07-10-2011, 01:26 AM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 10-06-2018, 12:26 AM por Senna.
Motivo da edição: Correção de tags
)
Citar:Nem tudo é cooperação.
A traição é o jogo real. Utilizando-se dela no momento certo, o indivíduo maximiza o resultado em detrimento ao outro jogador.
Estudando a matemática desse fenômeno mais de perto, pode-se ver que a estratégia da traição não é viável a longo prazo (quando jogadores possuem mesmas chances).
É tudo uma questão de estatística.
Citar:O melhor exemplo está nesse link *The Prisoner's Dilemma* <=(click aqui)
Se o jogador se arriscar, ele pode sair livre ou pegar uma pena maior.
Se ele cooperar, ele pegará um pena média.[/size]
A traição, embora gere resultados maximizados, tem chances pequenas de certo. É como um jogo de cassino. Se um dia o seu número sair, ganha-se uma bolada. Mas até lá, já perdeu-se o dobro com as apostas.
No mundo acadêmico tudo soa perfeito. Cooperação é sempre a melhor escolha.
Mas, a natureza trapaceia. Ela não gosta de igualitarismo. Diferentes jogadores possuem chances diferentes.
Em se tratando de competição sexual, a natureza é uma F.D.P.
Não existe jogar por um "seguro segundo lugar". A natureza não se importa se você vai se ferrar completamente. Ela maximiza os resultados sempre. Muitos machos de várias espécies morrem durante ou logo após o acasalamento. Mais ainda morrem na tentativa. Muitas fêmeas morrem logo após dar a concepção.
Você não é importante. O ato de procriar é tudo. A competição sexual é sempre maximizada porque os jogadores não são importantes. O importante é retransmitir os genes. Traição é uma tática válida e incentivada pela mãe "bitch" natureza com o uso de algumas ferramentas. Explicando melhor...
Você sabia que as fêmeas humanas, juntamente com as fêmeas dos grandes símios, são as únicas que possuem ovulação oculta (não há sinais de quando está fértil). Já se perguntou o porquê?
Nessas fêmeas especificamente, é vantajoso possuir dois tipos de machos, o provedor genético e o provedor de segurança. Isso ocorre devido ao alto nível de complexidade destes grupos sociais. Fêmeas são muito dependentes fisicamente do macho. Então, a natureza dotou as fêmeas com uma forma de escolher com quem cada uma delas terá filhos.
O macho nunca sabe quando a fêmea está ovulando. Ela apenas sente vontade de sexo (nem sempre com ele). Se ela for fecundada por outro, esse nunca saberá.
O risco da traição foi reduzido com a ferramenta da ovulação oculta. Assim, essa tática tornou-se viável.
Leões matam filhotes, se estes nascerem de uma fêmea com quem ele não copulou. Ele só copulará quando esta estiver ovulando. Logo, ele sempre tem certeza se o filhote é dele ou não.
Nós não fazemos a menor ideia se o filho é nosso ou de outro. Temos que confiar que a mulher não jogou o jogo da mãe natureza.
Então entramos no ponto sobre as mulheres.
Elas são inconsequentes porque são guiadas pelos seus impulsos instintivos (intuição feminina).
Elas não procuram um homem, mas dois, e ao mesmo tempo. A natureza trabalhou para que elas não fiquem satisfeitas com o que tem nunca, e sempre procurem pular a cerca por algo geneticamente melhor.
Para se retirar desse jogo, é preciso fazer uma análise racional dele, e então tomar a escolha de não segui-lo. Isso nunca será possível pela intuição.

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