11-08-2016, 01:12 PM
Olá, confrade!
O progresso no campo da linguagem verbal articulada [quer escrita, quer falada], como todo e qualquer tipo de evolução, demanda uma dada cota de esforço, treino, método, aplicação e avaliação constantes.
Eu estou de acordo contigo, no que respeita à necessidade de melhoria contínua da nossa capacidade de expressão, em todos os sentidos, sobretudo pela escrita e pela oralidade. Portanto, esta é uma empresa à qual me dedico todos os dias, sendo que ainda me encontro nesta senda que, em verdade, não é finita, a qual nós percorreremos sempre sem que a extinguemos, muito embora a cada passo dado sintamos aquela sensação gostosa de saber mais e melhor.
Como estou neste processo, mesmo que a duras penas, penso que posso colaborar com alguns apontamentos neste interessante post do confrade. Alguns deles, certamente, passarão como repetitivos, mas sempre vale a sua lembrança:
1) Leia MUITO, de preferência os bons livros [clássicos]:
A leitura constante te possibilitará o contato estreito com combinações de símbolos as mais variadas e diversas, ambientando-te às construções frasais mais sofisticadas, à adjetivação mais diversificada e ao emprego verbal mais adequado a cada tipo de situação sobre a qual se escreve, dentre outros benefícios. Nestes últimos, por exemplo, a leitura favorecerá uma escrita com o ritmo correto, mediante uma aplicação mais precisa das vírgulas ao longo do texto, o que faz toda a diferença no impacto que sua leitura provocará no leitor.
2) Aumente o seu vocabulário, qualitativa e quantitativamente:
Para uma boa escrita, fundamental se faz um bom manejo dos signos à disposição do escritor. Quanto maior o campo de manobra vocabular, melhor se dá a manipulação dos vocábulos por aquele que busca dar-lhes ordem e sentido para comunicar uma ideia.
Portanto, aumente o número de vocábulos em seu arsenal linguístico, e a partir disto cuide de selecionar os termos mais adequados para cada ideia representada, haja vista que vários termos podem representar uma mesma abstração, todavia cada um em um grau de acerto e precisão próprio.
Uma boa forma de alargar o círculo de seu vocabulário é estar sempre munido, ao escrever, de um bom dicionário de sinônimos; além de evitar aquela enfadonha repetição de termos ao longo do texto, a sua consulta permanente ainda viabiliza uma melhor combinação das palavras, mais harmônica e agradável de ler.
3) Escreva MUITO, e sempre:
Se a leitura e o aumento vocabular favorecem um maior e melhor repertório linguístico ao indivíduo, a sua pura e simples acumulação não faz, por si só, um bom escritor.
Da mesma maneira que um bom pianista precisa praticar a música em contato com o instrumento, o candidato à melhor escrita precisa manejar os signos trabalhados pela leitura, o que somente pode fazer, escrevendo.
Escreva partindo dos assuntos que mais domina e pelos quais sente afinidade, até que a pouco e pouco possa escrever sobre todo e qualquer assunto, se isto for necessário.
4) Estude a gramática da língua portuguesa:
A diferença entre escrever BEM e escrever “bem” está neste ponto. Obviamente, até mesmo pela falta de estímulo desde o ensino básico nas escolas brasileiras, o estudo da gramática não é devidamente encorajado, fazendo com que não nos empenhemos devidamente para este fim, sob o argumento de que é “uma coisa chata”. Todavia, para a boa escrita, se faz imprescindível o conhecimento robusto dos elementos que compõem a nossa língua.
Assim, o estudo da morfologia confere-nos a adequada classificação gramatical das palavras, processo este fundamental para uma correta fraseologia. Ou seja, catalogamo-las em classes como verbos, advérbios, adjetivos, pronomes, preposições, etc.
Outro estudo importante é o da sintaxe, que é o processo pelo qual, munidos das adequadas funções de cada classe gramatical, organizamos a disposição das palavras nas frases construídas, conferindo-lhes uma significação lógica.
Portanto, cada ramo ou parte da gramática deve ser estudado com minúcia, para uma boa expressão linguística.
Bom, em relação à linguagem verbal articulada escrita, eram estas dicas simples que gostaria de oferecer. Quanto à linguagem verbal articulada oral, algumas dicas já foram dadas neste tópico: http://legadorealista.com/fdb/showthread.php?tid=9996.
Espero ter ajudado. Bons estudos!
O progresso no campo da linguagem verbal articulada [quer escrita, quer falada], como todo e qualquer tipo de evolução, demanda uma dada cota de esforço, treino, método, aplicação e avaliação constantes.
Eu estou de acordo contigo, no que respeita à necessidade de melhoria contínua da nossa capacidade de expressão, em todos os sentidos, sobretudo pela escrita e pela oralidade. Portanto, esta é uma empresa à qual me dedico todos os dias, sendo que ainda me encontro nesta senda que, em verdade, não é finita, a qual nós percorreremos sempre sem que a extinguemos, muito embora a cada passo dado sintamos aquela sensação gostosa de saber mais e melhor.
Como estou neste processo, mesmo que a duras penas, penso que posso colaborar com alguns apontamentos neste interessante post do confrade. Alguns deles, certamente, passarão como repetitivos, mas sempre vale a sua lembrança:
1) Leia MUITO, de preferência os bons livros [clássicos]:
A leitura constante te possibilitará o contato estreito com combinações de símbolos as mais variadas e diversas, ambientando-te às construções frasais mais sofisticadas, à adjetivação mais diversificada e ao emprego verbal mais adequado a cada tipo de situação sobre a qual se escreve, dentre outros benefícios. Nestes últimos, por exemplo, a leitura favorecerá uma escrita com o ritmo correto, mediante uma aplicação mais precisa das vírgulas ao longo do texto, o que faz toda a diferença no impacto que sua leitura provocará no leitor.
2) Aumente o seu vocabulário, qualitativa e quantitativamente:
Para uma boa escrita, fundamental se faz um bom manejo dos signos à disposição do escritor. Quanto maior o campo de manobra vocabular, melhor se dá a manipulação dos vocábulos por aquele que busca dar-lhes ordem e sentido para comunicar uma ideia.
Portanto, aumente o número de vocábulos em seu arsenal linguístico, e a partir disto cuide de selecionar os termos mais adequados para cada ideia representada, haja vista que vários termos podem representar uma mesma abstração, todavia cada um em um grau de acerto e precisão próprio.
Uma boa forma de alargar o círculo de seu vocabulário é estar sempre munido, ao escrever, de um bom dicionário de sinônimos; além de evitar aquela enfadonha repetição de termos ao longo do texto, a sua consulta permanente ainda viabiliza uma melhor combinação das palavras, mais harmônica e agradável de ler.
3) Escreva MUITO, e sempre:
Se a leitura e o aumento vocabular favorecem um maior e melhor repertório linguístico ao indivíduo, a sua pura e simples acumulação não faz, por si só, um bom escritor.
Da mesma maneira que um bom pianista precisa praticar a música em contato com o instrumento, o candidato à melhor escrita precisa manejar os signos trabalhados pela leitura, o que somente pode fazer, escrevendo.
Escreva partindo dos assuntos que mais domina e pelos quais sente afinidade, até que a pouco e pouco possa escrever sobre todo e qualquer assunto, se isto for necessário.
4) Estude a gramática da língua portuguesa:
A diferença entre escrever BEM e escrever “bem” está neste ponto. Obviamente, até mesmo pela falta de estímulo desde o ensino básico nas escolas brasileiras, o estudo da gramática não é devidamente encorajado, fazendo com que não nos empenhemos devidamente para este fim, sob o argumento de que é “uma coisa chata”. Todavia, para a boa escrita, se faz imprescindível o conhecimento robusto dos elementos que compõem a nossa língua.
Assim, o estudo da morfologia confere-nos a adequada classificação gramatical das palavras, processo este fundamental para uma correta fraseologia. Ou seja, catalogamo-las em classes como verbos, advérbios, adjetivos, pronomes, preposições, etc.
Outro estudo importante é o da sintaxe, que é o processo pelo qual, munidos das adequadas funções de cada classe gramatical, organizamos a disposição das palavras nas frases construídas, conferindo-lhes uma significação lógica.
Portanto, cada ramo ou parte da gramática deve ser estudado com minúcia, para uma boa expressão linguística.
Bom, em relação à linguagem verbal articulada escrita, eram estas dicas simples que gostaria de oferecer. Quanto à linguagem verbal articulada oral, algumas dicas já foram dadas neste tópico: http://legadorealista.com/fdb/showthread.php?tid=9996.
Espero ter ajudado. Bons estudos!
"Trata de saborear a vida; e fica sabendo, que a pior filosofia é a do choramingas que se deita à margem do rio para o fim de lastimar o curso incessante das águas. O ofício delas é não parar nunca; acomoda-te com a lei, e trata de aproveitá-la." - Trecho de Memórias Póstumas de Brás Cubas

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