13-06-2014, 10:39 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 13-06-2014, 11:46 PM por ohomemquecopia.)
Naquela mesma noite, ele partiu rumo à Itália. Navegou durante alguns dias pelo oceano em um navio até chegar à ilha siciliana. Estava tudo completamente mudado, mal parecia a cidade que embarcou antes de partir.
Ao tomar um café em um estabelecimento simples no porto, um homem que estava sentado ao lado do balcão vendo o selo-destino da mala do lavrador, indicando que veio de Las Vegas, iniciou uma longa conversa e assim que o lavrador terminou a xícara, o homem se propôs a dar uma carona, dizia que seu destino era perto do vilarejo que ele havia deixado vinte anos atrás. Antes de entrar no carro, o lavrador lembrou-se do primeiro conselho que seu capo o havia dado, agradeceu o motorista, mas recusou a carona. Cansado, o lavrador se hospedou em uma simples pousada para passar a noite e ouvindo o desregulado rádio que chiava muito, ouviu sobre a prisão de um golpista que roubava turistas no porto ao oferecer uma carona e depois desovava os corpos das vítimas em um rio próximo.
Ao amanhecer, ouviu-se uma enorme confusão no corredor da pousada, gritos e insultos faziam parte da briga, o colega de quarto levantou-se depressa e chamou o lavrador para ver o que estava acontecendo, antes de levantar ele se lembrou do segundo conselho e voltou a dormir. Antes de voltar a pegar no sono, um tiro ecoou pelo corredor atingindo a cabeça do colega de quarto que abriu bruscamente a porta para saber o que ocorria.
Horas viajando de ônibus, no final da tarde, o lavrador finalmente chegara ao seu lar, podia avistar as suas pequenas terras abaixo da colina e bem ao fundo, uma pequena casa de madeira. Ele desceu por um caminho íngreme de terra sujando seus lustrosos sapatos de couro. Ao chegar, cansado e com pouco fôlego, antes de bater na porta e gritar por sua esposa, ele viu pela janela de vidro amarelado sua mulher chorando, deitada sobre o colo de um jovem rapaz que acariciava seus cabelos. O lavrador abriu sua mala e pegando sua pistola, pronto para arrombar a porta e atirar nos dois, mesmo ainda cego pela ira, lembrou-se do terceiro e último conselho de seu Capo, mesmo furioso, guardou a arma no paletó, sentou-se sobre um troco de madeira e passou a noite na porta da casa. Ao amanhecer a mulher abriu a porta e se deparou com marido, mesmo com roupas caras, um corte de cabelo diferente e uma boa aparência, ela o reconheceu e atirou-se em seus braços com tamanha alegria. Ele indiferente, virou o rosto e permaneceu em silêncio. Sem saber o que acontecia, o garoto saiu de casa atrás da mulher que chorava ao receber o visitante. Ao ver o jovem, o lavrador esbravejou que sua esposa havia quebrado a sua promessa, que ele nunca esquecera da palavra por ele dada e com a esperança de um dia voltar, nunca tocara em outra mulher. A esposa, entendendo o que se passava, chamou o garoto pelo nome do esposo e ele a atendeu prontamente, ela segurou no ombro do rapaz e disse, que aquele era seu filho, concebido há vinte anos, quando o lavrador viajou para a América, ela estava grávida e apenas soube do ocorrido, no primeiro mês após sua partida. Ela foi até uma gaveta da cristaleira e pegou um amontoado de cartas devolvidas por endereço inexistente na América, onde cada uma delas falava sobre a gravidez, sobre o filho, sobre cada dia que passou sem seu marido. O lavrador reconhecendo as suas feições no rosto do jovem, não deixando dúvida alguma sobre seu parentesco, ele o abraçou e o chamou de filho.
Durante toda a manhã, a família novamente unida passaram a conversar sobre o tempo decorrido, o lavrador contou sobre o novo país, sobre Las Vegas e com muita insistência de sua esposa, ele contou com o que trabalhou e o que fez na América quando era membro do clã. Durante o almoço, o lavrador desembrulhou o pão dado por seu Capo, colocou sobre a mesa e comendo acompanhado de uma sopa de vegetais, todos sentiram pedaços duros na massa, como cascalho, ao cuspir, revelou-se que entre o pão havia dezenas de pequenos diamantes e outras pedras preciosas que valeriam dezenas de milhões de dólares e esfarelando o pão o lavrador encontrou um bilhete escrito a punho por seu Capo em dialeto siciliano:
“Filho, que Deus o guie em nossa querida terra, obrigado pelos anos de fidelidade. Mais valioso do que todas essas pedras são os conselhos que te dei. Com eles eu ergui um império e aplicando-os eu me mantive, até os dias de hoje, vivo dentre tantos leões. Se você tivesse sido ganancioso, como erroneamente suspeitei, e escolhido o dinheiro ao invés dos conselhos, jogando fora toda sabedoria adquirida ao compor está família, com toda certeza eu o mataria. Cem anos e saúde.”
Fonte: Facebook página #cosanostra
Ao tomar um café em um estabelecimento simples no porto, um homem que estava sentado ao lado do balcão vendo o selo-destino da mala do lavrador, indicando que veio de Las Vegas, iniciou uma longa conversa e assim que o lavrador terminou a xícara, o homem se propôs a dar uma carona, dizia que seu destino era perto do vilarejo que ele havia deixado vinte anos atrás. Antes de entrar no carro, o lavrador lembrou-se do primeiro conselho que seu capo o havia dado, agradeceu o motorista, mas recusou a carona. Cansado, o lavrador se hospedou em uma simples pousada para passar a noite e ouvindo o desregulado rádio que chiava muito, ouviu sobre a prisão de um golpista que roubava turistas no porto ao oferecer uma carona e depois desovava os corpos das vítimas em um rio próximo.
Ao amanhecer, ouviu-se uma enorme confusão no corredor da pousada, gritos e insultos faziam parte da briga, o colega de quarto levantou-se depressa e chamou o lavrador para ver o que estava acontecendo, antes de levantar ele se lembrou do segundo conselho e voltou a dormir. Antes de voltar a pegar no sono, um tiro ecoou pelo corredor atingindo a cabeça do colega de quarto que abriu bruscamente a porta para saber o que ocorria.
Horas viajando de ônibus, no final da tarde, o lavrador finalmente chegara ao seu lar, podia avistar as suas pequenas terras abaixo da colina e bem ao fundo, uma pequena casa de madeira. Ele desceu por um caminho íngreme de terra sujando seus lustrosos sapatos de couro. Ao chegar, cansado e com pouco fôlego, antes de bater na porta e gritar por sua esposa, ele viu pela janela de vidro amarelado sua mulher chorando, deitada sobre o colo de um jovem rapaz que acariciava seus cabelos. O lavrador abriu sua mala e pegando sua pistola, pronto para arrombar a porta e atirar nos dois, mesmo ainda cego pela ira, lembrou-se do terceiro e último conselho de seu Capo, mesmo furioso, guardou a arma no paletó, sentou-se sobre um troco de madeira e passou a noite na porta da casa. Ao amanhecer a mulher abriu a porta e se deparou com marido, mesmo com roupas caras, um corte de cabelo diferente e uma boa aparência, ela o reconheceu e atirou-se em seus braços com tamanha alegria. Ele indiferente, virou o rosto e permaneceu em silêncio. Sem saber o que acontecia, o garoto saiu de casa atrás da mulher que chorava ao receber o visitante. Ao ver o jovem, o lavrador esbravejou que sua esposa havia quebrado a sua promessa, que ele nunca esquecera da palavra por ele dada e com a esperança de um dia voltar, nunca tocara em outra mulher. A esposa, entendendo o que se passava, chamou o garoto pelo nome do esposo e ele a atendeu prontamente, ela segurou no ombro do rapaz e disse, que aquele era seu filho, concebido há vinte anos, quando o lavrador viajou para a América, ela estava grávida e apenas soube do ocorrido, no primeiro mês após sua partida. Ela foi até uma gaveta da cristaleira e pegou um amontoado de cartas devolvidas por endereço inexistente na América, onde cada uma delas falava sobre a gravidez, sobre o filho, sobre cada dia que passou sem seu marido. O lavrador reconhecendo as suas feições no rosto do jovem, não deixando dúvida alguma sobre seu parentesco, ele o abraçou e o chamou de filho.
Durante toda a manhã, a família novamente unida passaram a conversar sobre o tempo decorrido, o lavrador contou sobre o novo país, sobre Las Vegas e com muita insistência de sua esposa, ele contou com o que trabalhou e o que fez na América quando era membro do clã. Durante o almoço, o lavrador desembrulhou o pão dado por seu Capo, colocou sobre a mesa e comendo acompanhado de uma sopa de vegetais, todos sentiram pedaços duros na massa, como cascalho, ao cuspir, revelou-se que entre o pão havia dezenas de pequenos diamantes e outras pedras preciosas que valeriam dezenas de milhões de dólares e esfarelando o pão o lavrador encontrou um bilhete escrito a punho por seu Capo em dialeto siciliano:
“Filho, que Deus o guie em nossa querida terra, obrigado pelos anos de fidelidade. Mais valioso do que todas essas pedras são os conselhos que te dei. Com eles eu ergui um império e aplicando-os eu me mantive, até os dias de hoje, vivo dentre tantos leões. Se você tivesse sido ganancioso, como erroneamente suspeitei, e escolhido o dinheiro ao invés dos conselhos, jogando fora toda sabedoria adquirida ao compor está família, com toda certeza eu o mataria. Cem anos e saúde.”
Fonte: Facebook página #cosanostra

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