20-12-2011, 11:05 AM
(20-12-2011, 12:30 AM)Bufallo Reprodutor link Escreveu: [quote author=Petry link=topic=641.msg7519#msg7519 date=1324348349]
Junto com a revolta contra essa enfermeira, veio a contra-revolta atacando aqueles que se revoltaram por causa do cachorro.
O argumento de que \"enquanto todos se revoltam contra essa enfermeira, ninguém se preocupa com os 50 mil homicídios no Brasil\" é BALELA. Toda a população brasileira é fortemente revoltada contra a violência do país. A revolta pelos 50 mil homicídios é A MESMA revolta pelo fato do cachorro. Acontece que os casos de violência contra humanos ocorrem todos os dias, 24 horas por dia, estão nos noticiários de manhã, de tarde e de noite. A revolta se dilui, mas é intensa igual. O caso do cachorro aparece de vez em quando. Mesmo que ocorra diariamente, esses casos de brutalidades contra animais indefesos aparecem com menor frequência. POR ISSO a revolta das pessoas contra essa mulher parece ser muito maior do que com o resto. Só que em alguns dias todos já terão esquecido disso. Ou seja, a revolta acaba mais rápida. A revolta pela violência, casos de corrupção, etc está presente o ANO INTEIRO, por isso ela diminui de intensidade.
Outra coisa que já ouvi falarem por aí é que \"ninguém se preocupa com o morador de rua\" e \"o caso do cachorro ganha toda essa atenção\". É perfeitamente ACEITÁVEL que as pessoas fiquem mais emocionadas ou machucadas ao ver um cachorrinho sendo espancado do que ver um homem vivendo na rua. Nós somos homens; superiores a todos os animais, logo sentimos compaixão quando vemos um ser inferior se fudendo sem ter como se defender. O cachorrinho NÃO TINHA como se defender. Já um homem agredido ou que esteja passando fome pode perfeitamente se defender ou dar um jeito de conseguir comida.
O ponto principal desse fato aí é a COVARDIA. A gente tá vendo um bichinho que tem um tamanho ridículo sendo violentado por um ser que é 10x do tamanho dele e ele não tem a menor possibilidade de defesa. É por isso que sentimos essa \"dor\" ao ver esse vídeo, mas não significa que nós não nos preocupamos com os 50 mil homicídios, corrupções ou pessoas passando fome na rua.
O grifo é o argumento que toda mulher/mangina usam pra explicar pq a violência contra a mulher merece mais cuidado e atenção do que a violência contra os homens. Mulheres são fisicamente mais fracas, logo sentimos mais penas quando a violência é dirigida a elas.
OBS: eu obviamente não coloquei a violência contra animais no msm patamar da violência contra a mulher, apenas quis mostrar um argumento que qualquer pessoa aqui que tenha tempo pra perder discutindo no facebook sobre violência vai ter que enfrentar e refutar.
OBS 2: eu discordo do seu segundo paragrafo, se a violência se dilui porque ela é noticiada diariamente, então por consequência é lógico que a intensidade da revolta também dilui (diminui). A intensidade da revolta de uma pessoa é diretamente proporcional ao que ela demonstra como reação correta.
Violência qualquer contra um humano. Reação do face: ignorar ou nem comentar.
Violência contra um animal. Reação do face: campanha para matar a pessoa que cometeu a violência.
Conclusão lógica e matemática: a intensidade da revolta é maior no segundo caso.
Além disso eu não acho que toda a população brasileira seja "fortemente revoltada com a violência no país", pelo contrário, a grande maioria a considera normal e até aceitável. Se todos achassem fortemente revoltante, com certeza teriam bem mais passeatas contra a violência.
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Bom, eu não disse que a violência contra o animal merece mais cuidado e atenção. Muito menos acho que a violência contra a mulher mereça mais atenção do que contra um homem. Estou falando de um cachorrinho do tamanho de um lápis que está sendo torturado por uma MULHER que tem 10x o tamanho dele.
Diluir não é diminuir. Ela se dilui, mas é grande igual.
Ainda acho que a população é revoltada sim com a violência do país. É o que mais vemos por aí, o tempo inteiro: gente reclamando da falta de segurança. Só que é uma coisa tão comum que já perdeu a intensidade. Se vivêssemos num país seguro, com um índice de violência ridículo e, algum dia, se noticiasse o espancamento covarde, assassinato ou seja lá o que for, de algum humano, haveria uma revolta total e intensa.
E para aí, né? Marcha não é sinal de nada. Temos marcha da maconha todos os anos e, no entanto, é uma minoria absoluta da população que quer isso. Eu sou revoltado com centenas de absurdos no país e nunca fiz uma passeata. Passeata não muda nada.

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