29-07-2015, 10:01 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 29-07-2015, 10:10 PM por Teophilo.)
A meu ver existe alguns equívocos no que tange o desenvolvimento pessoal. Não em si mesmo considerado de maneira geral. Mas na sua prática e desenlace.
Há de se tomar bastante cuidado no entendimento de que a ordem dos bens é disposta de maneira vertical, e até excludente em alguns casos, e não horizontal e meramente somativa.
Pegando os três grupos de bens possíveis às pessoas teremos os materiais/corporais...os morais/honoríficos...os espirituais/intelectuais. Assim, os do intelecto ou do espírito são os primeiros na ordem.
Quanto mais bens de ordem espiritual/intelectual um homem possuir, mais desenvolvido ele estará.
Explico...
Um homem tanto mais é perfeito quanto mais desenvolvido é naquilo que ele tem de ótimo em sua forma própria, obviamente. Portanto, os perfeitos são os homens que se dão mais às coisas do intelecto e do espírito que os que se dão as coisas morais/honoríficas ou materiais/corporais (coisas essas que são menos propriamente humanas, na medida em que ocupam menor grau na ordem dos bens).
Com isso, não se quer dizer que os perfeitos não necessitam dos bens de ordem menor, mas que deles têm apreço mais por necessidade do que por amor de fato a tais bens. Chegam ao ponto até mesmo de desprezar aqueles bens que, embora lícitos, não contribuem de maneira efetiva na busca de um bem maior de ordem espiritual.
Um homem em vias de se tornar mais espiritual (porque assim se costuma dizer conforme o bem que ele mais deseja e para o qual se orienta, como também, homem materialista, homem civilista, etc.) pouco a pouco vai perdendo desejo, por exemplo, de bens materiais, colocando-os à guisa apenas de bens de necessidade. Daí o sentido de muitos não se afeiçoarem por tais bens e tomarem pra si somente o estritamente necessário, já que "onde está seu tesouro aí também estará seu coração".
E por isso vemos que também daí é que vem o preterir alguns bens, mesmo que lícitos, em detrimento de outros. Tudo dependerá da disposição da pessoa em relação a ordem dos bens desejáveis. O homem exclui não só porque não consegue, por óbvio, possuir a todos, mas também porque cada bem maior torna desinteressante um menor no desejo (e não em si mesmo, já que todos têm seu grau de importância).
Além disso, quanto mais espiritual um homem for, mais visão do "uno" ele tende a ter, e menos objetivos terá, pois menos desejos terá em relação a muitas coisas. Quanto mais espiritual e possuidor da sabedoria um homem for, mais ele entenderá isso e ordenará cada coisa ao seu devido fim, filtrando-as.
O "espiritual/intelectual" vai ao máximo se apossar daquelas coisas que contribuem na consecução do bem-último que persegue e desprezar outras, ainda que lícitas, mas não interessantes para a ordem ao fim.
Percebo que nos assuntos sobre desenvolvimento pessoal isso é pouco abordado, e leva a crer, não poucas vezes, que o desenvolvimento pessoal é uma série de conquistas quase que "a volonté" de cada um. Não levando em consideração os aspectos objetivos da própria forma humana e seu modus operandi. Trazendo, por isso, certas ilusões quanto a questão.
Há de se tomar bastante cuidado no entendimento de que a ordem dos bens é disposta de maneira vertical, e até excludente em alguns casos, e não horizontal e meramente somativa.
Pegando os três grupos de bens possíveis às pessoas teremos os materiais/corporais...os morais/honoríficos...os espirituais/intelectuais. Assim, os do intelecto ou do espírito são os primeiros na ordem.
Quanto mais bens de ordem espiritual/intelectual um homem possuir, mais desenvolvido ele estará.
Explico...
Um homem tanto mais é perfeito quanto mais desenvolvido é naquilo que ele tem de ótimo em sua forma própria, obviamente. Portanto, os perfeitos são os homens que se dão mais às coisas do intelecto e do espírito que os que se dão as coisas morais/honoríficas ou materiais/corporais (coisas essas que são menos propriamente humanas, na medida em que ocupam menor grau na ordem dos bens).
Com isso, não se quer dizer que os perfeitos não necessitam dos bens de ordem menor, mas que deles têm apreço mais por necessidade do que por amor de fato a tais bens. Chegam ao ponto até mesmo de desprezar aqueles bens que, embora lícitos, não contribuem de maneira efetiva na busca de um bem maior de ordem espiritual.
Um homem em vias de se tornar mais espiritual (porque assim se costuma dizer conforme o bem que ele mais deseja e para o qual se orienta, como também, homem materialista, homem civilista, etc.) pouco a pouco vai perdendo desejo, por exemplo, de bens materiais, colocando-os à guisa apenas de bens de necessidade. Daí o sentido de muitos não se afeiçoarem por tais bens e tomarem pra si somente o estritamente necessário, já que "onde está seu tesouro aí também estará seu coração".
E por isso vemos que também daí é que vem o preterir alguns bens, mesmo que lícitos, em detrimento de outros. Tudo dependerá da disposição da pessoa em relação a ordem dos bens desejáveis. O homem exclui não só porque não consegue, por óbvio, possuir a todos, mas também porque cada bem maior torna desinteressante um menor no desejo (e não em si mesmo, já que todos têm seu grau de importância).
Além disso, quanto mais espiritual um homem for, mais visão do "uno" ele tende a ter, e menos objetivos terá, pois menos desejos terá em relação a muitas coisas. Quanto mais espiritual e possuidor da sabedoria um homem for, mais ele entenderá isso e ordenará cada coisa ao seu devido fim, filtrando-as.
O "espiritual/intelectual" vai ao máximo se apossar daquelas coisas que contribuem na consecução do bem-último que persegue e desprezar outras, ainda que lícitas, mas não interessantes para a ordem ao fim.
Percebo que nos assuntos sobre desenvolvimento pessoal isso é pouco abordado, e leva a crer, não poucas vezes, que o desenvolvimento pessoal é uma série de conquistas quase que "a volonté" de cada um. Não levando em consideração os aspectos objetivos da própria forma humana e seu modus operandi. Trazendo, por isso, certas ilusões quanto a questão.
“Se o mundo for contra a verdade, então Atanásio será contra o mundo.” (Sto. Atanásio)
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