15-12-2015, 12:18 PM
(13-12-2015, 12:21 PM)Mr. L Escreveu: Não é uma dica, é mais uma estratégia para entrar no mundo dos negócios.
Show ContentSpoiler:T. Harv Eker em Os Segredos da Mente Milionária:
A ideia é começar o jogo com tudo o que tem, no lugar onde está. É o que eu chamo de entrar no corredor. Vou lhe dar um exemplo. Anos atrás eu planejava abrir um café e confeitaria 24 horas em Fort Lauderdale, Flórida. Estudei as opções de localização, o mercado e o equipamento necessário. Pesquisei também os tipos de bolos, tortas, sorvetes e cafés disponíveis. O primeiro problema foi que engordei à beça. Comer o objeto da minha pesquisa não foi de grande ajuda. Então me perguntei: "Harv, qual é a melhor maneira de estudar um ramo de negócio?" E esse sujeito chamado Harv, que era evidentemente muito mais esperto do que eu, respondeu: "Se você quer conhecer um negócio a fundo, entre nele. Ninguém tem a obrigação de saber tudo. Entre no corredor conseguindo um emprego na área. Você aprenderá mais varrendo o chão e lavando pratos num restaurante do que se passar 10 anos pesquisando do lado de fora." (Eu não disse que ele era muito mais esperto do que eu?)
Foi o que eu fiz. Arranjei um emprego numa empresa do ramo. Gostaria de poder dizer que os meus soberbos talentos foram imediatamente reconhecidos e que recebi de cara o cargo de diretor executivo. Mas, o que fazer... Como ninguém ali percebeu as minhas qualidades de liderança, tive que começar como ajudante de garçom. É isso mesmo, varrendo o chão e lavando pratos. Não é engraçado como o poder da intenção dá certo?
Você deve estar pensando que eu tive que engolir o meu orgulho para aceitar esse trabalho, mas a verdade é que nunca considerei a questão dessa forma. A minha missão era conhecer o negócio dos doces por isso me senti grato pela oportunidade de aprender o assunto "de carona" na empresa de alguém e ainda por cima ganhar um dinheirinho.
Nessa temporada como ajudante de garçom, passei o máximo de tempo conversando com o gerente sobre receitas e despesas, examinando caixas para descobrir os nomes dos fornecedores e ajudando o padeiro, às quatro da manhã, para aprender sobre os equipamentos, ingredientes e problemas do ramo.
Eu devia estar indo bem na minha função porque, depois de uma semana, o gerente me chamou, me deu um pedaço de torta e me ofereceu uma promoção ao posto de... caixa. Pensei naquilo durante um exato nanossegundo e respondi: "Obrigado, mas não, muito obrigado."
Primeiro, não haveria muito o que aprender se eu ficasse preso atrás de uma caixa registradora. Segundo, já sabia o que eu queria saber. Missão cumprida.
É isso que eu quero dizer com "corredor": entrar no campo em que você quer estar no futuro; aceitando qualquer função, para ter condições de conhecer a atividade. Esse, é de longe, o melhor método para se aprender um negócio. Primeiro, você pode vê-lo por dentro; segundo, tem condições de fazer os contatos necessários, o que seria complicado estando do lado de fora; terceiro, uma vez no corredor, outras "portas de oportunidade" se abrem à sua frente – isto é, observando o que realmente acontece, você tem a chance de identificar um nicho que não havia percebido antes; quarto, talvez você descubra que não gosta do ramo – e dê graças a Deus por ter ficado sabendo disso antes que fosse muito tarde.
Então, qual das quatro situações ocorreu comigo? Quando deixei aquela empresa, mal podia ver torta e, muito menos, sentir o cheiro de qualquer uma delas. Segundo, o padeiro saiu de lá um dia depois de mim e me telefonou para me dizer que acabara de descobrir um novo e fantástico equipamento de ginástica conhecido como botas para gravidade, que são usadas nos exercícios de inversão corporal feito em barras (talvez você tenha visto Richard Gere com elas numa cena do filme Gigolô americano em que ele fica pendurado de cabeça para baixo). Ele queria saber se eu estava interessado em dar uma olhada naquele produto. Fui conferir e cheguei à conclusão de que as botas eram simplesmente o máximo, mas o ex-padeiro, não. Assim, entrei sozinho no negócio.
Comecei vendendo botas para lojas de departamentos e de material esportivo. Percebi que todos os revendedores tinham algo em comum – equipamentos de ginástica de má qualidade. Os sinos do meu cérebro badalaram freneticamente: "Oportunidade, oportunidade, oportunidade". É engraçado como as coisas acontecem. Era a minha primeira experiência com esse tipo de produto e ela me levou a abrir uma das primeiras lojas de varejo de artigos fitness da América do Norte e ganhar o meu primeiro milhão. E pensar que tudo começou quando me propus a ser ajudante de garçom. A mensagem é simples: entre no corredor. Você nunca sabe que portas se abrirão no seu caminho.
Achei interessante e concordo com a mensagem do texto.

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