09-12-2012, 01:47 AM
Apenas para esclarecer um ponto um tanto polêmico:
Genuínos conservadores nunca defenderam intromissão na vida alheia. Eles são moralmente contra as drogas, a prostituição e a promiscuidade, mas sempre se opuseram veementemente a qualquer tentativa do governo de moldar a sociedade, pois sabem que as conseqüências que isso gera são ainda piores do que qualquer vício (algo que, em última instância, é um problema apenas individual).
Genuínos conservadores defendem que a melhor maneira de se resolver problemas é por meio do voluntarismo, da responsabilidade própria, da família, dos amigos e da igreja, e não através de um governo monolítico que miraculosamente fará com que o indivíduo passe a cuidar de si próprio e se torne uma pessoa melhor. Conservadores genuínos sabem que o governo não pode fazer com que o indivíduo se aprume e passe a seguir bons hábitos.
O genuíno conservadorismo possui uma de suas raízes na Old Right americana, que era um movimento liderado por pessoas que passaram a ser desdenhosamente chamadas de isolacionistas, simplesmente porque se recusavam a aceitar que o estado se intrometesse em outros países. Essas mesmas pessoas também nunca aceitaram que o estado se intrometesse na vida do indivíduo dando-lhes ordens sobre como deveriam viver. E por motivos obviamente conservadores: a família e a religião é que deveriam ser o norte da vida de cada indivíduo, e não os políticos e burocratas do Estado.
Infelizmente, o movimento conservador americano moderno foi tomado de assalto pelos neoconservadores; e os brasileiros, que sempre imitam o que vem de fora, apenas se limitaram a seguir as tendências. Defender a guerra às drogas e a consequente intromissão estatal na vida do indivíduo é coisa de neoconservador, e o neoconservadorismo é um movimento formado em sua quase totalidade por ex-trotskistas. Não é à toa que os "conservadores" brasileiros que mais veementemente defendem a guerra às drogas são aqueles que foram comunistas em sua juventude. O neoconservadorismo tem tanto a ver com o conservadorismo quanto o neoliberalismo tem a ver com o liberaralismo clássico. Pode fazer um teste: se um indivíduo se diz conservador e defensor da guerra às drogas, verifique se ele gosta de George W. Bush, se ele defende (de maneira erótica) intervenções militares e se ele considera o Partido Republicano um exemplo a ser seguido no Brasil. Ah, e se já foi socialista na juventude. Nunca falha. Ele é neocon. E trotskista saudoso.
Genuínos conservadores nunca defenderam intromissão na vida alheia. Eles são moralmente contra as drogas, a prostituição e a promiscuidade, mas sempre se opuseram veementemente a qualquer tentativa do governo de moldar a sociedade, pois sabem que as conseqüências que isso gera são ainda piores do que qualquer vício (algo que, em última instância, é um problema apenas individual).
Genuínos conservadores defendem que a melhor maneira de se resolver problemas é por meio do voluntarismo, da responsabilidade própria, da família, dos amigos e da igreja, e não através de um governo monolítico que miraculosamente fará com que o indivíduo passe a cuidar de si próprio e se torne uma pessoa melhor. Conservadores genuínos sabem que o governo não pode fazer com que o indivíduo se aprume e passe a seguir bons hábitos.
O genuíno conservadorismo possui uma de suas raízes na Old Right americana, que era um movimento liderado por pessoas que passaram a ser desdenhosamente chamadas de isolacionistas, simplesmente porque se recusavam a aceitar que o estado se intrometesse em outros países. Essas mesmas pessoas também nunca aceitaram que o estado se intrometesse na vida do indivíduo dando-lhes ordens sobre como deveriam viver. E por motivos obviamente conservadores: a família e a religião é que deveriam ser o norte da vida de cada indivíduo, e não os políticos e burocratas do Estado.
Infelizmente, o movimento conservador americano moderno foi tomado de assalto pelos neoconservadores; e os brasileiros, que sempre imitam o que vem de fora, apenas se limitaram a seguir as tendências. Defender a guerra às drogas e a consequente intromissão estatal na vida do indivíduo é coisa de neoconservador, e o neoconservadorismo é um movimento formado em sua quase totalidade por ex-trotskistas. Não é à toa que os "conservadores" brasileiros que mais veementemente defendem a guerra às drogas são aqueles que foram comunistas em sua juventude. O neoconservadorismo tem tanto a ver com o conservadorismo quanto o neoliberalismo tem a ver com o liberaralismo clássico. Pode fazer um teste: se um indivíduo se diz conservador e defensor da guerra às drogas, verifique se ele gosta de George W. Bush, se ele defende (de maneira erótica) intervenções militares e se ele considera o Partido Republicano um exemplo a ser seguido no Brasil. Ah, e se já foi socialista na juventude. Nunca falha. Ele é neocon. E trotskista saudoso.

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