26-02-2013, 12:37 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 26-02-2013, 12:38 PM por Rider.)
Complemento esse texto com uma resposta que dei a outro artigo falando sobre o Japão:
"Meus caros... vocês não sabem.
Eu tenho um mano japonês (nascido na Brasil, mas mora lá a algumas décadas) do qual eu tinha muita inveja.
Aí (depois de conhecer a Real) conversei com ele sobre como era a mulherada e a vida lá.
Imaginem a minha decepção.
1º - Mercado de Trabalho
Desde a época da reconstrução, no final da II Guerra, TODA firma japonesa (TODA) tem um "estatuto informal" no qual TODOS os empregados (do chão de fábrica às chefias) têm que DOAR 2 ou 3 horás DIÁRIAS para a empresa.
Isso mesmo.
Seguindo a ética do bushido, de se sacrificar pelos seus daimios, as empresas exigem que você fique lá, fora do expediente, lutando para que ela não afunde. Mesmo que não seja necessário.
Afinal, durante os anos 40/50/60 isso foi realmente necessário para reerguer o Japão das cinzas e torná-lo a potência que é hoje. Mas, e atualmente, é necessário isso? A resposta mais lógica seria "não", mas vá você convencer as empresas de que elas devem largar essas horas a mais? Sendo que todas fazem isso? Boa sorte.
E, após o expediente, costuma haver aquela confraternização entre os pessoal da empresa para tomar saquê e cantar em karaokês. E, se você sair antes ou dizer que não quer ir, será malvisto na empresa.
Ou seja - confraternização forçada.
Pois bem, após 8 a 10 horas de serviço normal + 2 a 3 horas de trampo 'para o bem da empresa' + 2 ou 3 horas enchendo a cara com gente q vc viu o dia todo, imagine quantas horas sobram para você fazer o que te interessa? E conviver com a mulher e os filhos? Ou simplesmente pra descansar sua mente de um serviço estressante???
2º - A mulherada & casamento:
Antes da abertura forçada do Japão às potências estrangeiras, a sociedade deles era estável: os homens trabalhavam no campo, no comércio, eram guerreiros ou burocratas - e cabia às mulheres gerir a residência e criar as crianças.
Era uma sociedade homoestática.
Pois bem, com a abertura e a modernização, vocês acham que esse pensamente foi por água abaixo e só está nos livros de História, correto? ERRADO.
A parte que privilegia a mulherada - vejammmm só - CONTINUA!
Atualmente, os homens passam de 12 a 16 horas na labuta, e as mulheres, assim que se casam, SAEM DOS SEUS EMPREGOS E SE TORNAM "DO LAR".
Alguns de vocês podem pensar que isso é legal. Bom, essas "do lar" tem algumas peculiaridades.
Existe um ditado japonês que diz "quem controla o fogão, controla a família". O que isso significa? Significa que, como a mulher é a administradora da casa, é esperado que ela administre como será gastado todo o dinheiro ganhado no mês, com a educação dos filhos, a manutenção da casa, e o que ela e o marido gastarão no mês.
Trocando em miúdos: o cara ganha a grana e a mulher cuida de tudo.
Ele me disse que é normal ver a mulher pagando a conta em restaurantes, já que todo o dinheiro do casal fica sob administração dela.
Olha... novamente, isso nãoo seria tão ruim se a mulher fosse responsável, e mantesse a ética que a bisavó dela teve, durante o Período Imperial e durante oo reerguimento no final de Segunda Guerra.
PORÉM, quando o Japão se tornou uma potência tecnológica, nos anos 80 e seguintes, as famílias começaram a ter dinheiro sobrando. Podiam fazer viagens pelo mundo todo, gastar em supérfluos, ir comer fora todo final de semana.
Excelente né? Pena que ocorreu o estouro da bolha imobiliária do Japão nos anos 2000, seguido pela crise dos EUA em 2008, e a crise da Europa atual. Sem falar a concorrência da China, que começou a fazer os mesmos produtos do Japão, com qualidade e preços menores.
Resultado final: as mulheres querem ser paparicadas como suas mães foram (viagens, presentes, o cara tem que ter carrão etc), depois de casadas, se demitirão e se tornarão "do lar", como fizeram a mãe e a avó delas, isso tudo num cenário de crise mundial.
Só pra terminar, o Japão gerou os herbs e não o MGTOW, porque, como vocês devem ter percebido, essa é uma sociedade betificante. Ainda ocorrem casamentos arranjados, porque os homens, em geral, não tem a manha (e nem a Real) pra chegar na mulherada.
E também é uma sociedade extremamente preconceituosa com estrangeiros <-- que forem para morar lá; parece que turistas são muito bem tratados. Mesmo povos asiáticos são malvistos, como filipinos ou coreanos. Se não fosse assim, podem ter certeza, teríamos levas e levas de japoneses se casando com brasileiras, russas, filipinas, coreanas. Mas eles não conseguiriam conviver com o preconceito (e muito menos os filhos deles).
Resumindo toda essa história: as nossas japonesas são muito melhores que as originais."
E agora, complementando com o estudo que já coloquei no fórum sobre a queda dos Impérios, vemos que o Japão está na fase da decadência, junto com seus aliados EUA e Europa Ocidental... mas, ao contrário deles, não abriu o país para os estrangeiros, como ocorreu com todos os outros Impérios.
Tivessem eles aceitado imigrantes, o problema dos herbs seria muito diminuído, pois esses jovens sempre poderiam ter se relacionado com as filhas desses imigrantes. Mas, como a xenofobia à vinda e permanência de estrangeiros é muito grande, eles não possuem essa válvula de escape.
Como já falei antes, o Japão se aproxima de um silencioso e resignado haraquiri demográfico. Apesar do gráfico acima apontar 1000 anos pra extinção da raça nipônica, você acha que quando a situação chegar a 50 milhões ou 10 milhões de japoneses, eles permanecerão na ilha? Não vejo isso acontecer.
Ou o Japão soluciona essa crise, ou veremos, pela primeira vez na História, uma nação que resolveu deixar de existir.
"Meus caros... vocês não sabem.
Eu tenho um mano japonês (nascido na Brasil, mas mora lá a algumas décadas) do qual eu tinha muita inveja.
Aí (depois de conhecer a Real) conversei com ele sobre como era a mulherada e a vida lá.
Imaginem a minha decepção.
1º - Mercado de Trabalho
Desde a época da reconstrução, no final da II Guerra, TODA firma japonesa (TODA) tem um "estatuto informal" no qual TODOS os empregados (do chão de fábrica às chefias) têm que DOAR 2 ou 3 horás DIÁRIAS para a empresa.
Isso mesmo.
Seguindo a ética do bushido, de se sacrificar pelos seus daimios, as empresas exigem que você fique lá, fora do expediente, lutando para que ela não afunde. Mesmo que não seja necessário.
Afinal, durante os anos 40/50/60 isso foi realmente necessário para reerguer o Japão das cinzas e torná-lo a potência que é hoje. Mas, e atualmente, é necessário isso? A resposta mais lógica seria "não", mas vá você convencer as empresas de que elas devem largar essas horas a mais? Sendo que todas fazem isso? Boa sorte.
E, após o expediente, costuma haver aquela confraternização entre os pessoal da empresa para tomar saquê e cantar em karaokês. E, se você sair antes ou dizer que não quer ir, será malvisto na empresa.
Ou seja - confraternização forçada.
Pois bem, após 8 a 10 horas de serviço normal + 2 a 3 horas de trampo 'para o bem da empresa' + 2 ou 3 horas enchendo a cara com gente q vc viu o dia todo, imagine quantas horas sobram para você fazer o que te interessa? E conviver com a mulher e os filhos? Ou simplesmente pra descansar sua mente de um serviço estressante???
2º - A mulherada & casamento:
Antes da abertura forçada do Japão às potências estrangeiras, a sociedade deles era estável: os homens trabalhavam no campo, no comércio, eram guerreiros ou burocratas - e cabia às mulheres gerir a residência e criar as crianças.
Era uma sociedade homoestática.
Pois bem, com a abertura e a modernização, vocês acham que esse pensamente foi por água abaixo e só está nos livros de História, correto? ERRADO.
A parte que privilegia a mulherada - vejammmm só - CONTINUA!
Atualmente, os homens passam de 12 a 16 horas na labuta, e as mulheres, assim que se casam, SAEM DOS SEUS EMPREGOS E SE TORNAM "DO LAR".
Alguns de vocês podem pensar que isso é legal. Bom, essas "do lar" tem algumas peculiaridades.
Existe um ditado japonês que diz "quem controla o fogão, controla a família". O que isso significa? Significa que, como a mulher é a administradora da casa, é esperado que ela administre como será gastado todo o dinheiro ganhado no mês, com a educação dos filhos, a manutenção da casa, e o que ela e o marido gastarão no mês.
Trocando em miúdos: o cara ganha a grana e a mulher cuida de tudo.
Ele me disse que é normal ver a mulher pagando a conta em restaurantes, já que todo o dinheiro do casal fica sob administração dela.
Olha... novamente, isso nãoo seria tão ruim se a mulher fosse responsável, e mantesse a ética que a bisavó dela teve, durante o Período Imperial e durante oo reerguimento no final de Segunda Guerra.
PORÉM, quando o Japão se tornou uma potência tecnológica, nos anos 80 e seguintes, as famílias começaram a ter dinheiro sobrando. Podiam fazer viagens pelo mundo todo, gastar em supérfluos, ir comer fora todo final de semana.
Excelente né? Pena que ocorreu o estouro da bolha imobiliária do Japão nos anos 2000, seguido pela crise dos EUA em 2008, e a crise da Europa atual. Sem falar a concorrência da China, que começou a fazer os mesmos produtos do Japão, com qualidade e preços menores.
Resultado final: as mulheres querem ser paparicadas como suas mães foram (viagens, presentes, o cara tem que ter carrão etc), depois de casadas, se demitirão e se tornarão "do lar", como fizeram a mãe e a avó delas, isso tudo num cenário de crise mundial.
Só pra terminar, o Japão gerou os herbs e não o MGTOW, porque, como vocês devem ter percebido, essa é uma sociedade betificante. Ainda ocorrem casamentos arranjados, porque os homens, em geral, não tem a manha (e nem a Real) pra chegar na mulherada.
E também é uma sociedade extremamente preconceituosa com estrangeiros <-- que forem para morar lá; parece que turistas são muito bem tratados. Mesmo povos asiáticos são malvistos, como filipinos ou coreanos. Se não fosse assim, podem ter certeza, teríamos levas e levas de japoneses se casando com brasileiras, russas, filipinas, coreanas. Mas eles não conseguiriam conviver com o preconceito (e muito menos os filhos deles).
Resumindo toda essa história: as nossas japonesas são muito melhores que as originais."
E agora, complementando com o estudo que já coloquei no fórum sobre a queda dos Impérios, vemos que o Japão está na fase da decadência, junto com seus aliados EUA e Europa Ocidental... mas, ao contrário deles, não abriu o país para os estrangeiros, como ocorreu com todos os outros Impérios.
Tivessem eles aceitado imigrantes, o problema dos herbs seria muito diminuído, pois esses jovens sempre poderiam ter se relacionado com as filhas desses imigrantes. Mas, como a xenofobia à vinda e permanência de estrangeiros é muito grande, eles não possuem essa válvula de escape.
Como já falei antes, o Japão se aproxima de um silencioso e resignado haraquiri demográfico. Apesar do gráfico acima apontar 1000 anos pra extinção da raça nipônica, você acha que quando a situação chegar a 50 milhões ou 10 milhões de japoneses, eles permanecerão na ilha? Não vejo isso acontecer.
Ou o Japão soluciona essa crise, ou veremos, pela primeira vez na História, uma nação que resolveu deixar de existir.

![[+]](https://legadorealista.com/fdb/images/vienna//collapse_collapsed.png)

