27-10-2014, 10:08 PM
por Hans-Hermann Hoppe, segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Uma das proposições mais amplamente aceitas entre os economistas políticos é a seguinte: todo monopólio é ruim do ponto de vista dos consumidores. Monopólio, em seu sentido clássico, é entendido como um privilégio exclusivo outorgado a um único produtor de um bem ou serviço, isto é, a ausência de livre entrada em uma linha específica de produção. Em outras palavras, apenas uma agência, A, pode produzir um determinado bem, x. Qualquer monopolista desse tipo é ruim para os consumidores porque, pelo fato de um produtor estar protegido contra a entrada de potenciais concorrentes em sua área de produção, o preço do produto x do monopolista será mais alto e a qualidade de x será mais baixa do que seria em um ambiente concorrencial.
Essa verdade elementar tem sido frequentemente invocada como argumento em favor da existência de governos democráticos em contraposição a, por exemplo, governos aristocráticos, monárquicos ou principescos. Isso porque, em uma democracia, a entrada no aparato governamental é livre — qualquer um pode se tornar presidente ou primeiro-ministro —, ao passo que em uma monarquia o aparato governamental é restrita ao rei e seus herdeiros.
Entretanto, esse argumento em favor da democracia é totalmente falho. Liberdade de entrada nem sempre é algo bom. Liberdade de entrada e livre concorrência na produção de bens é algo positivo, porém livre concorrência na produção de maus é algo negativo. Liberdade de entrada no ramo da tortura e assassinato de inocentes, ou livre concorrência no setor de falsificações e fraudes, por exemplo, não é bom; é pior do que ruim. Portanto, que tipo de "negócio" é o governo? Resposta: ele não é um produtor convencional de bens que serão vendidos a consumidores voluntários. Ao contrário: trata-se de um "negócio" voltado para o roubo e a expropriação — por meio de impostos e falsificações — e a receptação de bens roubados. Por conseguinte, liberdade de entrada no governo não tem o efeito de melhorar algo bem. Pelo contrário: torna as coisas piores do que más, isto é, aprimora o mal.
Spoiler:
Uma das proposições mais amplamente aceitas entre os economistas políticos é a seguinte: todo monopólio é ruim do ponto de vista dos consumidores. Monopólio, em seu sentido clássico, é entendido como um privilégio exclusivo outorgado a um único produtor de um bem ou serviço, isto é, a ausência de livre entrada em uma linha específica de produção. Em outras palavras, apenas uma agência, A, pode produzir um determinado bem, x. Qualquer monopolista desse tipo é ruim para os consumidores porque, pelo fato de um produtor estar protegido contra a entrada de potenciais concorrentes em sua área de produção, o preço do produto x do monopolista será mais alto e a qualidade de x será mais baixa do que seria em um ambiente concorrencial.
Essa verdade elementar tem sido frequentemente invocada como argumento em favor da existência de governos democráticos em contraposição a, por exemplo, governos aristocráticos, monárquicos ou principescos. Isso porque, em uma democracia, a entrada no aparato governamental é livre — qualquer um pode se tornar presidente ou primeiro-ministro —, ao passo que em uma monarquia o aparato governamental é restrita ao rei e seus herdeiros.
Entretanto, esse argumento em favor da democracia é totalmente falho. Liberdade de entrada nem sempre é algo bom. Liberdade de entrada e livre concorrência na produção de bens é algo positivo, porém livre concorrência na produção de maus é algo negativo. Liberdade de entrada no ramo da tortura e assassinato de inocentes, ou livre concorrência no setor de falsificações e fraudes, por exemplo, não é bom; é pior do que ruim. Portanto, que tipo de "negócio" é o governo? Resposta: ele não é um produtor convencional de bens que serão vendidos a consumidores voluntários. Ao contrário: trata-se de um "negócio" voltado para o roubo e a expropriação — por meio de impostos e falsificações — e a receptação de bens roubados. Por conseguinte, liberdade de entrada no governo não tem o efeito de melhorar algo bem. Pelo contrário: torna as coisas piores do que más, isto é, aprimora o mal.

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