionais” em vez de trabalhar, as crianças, em especial os meninos jovens, começaram a ser postos no papel de marido suplente no caso da ausência contínua do pai. É uma forma de incesto emocional que foi conduzido com o conluio do pai, que geralmente tornava seus filhos “o homem da casa enquanto estou fora”.
Isto efetivamente deixou os meninos sozinhos com mães quietamente desapontadas e ociosas que usavam seus filhos para tampar o vazio emocional que surgia de uma vida com muitas opções e pouco para de fato ser feito.
Então o papel do pai modificou-se significativamente. Ele foi demovido de líder familiar para executor e financiador da mãe. Estou certo que não muito depois de massas de pessoas terem migrado para as cidades o dito “Espera só até seu pai chegar em casa” tornou-se uma ameaça comum para assegurar uma conduta aprovável das crianças, em especial meninos mais jovens.
O que desenvolveu-se daí foi o prenúncio da ruína familiar; o pai, o ganha-pão arrimo de família e o autoritário-quando-for-necessário, participando em nada além de uma fração da vida familiar em comparação a seus predecessores; a mãe, beneficiária, dependente, isolada e preenchendo o vazio de sua vida com necessidades emocionais que o pai não pode preencher (porque afinal ninguém pode). Mães voltaram-se para seus filhos e começaram a reverter o papel de cuidador, emocionalmente falando.
É um modelo comum ainda hoje, mesmo em famílias pós-divórcio.
E que mudança isso provocou na psiquê dos meninos? Pois em um ato eles foram de medirem a si mesmos agradando o pai com demonstrações de competência em um ofício ou negócio, para medirem a si mesmos agradando a mãe em termos emocionais.
É simples assim.
E é profundo assim.
Em uma sociedade que cunhou a frase “Se mamãe não está feliz, ninguém está feliz”, isto tem profundas consequências no desenvolvimento emocional e psicológico dos homens jovens.
Quando a medida de seu valor, como inculcada todos os dias de sua vida, está em preencher as infindáveis necessidades de um adulto infantilizado, a ausência de aprovação de tal adulto torna-se uma forma de morte.
Pense na norma de como nós percebemos o desrespeito ou mesmo o simples descontentamento de uma mãe nesta cultura. Agora imagine diversas gerações de mães que exploram isso a cada momento, a ponto de transmutar as mentes de seus filhos em maternalistas conformados.
Junte a isso o fato que mesmo quando meninos jovens conseguem um escape temporário de casa na figura da escola, eles entram em um sistema onde a submissão aos desejos femininos é essencial para qualquer medida de sucesso. Imagine o que acontece quando a falha em agradar as mulheres na escola resulta um recadinho da professora.
"Bem, espere até seu pai chegar em casa."
Agora junte isso com milhões de anos do instinto humano masculino em ser aprovado pelas mulheres para reprodução, e as expectativas evolutivas e socializadas mescladas para os homens proteger, prover e sacrificar-se pelas mulheres.
Seria um sério exagero imaginativo que em 2013 teríamos uma população de homens que literalmente não podem conceber suas próprias existências sem espelhar sua adequação aos olhos de uma mulher?
Isto não oferece uma explicação plausível de por que a absoluta insanidade do feminazismo de gênero ter florescido e encontrado apoio praticamente universal dos homens? E eles têm apoiado, ou pública e notoriamente pondo-se a si mesmos prostrados diante do altar do feminazismo (mulheres), ou nocivamente habilitando um silêncio advindo do fato que eles estão apavorados demais para falar.
Depois de eu ter posto meu comentário para Jones, ela respondeu, e pareceu inferir de minha afirmativa inicial sobre medo que talvez o problema fosse o velho “ego frágil masculino”.
Você diz, Paul, que manginas auxiliam as mulheres por medo do vazio de identidade advindo de serem rejeitados pelas mulheres. Isto é, você diz que estes homens trabalham como escravos não por preguiça (é claro) mas por medo de não serem agraciados por mulheres. Então seus egos são tão frágeis que eles precisam dessa felação psicológica de terem que ouvir que são escravos bons e úteis?
Eu tenho que rejeitar essa premissa também.
Primeiro, e para clarear rapidamente um detalhe, eu não usei a palavra mangina e nem a tenho usado em meus escritos nesses dias. Não é que eu não ache que estes homens merecem ser envergonhados, mas não no contexto dessa discussão. Eu não estou falando de homens que são conscientemente obsequiosos, mas dos homens médios, muitos dos quais toleram as mais egrégias condutas e amarras parasíticas das mulheres, mas provavelmente nunca conscientes da degradação.
Isto não é uma questão de alguma deficiência inata ou idiossincrática do ego masculino. Egos intactos são produto de um desenvolvimento emocional e psicológico saudáveis. A maioria dos homens, desde a revolução industrial, tem tido o desenvolvimento da saúde de seu ego sabotado desde o nascimento. Nunca houve uma chance de eles se defenderem da dependência da aprovação feminina. De fato, a sociedade como um todo aderiu à ideia de fazer os homens tão servis quanto possível.
Não finjo ter uma solução para isso também. Reconhecidamente a pílula vermelha está agora disponível para a minoria dos homens que podem digeri-la. E quanto mais homens digerirem então mais os seguirão. Pode levar uma centena de anos ou mais para reverter dessa forma.
Mas, como todo respeito à Sra. Jones, não há nenhuma resposta a ser encontrada para o homem médio nos clichês misândricos. Preguiça, ego fraco, e o resto todo são apenas mentiras cobrindo uma realidade básica: homens patologicamente temem a rejeição das mulheres porque nós os criamos para ser patologicamente dependentes da aprovação feminina.
Isto não foi criado por homens e mulheres em um vácuo. Foi um produto cultural de uma sociedade cujos avanços tecnológicos ultrapassaram a capacidade humana de adaptar-se e ajustar-se funcionalmente.
Se existem respostas, e acredito que eventualmente elas aparecerão, elas serão encontradas em um entendimento matizado da condição humana que vá mais profundamente que rotular todo o comportamento disfuncional como falha de caráter.
Se existir um caminho para sair da misandria, é este.

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