21-09-2016, 11:49 AM
A correria dos últimos dias me fez ler o tópico só agora.
Tenho isto a dizer: Excelente! Essa a palavra para definir (que pretensão) o texto elaborado por vc, Don. Já o cumprimento pela brilhante exposição e pelo português irretocável, dá gosto de ler.
A reflexão é profunda e muito apropriada. As vidas não-vividas explicam por que filmes de ação fazem tanto sucesso, por exemplo: gostaríamos de ser o Sniper americano, gostaríamos de ser o Rambo, o Statham. Claro, sujeitos fortes, poderosos, que fazem o que querem e conquistam de tudo. Baitas vidas não-vividas.
O problema é que a realidade não costuma corresponder aos nossos desejos internos. Eu, por exemplo, tenho várias vidas não-vividas, onde sou mais alto, mais forte, mais cabeludo, mais satisfeito afetiva e sexualmente, etc.. Aí vêm os questionamentos do tipo "E se..?". A vida-vivida acaba se mostrando cinza, em certa medida. Não esqueçamos também de que a grama do vizinho sempre parecerá mais verde.
É certo que há os privilegiados, como o Messi. Mas o fato de não vivermos as vidas romantizadas que habitam nosso pensamento não nos torna menos especiais. Cada um tem suas habilidades, seus talentos, e pode crescer muito se utilizá-los adequadamente. O erro não é acalentar as vidas não-vividas; errado é não buscá-las quando possíveis, e/ou não desenvolver os potenciais da vida-vivida.
Recentemente abordei essa situação com o Don: que gostaria de estar, a essa altura, com a vida melhor estruturada, melhor financeiramente, mais independente, mais forte, e por aí vai. Naquele instante me esqueci de olhar para trás e enxergar toda a trilha percorrida, os abismos transpostos, os inimigos superados e as vitórias conquistadas. Quando tive (recuperei) a consciência disso tudo, me senti afortunado.
Fico feliz e lisonjeado por ter e estar novamente debatendo o assunto com o amigo Don (a quem agradeço) e entre os demais membros desta confraria. É enriquecedor.
Tenho isto a dizer: Excelente! Essa a palavra para definir (que pretensão) o texto elaborado por vc, Don. Já o cumprimento pela brilhante exposição e pelo português irretocável, dá gosto de ler.
A reflexão é profunda e muito apropriada. As vidas não-vividas explicam por que filmes de ação fazem tanto sucesso, por exemplo: gostaríamos de ser o Sniper americano, gostaríamos de ser o Rambo, o Statham. Claro, sujeitos fortes, poderosos, que fazem o que querem e conquistam de tudo. Baitas vidas não-vividas.
O problema é que a realidade não costuma corresponder aos nossos desejos internos. Eu, por exemplo, tenho várias vidas não-vividas, onde sou mais alto, mais forte, mais cabeludo, mais satisfeito afetiva e sexualmente, etc.. Aí vêm os questionamentos do tipo "E se..?". A vida-vivida acaba se mostrando cinza, em certa medida. Não esqueçamos também de que a grama do vizinho sempre parecerá mais verde.
É certo que há os privilegiados, como o Messi. Mas o fato de não vivermos as vidas romantizadas que habitam nosso pensamento não nos torna menos especiais. Cada um tem suas habilidades, seus talentos, e pode crescer muito se utilizá-los adequadamente. O erro não é acalentar as vidas não-vividas; errado é não buscá-las quando possíveis, e/ou não desenvolver os potenciais da vida-vivida.
Recentemente abordei essa situação com o Don: que gostaria de estar, a essa altura, com a vida melhor estruturada, melhor financeiramente, mais independente, mais forte, e por aí vai. Naquele instante me esqueci de olhar para trás e enxergar toda a trilha percorrida, os abismos transpostos, os inimigos superados e as vitórias conquistadas. Quando tive (recuperei) a consciência disso tudo, me senti afortunado.
Fico feliz e lisonjeado por ter e estar novamente debatendo o assunto com o amigo Don (a quem agradeço) e entre os demais membros desta confraria. É enriquecedor.

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