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Desenvolvimento Pessoal (retirado do meu livro: O Método Shibumi)
Ausente Marcílio
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29-07-2015, 01:47 AM (Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 29-07-2015, 03:15 AM por Marcílio.)
Citar:A nova Guerra Fria e o jogo de go
Carta do diretor de redação Helio Gurovitz

A ascensão chinesa no cenário global já se configura como o fato mais relevante desta primeira metade do século XXI. Pode-se argumentar que a China – principal credor da dívida americana, maior potência exportadora e industrial e maior mercado consumidor do planeta – é o fator mais importante para entender as turbulências financeiras que atravessamos. Pela primeira vez desde a queda do Muro de Berlim, aparece uma potência mundial capaz de desafiar o poderio dos Estados Unidos (diante da ameaça recente de calote americano, a China saiu de sua tradicional postura discreta e fez duras críticas ao rival). E, pela primeira vez desde o fim da União Soviética, o mundo começa a reassumir aqueles tons bipolares que, ainda que com outras feições, já permitem a alguns falar numa nova Guerra Fria (leia a reportagem).

Em seu livro recente, On China (Sobre a China), Henry Kissinger – o ex-secretário de Estado americano que capitaneou a reaproximação entre os dois países no governo de Richard Nixon – tenta desvendar a alma das relações sino-americanas. Ele repete no livro uma metáfora que já usara em um artigo de 2004, publicado na revista Newsweek, para descrever a atitude chinesa diante do conflito. De acordo com Kissinger, os americanos – como todos nós, ocidentais – têm a mentalidade dos jogadores de xadrez. “O objetivo do jogo é a vantagem absoluta – ou seja, seu resultado é a vitória total ou a derrota –, e a batalha é conduzida para adiante, no centro do tabuleiro”, escreve Kissinger.

Os chineses – como em geral os orientais – têm, segundo Kissinger, a mentalidade dos jogadores de wei qi, um jogo chinês mais conhecido no Brasil por seu nome japonês, go. Trata-se de um jogo de regras simples, que qualquer criança de 3 anos consegue entender: os dois jogadores precisam conquistar território cercando as peças do adversário e evitando que as suas sejam cercadas. Por trás da simplicidade, porém, há um desafio estratégico que faz do go um dos poucos jogos de tabuleiro em que nenhum programa de computador foi até hoje capaz de vencer um ser humano talentoso. “O objetivo do go é a vantagem relativa; o jogo é jogado em todo o tabuleiro, e o objetivo é aumentar as próprias opções e reduzir as do adversário. A meta é menos a vitória do que um progresso estratégico persistente”, diz Kissinger. O xadrez produz determinação construtiva; o go, flexibilidade estratégica.

A Guerra Fria original se assemelhava a um jogo de xadrez: Estados Unidos e União Soviética disputavam os mesmos espaços e, no final, os americanos saíram vitoriosos. A nova disputa entre Estados Unidos e China começa a se desenhar como um tabuleiro de go – não há apenas enfrentamento pelos mesmos espaços, mas também uma corrida atrás de áreas ainda não desbravadas. Não há questão mais importante para o Brasil de hoje do que entender seu papel nesse novo jogo bipolar. A China é a maior compradora de nossas matérias-primas – e o maior sugadouro de nossos empregos. Os Estados Unidos são o maior produtor de conhecimento, o maior centro de inovação do mundo – e um exemplo de democracia bem-sucedida. Vivemos um período de crescimento em que também nós, como os jogadores de go, precisaremos ocupar os espaços abertos de modo inteligente e eficaz.
Reprodução

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Ep...DE+GO.html

Além do video que citei acima mostrando a Guerra do Vietnam e do jogo por trás de cada decisões, Gostei muito desse video explicando o que é Go.



E só mais uma coisam o matématico John Nash do filme Um mentre brilhante e precursos da teoria dos jogos, era fã desse jogo GO. Além disso, na Teoria dos Jogos moderna, existem tomadas de decisões que se assemelham muito a essa noção.



Repare na teoria do ganho relativo formulado por ele nesse filme (ao contrário dos outros, que querem o ganho absoluto).

Eis aí uma pequena, mas substancial diferença que deveria ser mais difundido e debatido entre nós. Faria uma enorme diferença no desenvolvimento pessoal, sem falar é claro, nos pilares que já fazem uma absurda diferença na vida do cara se ele deixar de ser mangina e ser mais orgulhoso.
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Desenvolvimento Pessoal (retirado do meu livro: O Método Shibumi) - por lawlyet_w - 18-06-2014, 10:59 PM

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