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Fórum do Búfalo Mulheres/Feminazismo/Relacionamentos Geralzão da Real Pascal Bruckner - Be Yourself
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Pascal Bruckner - Be Yourself
Offline Tiago
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#1
08-05-2013, 04:08 PM (Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 08-05-2013, 04:12 PM por Tiago.)
Confrades, estou lendo o livro 'A tentação da Inocência' escrito por Pascal Bruckner (paguei uma pechincha no Sebo). Transcrevo uma parte da leitura aqui para reflexão.

Capítulo III - Adultos pequenos, muito pequenos:

- Be Yourself


O que é ser um adulto idealmente falando? É consentir em certos sacrifícios, renunciar às pretensões exorbitantes, aprender que mais vale “vencer os nossos desejos do que a ordem do mundo” (Descartes). É descobrir que o obstáculo não é a negação, mas própria condição de liberdade, que, no caso de não deparar com entraves, não é mais do que um fantasma, um vão capricho, pois que ela também não existe senão pela igual liberdade dos outros fundada na lei. É reconhecer que nunca nos pertencemos completamente, que nos devemos de algum modo a outrem, o qual abala a nossa pretensão à hegemonia. É, enfim, compreender que temos que nos formar transformando-nos, que nos constituímos sempre contra nós, contra a criança que fomos, e que a tal provocação que nos infligimos para nos arrancarmos ao imediatismo e à ignorância. Numa palavra, torna-se adulto – se porventura se chega a sê-lo – é fazer a aprendizagem dos limites, é reprimir as mais loucas esperanças e pugnar pela autonomia pessoal, dar mostrar de capacidade tanto para se internet quanto para se abstrair de si próprio.

Ora, o individualismo infantil, ao invés, é a “utopia da renúncia à renúncia”. Ele só conhece uma palavra de ordem: sê o que és para toda a eternidade. Não ligues a nenhum tutor, a nenhum empecilho, evita qualquer esforço inútil que não te confirme na tua identidade continigo mesmo não escutes senão a tua singularidade. Não cuides de reforma, nem de progresso, nem de melhoria: cultiva e afeiçoa a tua subjectividade que é perfeita pelo simples facto de ser tua. Não resistas à mínima inclinação, pois o teu desejo é soberano. Toda a gente tem deveres, excepto tu.

(...) Ora, convidam-nos a que nos valorizemos sem mediação nem trabalho, e a idéia de nos empenharmos pessoalmente para ganhar o direito à existência entrou num irremedável declínio. Entregue a mim mesmo, só me cabe exaltar-me sem reservas: o valor supremo já não é o que me ultrapassa, mas o que eu constato em mim mesmo. Já não “devenho”, sou tudo o que devo ser a cada instante, posso aderir sem remorsos ás minhas emoções, vontades, fantasias. Enquanto a liberdade é a faculdade de nos desprendermos dos determinismos, eu reinvidico a prerrogativa de os observar o mais que puder: não ponho nenhum limite aos meus apetites, já não preciso de me construir, quer dizer, de introduzir distância entre mim e mim, basta-me seguir a minha inclinação, fundir-me comigo. Daí um uso frequentemente equivocado do termo “autenticidade”: ele pode significar que cada qual é para si mesmo a sua própria lei (Luc Ferry) mas acabar também por legitimar o simples facto de se existir, a afirmação de si como modelo absoluto: ser um milagre de tal ordem, que nos põe ao abrigo de qualquer dever ou imperativo.

Fonte: Pascal Brucker - A tentação da Inocência. Editora: Publicações Europa-America, 1996, p. 92-93.

Há ainda uma outra parte que destaquei do mesmo capítulo deste livro, fala sobre a infantilização e a vitimização. Irei trazer em outra oportunidade.
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Offline Tank
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#2
08-05-2013, 05:38 PM
é o que eu venho tentando fazer diariamente ! Como, não procurar culpados e sim resolver os problemas, aceitar as coisas como elas são (o que é muito difícil), aceitar os percalsos que a vida me traz, ter conciência que não posso querer me isolar do mundo e preciso viver em sociedade, aceitar opiniões contrarias as minhas (por mais idiotas que sejam), não ter mais ambiçoes idiótas que tinha antes, bem como atitudes ...

Ao meu ver esse trecho também dá um tapa na cara do individualismo, egocentrismo e mais outros ismos, que tanto estamos cansados de ver por ai ! Pessoas que creêm serem o centro do universo, quando na verdade tiveram foi um pouco de sorte, ou um pai/avô rico.

Citar: convidam-nos a que nos valorizemos sem mediação nem trabalho, e a idéia de nos empenharmos pessoalmente para ganhar o direito à existência entrou num irremedável declínio

Exatamente, ter poder a qualquer custo, ou com uma buceta, ou mesmo passando por cima dos outros, sem se agarrar á honra, trabalho, valores morais da família, chegando à tal ponto, que ser honesto hoje em dia é motivo de risadas !
Os atores mudam mas ... A peça sempre será a mesma !

O EU encarna a aflição.
Nenhum EU,
Nenhuma aflição.
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