29-11-2013, 09:55 AM
Obrigado, confrade Sorine, pelo belo comentário, sereno e centrado é o senhor, que sempre contribuiu muito com toda a experiência de vida que o trouxe a este fórum, novamente obrigado. Aprendo muito ao ler sobre os desafios das diferentes pessoas que compõem essa comunidade, e procuro adaptar a maneira como lidam com os problemas à minha própria vida.
Você tem razão ao diagnosticar a situação. Quando eu conheci a Real, foi bem a época em que ela deixou a repartição, daí vim a compreender melhor sentimentos que me deixavam angustiados antes da Real. Estou me referindo ao apego, que consegui vencer com o suporte dos confrades por aqui. Conforme disse, o meu maior problema é um esmagador sentimento de culpa todas as vezes que procuro o afastamento, que nem imagino de onde vem, mas que me apanha todas as vezes que procuro não atender a telefonemas ou ser mais frio nas respostas. Acho que é a Matrix ainda me puxando, preciso levar em conta que faz muito pouco tempo que conheço a Real, meados de 2012 quando vim parar por aqui. Eu gosto de contrapor a culpa ao dizer para mim mesmo que, ei, à minha maneira, contribui pela evolução natural da vida dela, pois acredite, confrade, bons conselhos, na vida, são raros. Serão poucas as pessoas que chegarão no seu filho, caso um dia você venha a faltar, que vão aconselhá-lo a cuidar de si, da saúde, aos estudos, a pensar no futuro, a pensar em ser cidadão de bem, a cultivar bons valores. Eu me orgulho de ver o resultado deste "trabalho" todas as vezes em que ela me conta coisas como ter passado no Exame da Ordem e estar estudando para um grande concurso. Dei meu "trabalho" por encerrado, não quero mais ocupar esse papel na vida das próximas mulheres que aparecerem. E não fiz tudo isso por altruísmo ou bondade, aliás os senhores, como seres humanos, provavelmente devem ser melhores pessoas do que eu. Eu fiz o que fiz, eu penso, não por altruísmo, mas sim porque tenho mais idade, 34 anos, e portanto vivi mais, e apanhei mais, e sofri mais, e a dor tem o seu jeito de tirar camadas e camadas de superficialidade e nos mostrar os valores realmente importantes na vida.
Agora, ela apreciou tanto isso - e ficou tão grata - que quer que eu seja o "velho sábio" pelo resto da vida!Mas provavelmente estou a falar bobagens: ela ficou bem e está em um bom caminho, e penso que se eu não atender às chamadas, eventualmente compreenderá os meus motivos. O papel do "velho sábio" é nobre, mas pouco atraente. Gostaria agora de me esmerar no meu mais novo papel: Senhor da minha própria vida.
Você tem razão ao diagnosticar a situação. Quando eu conheci a Real, foi bem a época em que ela deixou a repartição, daí vim a compreender melhor sentimentos que me deixavam angustiados antes da Real. Estou me referindo ao apego, que consegui vencer com o suporte dos confrades por aqui. Conforme disse, o meu maior problema é um esmagador sentimento de culpa todas as vezes que procuro o afastamento, que nem imagino de onde vem, mas que me apanha todas as vezes que procuro não atender a telefonemas ou ser mais frio nas respostas. Acho que é a Matrix ainda me puxando, preciso levar em conta que faz muito pouco tempo que conheço a Real, meados de 2012 quando vim parar por aqui. Eu gosto de contrapor a culpa ao dizer para mim mesmo que, ei, à minha maneira, contribui pela evolução natural da vida dela, pois acredite, confrade, bons conselhos, na vida, são raros. Serão poucas as pessoas que chegarão no seu filho, caso um dia você venha a faltar, que vão aconselhá-lo a cuidar de si, da saúde, aos estudos, a pensar no futuro, a pensar em ser cidadão de bem, a cultivar bons valores. Eu me orgulho de ver o resultado deste "trabalho" todas as vezes em que ela me conta coisas como ter passado no Exame da Ordem e estar estudando para um grande concurso. Dei meu "trabalho" por encerrado, não quero mais ocupar esse papel na vida das próximas mulheres que aparecerem. E não fiz tudo isso por altruísmo ou bondade, aliás os senhores, como seres humanos, provavelmente devem ser melhores pessoas do que eu. Eu fiz o que fiz, eu penso, não por altruísmo, mas sim porque tenho mais idade, 34 anos, e portanto vivi mais, e apanhei mais, e sofri mais, e a dor tem o seu jeito de tirar camadas e camadas de superficialidade e nos mostrar os valores realmente importantes na vida.
Agora, ela apreciou tanto isso - e ficou tão grata - que quer que eu seja o "velho sábio" pelo resto da vida!Mas provavelmente estou a falar bobagens: ela ficou bem e está em um bom caminho, e penso que se eu não atender às chamadas, eventualmente compreenderá os meus motivos. O papel do "velho sábio" é nobre, mas pouco atraente. Gostaria agora de me esmerar no meu mais novo papel: Senhor da minha própria vida.

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