18-12-2018, 07:12 AM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 18-12-2018, 07:20 AM por Wild.)
Citar:De antemão, já fica um aviso pra “Ala da Real na Prática” que mete as caras aí em tudo de qualquer jeito e esquecem que até mesmo Nessahan teve que ler os grandes pensadores e botar a cachola pra funcionar, ou que acha que qualquer discussão é “punhetação filosófica” ou sei lá mais o quê, que fica esse aviso: Esse tópico provavelmente não é pra você, então não venha encher o saco. Grato pela atenção, nos vemos em outro tópico por aí.
Olá, meus caros colegas e confrades Búfalos,
Quando estava conversando com um amigo ele me citou certa vez um vídeo de um canal de games americano, que logo assinei e procurei acompanhar os vídeos. Esse cara do canal levanta questões bem pertinentes, é um ótimo canal de comentário político e social, até por que vemos polêmicas na indústria dos games acontecer quase que diariamente. Por ser um reduto bem fechado e de nicho, onde qualquer coisinha gera muita reclamação, dá pra sentir bem os efeitos dos feitios dos SJW e da agenda política tentando se infiltrar. Não vou citar nem exemplos.
O tal cara fala sobre como jogos de mundo aberto apelam mais aos homens (pela questão da liberdade de escolha, resolução de conflitos através da violência ou não, coletar recursos e fazer caçadas, senso de risco x recompensa, etc.), não é de se esperar vem os White Knights e srs. e sras. Exceções tentar argumentar que não é bem assim e o cara teve até que fazer um vídeo resposta trazendo dados e tal.
Mas um ponto tinha chamado atenção dele nesse vídeo em especial: Ele diz que esse tipo de jogo é uma espécie de refúgio onde homens podem exercitar sua natureza, coisa que não é mais possível nos dias de hoje, onde cada vez mais e mais “a sociedade” começa a rejeitar a tal natureza masculina. Mas calma lá que tem mais.
Ele aponta que com a mudança da sociedade, em especial nos últimos 60-70 anos, dizendo que apesar de ser cada vez mais fácil sobreviver e se encontrar com garotas, está cada vez mais difícil criar um referencial de “homem de sucesso” no referencial das mulheres e de outros homens.
Uma rápida ressalva minha aqui para o que considerariam na sociedade americana o que seria um padrão do cara ser um homem de sucesso ou apenas um ‘loser’, eles enxergam isso de maneira um pouco diferente da gente, dadas as diferenças normais duma economia e sociedade num país de primeiro mundo, contudo há conceitos paralelos que funcionam bem aqui na nossa realidade.
Continuando, ele diz que sucesso é algo relativo, e que o padrão do que é um cara de sucesso vem subindo exponencialmente desde então, enquanto os meios de alcançar esse sucesso tem diminuído. Ele mostra nessa mesma hora caminhões dirigidos automaticamente por Inteligência Artificial e Automação em conjunto com os dados do número de homens que são motoristas (profissão majoritariamente masculina, vocês sabem), daí vocês já pegam a ideia...
Os salários têm diminuído, assim como o poder de compra. O custo da educação tem crescido, enquanto o seu valor tem diminuído cada vez mais. (Aqui seria o retorno do investimento, lembrem que educação superior e universidades lá fora são muito caras). Ele começa a questionar como homens, mulheres, gamers ou não, e como futuros pais, o que será do mundo se 1/3, metade ou até 3/4 da população não é mais “necessária”.
Ele fala que a princípio as mulheres não iriam sentir as consequências iniciais disso tudo, mas não será por tempo indefinido... Ele diz que já agora mesmo, hoje em dia, pela percepção de sucesso distorcida, as mulheres já se perguntam aonde os bons homens foram...
Somada a essa percepção, tem se a visão de que se tem dos “basement dwellers”, literalmente, “moradores de porão”, (também conhecidos por NEETs, procure essa sigla caso não saiba do que se trata), jovens que poderiam ter sido bons homens, mas que cansaram de uma sociedade hiper-feminilizada onde eles não possuem valor e são rejeitados por querer condições justas, e assim preferem exercitar suas devidas naturezas em jogos eletrônicos, até por não ter mais pra onde correr, como alcançar tal sucesso, acham mais satisfatório ter sucesso num mundo virtual onde eles sabem que estão no comando. Só que não é esse o problema nem a crítica aqui.
Outro exemplo em outro país: Uma rápida nota minha que também observo, mesmo sendo uma sociedade como o Japão, afastada dos nossos problemas (maioria ao menos), também já sofre de alguns problemas, onde muitos homens não querem se submeter aos padrões abusivos da hipergamia feminina das japinhas de lá, o que está criando uma legião de “herbs”, que não se interessam pelo sexo feminino por diversos motivos e estão caindo de cabeça cada vez mais nas “garotas 2D”. Lá as taxas de natalidade (e em vários outros países) só caem e está ficando alarmante o negócio.
Esse é um fenômeno próprio de lá e é um pouco mais difícil de compreender na qual pretendo ter pesquisa pra poder discutir melhor no futuro. Lembrem que é uma sociedade totalmente diferente, numa ilhinha super-populada lá do outro lado do mundo, com história diferente, então não se apressem em fazer julgamentos dos japinhas, o buraco é mais embaixo...
Voltando ao vídeo: No fim do vídeo ele aponta para a cara dos críticos por tentar envergonhar e humilhar caras como esses, ao invés de atingir as verdadeiras causas e que não tem mal nenhum jogar esses jogos.
Então eu fiquei bem pensativo pois isso bateu alguma tecla diferente aqui na minha cabeça, vai ver foram os dados que ele apresentou ou a forma. Aí fica o questionamento martelando na minha cabeça: Numa sociedade em que estamos em que homens são cada vez menos necessários, mais ferozmente rejeitados por sua natureza masculina, não tem condições justas de relacionamento com as mulheres, onde muitos infelizmente já tem ido para um caminho sem volta de se recusar a viver numa sociedade que os humilha, o que será de nós homens? Seria isso a nossa decadência definitiva?
Aqui infelizmente não é aquele filme onde no fim o cara demitido acaba trabalhando pra concertar a máquina que o substituiu, sabemos que a realidade é bem mais dura, e que um homem apenas cuida de 100 máquinas no mundo real. As ditas profissões do saber, do intelecto, superiores ou seja lá como chamem também podem estar com os dias contados com o avanço das coisas, não se abestalhemos com o conto de fadas do período industrial onde supostamente as máquinas liberaram os homens para profissões mais intelectuais, isso é falacioso pois no fundo a intelectualidade é um dom ou bem de poucos.
Eu sei que em tempos de crise e de guerra, os homens são chamados e altamente necessários, mas e nos tempos atuais de guerra cultural contra os homens? No fundo todo mundo aqui deve saber que isso no fim só leva a atingir o homem médio pra baixo, já que no fim os poderosos, aqueles 10-20% dos homens no topo da cadeia alimentar ainda vão ter a aprovação social e das fêmeas, os meios de produção, os bens ou o conhecimento. Se a nossa organização social da civilização permitiu que saíssemos da condição de poligamia (um alfa pra várias mulheres) e dividíssemos com certa justiça um homem pra cada mulher, seria esse uma espécie de "troco histórico" deles?
E por fim nós como búfalos, sabemos bem que apesar de querermos que todos aqui sejam homens de sucesso (nos nossos critérios masculinos de superação pessoal, vejam bem), sabemos que nem todos aqui podem acabar alcançando isso. Como devemos nos portar diante desse panorama que nos é apresentado?
Quero ouvir a opinião de vocês. Abraços bufalescos.


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