02-09-2016, 07:16 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 02-09-2016, 07:16 PM por Saoshyant.)
(27-08-2016, 06:27 PM)Don Clericuzio Escreveu: Apesar de o título desmentir, pelo que eu entendi do texto, o confrade do post inicial não toma o Gnosticismo pelo Niilismo, mas os relaciona em um plano não conceitual.
No que pude apreender do texto, a falta de compromisso [ou de fé, como queiram] da maioria das pessoas para com a verdadeira [no ponto de vista do confrade] Religião, faz com que elas, na prática, vivam e atuem como se não cressem nela, pois guardam apenas numa parte mística que ao mesmo tempo corresponde ao aspecto religioso faltante, mas que lhe prescinde os aspectos mais inerentes à fé, tais como as virtudes do sacrifício, da abnegação, da renúncia em favor do bem legítimo, etc.
Em última instância, este modo de conceber e "praticar" a religião leva as pessoas a se portarem totalmente alheias às determinações desta última, provocando como consequências últimas aquelas mesmas que seriam as do puro niilismo, quais sejam, as consequências da concepção do nada absoluto: despreocupação com o futuro a longo prazo, afinal, nada espera; egoísmo estimulado aos mais altos níveis; culto exacerbado ao prazer por si mesmo, a todo custo; ausência de freio moral, o que leva às mais tristes atrocidades; desrespeito aos direitos, aos bens e à vida; desaparecimento da noção de dever; dentre outras.
No que, em linhas gerais, estou de acordo com o confrade.
Ótima reflexão confrade. Creio que você conseguiu captar o sentido do post. A única coisa que tentei fazer foi traçar um paralelo entre correntes de pensamento antigas e modernas. Não fiz nada de novo, além de tentar resumir estudos de estudiosos de peso como os que citei.
“Faze da sabedoria a tua provisão para a viagem desde a juventude até a velhice, pois ela merece mais confiança que todos os outros bens.”
- Bias de Priene
- Bias de Priene

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