26-09-2014, 10:41 AM
#2
“Aparência Não é Essência”
Este obstáculo engloba o anterior. Trata-se do uso errado das técnicas, não com a honesta e humilde atitude de evoluir, mas como identidade, como aparência de algo que não se é, usadas como técnica de actor para se parecer mais evoluído do que se é na verdade. Ou seja, a imitação do visual e estilo de vida de quem é íntegro, não faz de nós íntegros lol aparência não é essência. Por muito sofisticada que seja a imitação, está-se apenas a ser um actor, e não realmente, automaticamente, naturalmente, espontaneamente, o nível de consciência daquele cuja aparência se está a imitar e copiar. Não é só a aparência física que faz parte da dimensão da aparência, mas sim também as palavras e comportamentos. As acções também são aparência, pois a mesma acção pode ter por detrás intenções diferentes. Intenção faz parte da dimensão invisível da essência. Por exemplo, oferecer uma bebida a uma mulher na discoteca pode ter como intenção apenas querer partilhar a alegria que se está a experienciar no momento com a mulher (integridade), como pode ter como intenção manipular a mulher dando-lhe algo na esperança de se obter desta algo que se deseja (narcisismo). Mesma acção, intenções diferentes. Portanto meditar, ir a retiros espirituais, usar roupas estranhas, ter um penteado estranho ou viver na floresta/montanha, porque se leu que um mestre espiritual é assim, não significa que se é espiritualmente evoluído. Está-se a imitar, mas ainda não se é assim. O perigo disto é acreditar-se que se está a evoluir e não se estar a evoluir. Passa-se por estranho, e pior, num estado de orgulho que não leva a pessoa a nenhum lado bom. Vestir-se como homem que tem sucesso com as mulheres não é o mesmo que de facto ter-se sucesso com as mulheres. Está aí a secreta lição espiritual do Carnaval: permite-nos Ver que aparência é apenas brincadeira, o que importa é a essência. Daí eu poder me vestir à cowboy no Carnaval, mas sei que não sou cowboy nenhum. Logo apesar de me divertir assim vestido no Carnaval, não o levo a sério. A atitude tem de ser a mesma fora do Carnaval, todos os dias, em relação a tudo. Há muitos actores imitadores por aí, e poucos verdadeiramente evoluídos. São vários os falsos mestres espirituais, cuja única coisa em que são mestres é em parecerem mestres espirituais lol são sofisticados, exóticos, dão espectáculo, sabem os textos, têm esperteza, são convincentes, mas depois as suas escolhas e intenções são narcisistas, o que apenas engana os não íntegros, que são a maior parte das pessoas. Ou seja, facilmente estes falsos mestres conseguem impressionar o ser humano comum com a aparência daquilo que fazem, a legião de fãs e a quantidade de dinheiro que conseguem. Quantidade de seguidores não garante qualidade de sabedoria. Basta entreter o ego das pessoas e dizer-lhes o que elas querem ouvir, com o mínimo de inteligência e criatividade, e serás famoso haha!
“Aparência Não é Essência”
Este obstáculo engloba o anterior. Trata-se do uso errado das técnicas, não com a honesta e humilde atitude de evoluir, mas como identidade, como aparência de algo que não se é, usadas como técnica de actor para se parecer mais evoluído do que se é na verdade. Ou seja, a imitação do visual e estilo de vida de quem é íntegro, não faz de nós íntegros lol aparência não é essência. Por muito sofisticada que seja a imitação, está-se apenas a ser um actor, e não realmente, automaticamente, naturalmente, espontaneamente, o nível de consciência daquele cuja aparência se está a imitar e copiar. Não é só a aparência física que faz parte da dimensão da aparência, mas sim também as palavras e comportamentos. As acções também são aparência, pois a mesma acção pode ter por detrás intenções diferentes. Intenção faz parte da dimensão invisível da essência. Por exemplo, oferecer uma bebida a uma mulher na discoteca pode ter como intenção apenas querer partilhar a alegria que se está a experienciar no momento com a mulher (integridade), como pode ter como intenção manipular a mulher dando-lhe algo na esperança de se obter desta algo que se deseja (narcisismo). Mesma acção, intenções diferentes. Portanto meditar, ir a retiros espirituais, usar roupas estranhas, ter um penteado estranho ou viver na floresta/montanha, porque se leu que um mestre espiritual é assim, não significa que se é espiritualmente evoluído. Está-se a imitar, mas ainda não se é assim. O perigo disto é acreditar-se que se está a evoluir e não se estar a evoluir. Passa-se por estranho, e pior, num estado de orgulho que não leva a pessoa a nenhum lado bom. Vestir-se como homem que tem sucesso com as mulheres não é o mesmo que de facto ter-se sucesso com as mulheres. Está aí a secreta lição espiritual do Carnaval: permite-nos Ver que aparência é apenas brincadeira, o que importa é a essência. Daí eu poder me vestir à cowboy no Carnaval, mas sei que não sou cowboy nenhum. Logo apesar de me divertir assim vestido no Carnaval, não o levo a sério. A atitude tem de ser a mesma fora do Carnaval, todos os dias, em relação a tudo. Há muitos actores imitadores por aí, e poucos verdadeiramente evoluídos. São vários os falsos mestres espirituais, cuja única coisa em que são mestres é em parecerem mestres espirituais lol são sofisticados, exóticos, dão espectáculo, sabem os textos, têm esperteza, são convincentes, mas depois as suas escolhas e intenções são narcisistas, o que apenas engana os não íntegros, que são a maior parte das pessoas. Ou seja, facilmente estes falsos mestres conseguem impressionar o ser humano comum com a aparência daquilo que fazem, a legião de fãs e a quantidade de dinheiro que conseguem. Quantidade de seguidores não garante qualidade de sabedoria. Basta entreter o ego das pessoas e dizer-lhes o que elas querem ouvir, com o mínimo de inteligência e criatividade, e serás famoso haha!

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