23-01-2013, 10:38 AM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 23-01-2013, 10:59 AM por Rider.)
(23-01-2013, 07:50 AM)Gekko Escreveu: Bem, eles tem um ótimo sistema educacional. Deve ser mais difícil manipular as opiniões deles. Os caras estão vendo o óbvio ululante: casamento virou um negócio ruim para o homem, salvo uma poucas excessões.
Meus caros... vocês não sabem.
Eu tenho um mano japonês (nascido na Brasil, mas mora lá a algumas décadas) do qual eu tinha muita inveja.
Aí (depois de conhecer a Real) conversei com ele sobre como era a mulherada e a vida lá.
Imaginem a minha decepção.
1º - Mercado de Trabalho
Desde a época da reconstrução, no final da II Guerra, TODA firma japonesa (TODA) tem um "estatuto informal" no qual TODOS os empregados (do chão de fábrica às chefias) têm que DOAR 2 ou 3 horás DIÁRIAS para a empresa.
Isso mesmo.
Seguindo a ética do bushido, de se sacrificar pelos seus daimios, as empresas exigem que você fique lá, fora do expediente, lutando para que ela não afunde. Mesmo que não seja necessário.
Afinal, durante os anos 40/50/60 isso foi realmente necessário para reerguer o Japão das cinzas e torná-lo a potência que é hoje. Mas, e atualmente, é necessário isso? A resposta mais lógica seria "não", mas vá você convencer as empresas de que elas devem largar essas horas a mais? Sendo que todas fazem isso? Boa sorte.
E, após o expediente, costuma haver aquela confraternização entre os pessoal da empresa para tomar saquê e cantar em karaokês. E, se você sair antes ou dizer que não quer ir, será malvisto na empresa.
Ou seja - confraternização forçada.
Pois bem, após 8 a 10 horas de serviço normal + 2 a 3 horas de trampo 'para o bem da empresa' + 2 ou 3 horas enchendo a cara com gente q vc viu o dia todo, imagine quantas horas sobram para você fazer o que te interessa? E conviver com a mulher e os filhos? Ou simplesmente pra descansar sua mente de um serviço estressante???
- continua -

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