28-07-2020, 04:58 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 28-07-2020, 05:01 PM por Remy LeBeau.)
A discussão sobre o casamento já surgiu aqui em diversas ocasiões, e sempre deixei claro que faço parte da corrente que o enxerga como um contrato. Portanto, contrair matrimônio, significa assinar um contrato com outra pessoa, pelo qual são adquiridos alguns direitos e obrigações, e estabelecida uma relação contratual entre as partes. Longe de afastar os aspectos religiosos e espirituais do matrimônio, entendo que isso deve ficar a cargo dos envolvidos, e não da instituição propriamente dita, a qual eu vejo como um contrato. Estabelecido o contrato entre os nubentes, cada um adquire para si alguns direitos e obrigações recíprocas, em prol da manutenção e sucesso da relação estabelecida, com a possibilidade de sua extinção.
É por isso que falar em casamento, obrigatoriamente envolve discutir o seu regime de bens.
Em um discurso utópico defendido por aí por marias-conservadoras e incautos, "ninguém casa pensando em se divorciar". Sim, é verdade, mas não se pode ser ingênuo e casar sem se viabilizar ou pensar em como colocar fim em tal relação em uma eventual hipótese de insucesso (muito, mas muito comum nos dias de hoje). Mesmo na Matrix, nunca conheci alguém que afirmasse cabalmente casar pensando no divórcio com a companheira, mas que caso houvesse necessidade, saberia como fazer e levantar o que é seu de direito. Dito isso, não vejo a instituição matrimonial como parte de um problema, mas como algo passível de transformação, como o seu processo de secularização dentro dos meandros do casamento civil, ou, a admissão do divórcio, divisão patrimonial, desquite... Enfim, é um instituto tradicional em processo de mutação em uma sociedade enviesada, em processo de mudança e permeada por valores questionáveis (convenhamos). Logo, suscetível a influências, descréditos, transformações, modificações... Foi-se o tempo, portanto, em que se afirmava (como nos votos) que o casamento era algo eterno, passível de rompimento apenas por um evento morte. É uma análise realística, o que implica em afirmar que o matrimônio pode falhar e não dar certo. E isso é comum. Logo, é por isso que se casa pensando em facilitar os meios de sua dissolução, em caso de insucesso, até para que não se gere maiores dores de cabeça em um evento estressante como esse. Minha crítica é nesse ponto: idealização. É aquilo, ninguém sobe no altar já imaginando que irá se divorciar em breve, mas sobe ciente de tal possibilidade e consciente do que fazer em tal situação.
Sobre o ato de casar, não vejo nada que desabone. É uma decisão unilateral de cada um. Uns entendem que vale a pena, outros abriram mão e alguns nunca se importaram. Desde é claro, que o jogo seja limpo, ou seja, não se prometa casamento onde nunca existirá, quanto menos o instituto seja utilizado para defraudar outra pessoa (estelionato, seja ele patrimonial ou emocional).
De qualquer maneira, como uma relação contratual, existem riscos, implicando na necessidade de se buscar uma fêmea adequada, com os mesmos sonhos e objetivos, estar consciente das obrigações que irá assumir, dos direitos que possui, estar consciente do seu papel na relação (que será diferente de um mero relacionamento) e estar preparado para um eventual divórcio.
Longe de se jogar toda a responsabilidade para um dos lados, deve-se entender também o seu papel como homem no matrimônio, e portar-se como tal. Até porque o casamento é o alicerce da família (opinião pessoal minha). Assim, combatida a idealização da instituição, chega-se a um ponto chave da discussão, e uma necessidade de diferenciação: a) a crítica válida e abstrata da instituição do matrimônio e b) a crítica enviesada ao matrimônio, fundamentada em um relacionamento fracassado. Infelizmente, e uma crítica pessoal minha, muitas vezes praticasse a assertiva "a)" pela "b)", o que não concordo.
É por isso que falar em casamento, obrigatoriamente envolve discutir o seu regime de bens.
Em um discurso utópico defendido por aí por marias-conservadoras e incautos, "ninguém casa pensando em se divorciar". Sim, é verdade, mas não se pode ser ingênuo e casar sem se viabilizar ou pensar em como colocar fim em tal relação em uma eventual hipótese de insucesso (muito, mas muito comum nos dias de hoje). Mesmo na Matrix, nunca conheci alguém que afirmasse cabalmente casar pensando no divórcio com a companheira, mas que caso houvesse necessidade, saberia como fazer e levantar o que é seu de direito. Dito isso, não vejo a instituição matrimonial como parte de um problema, mas como algo passível de transformação, como o seu processo de secularização dentro dos meandros do casamento civil, ou, a admissão do divórcio, divisão patrimonial, desquite... Enfim, é um instituto tradicional em processo de mutação em uma sociedade enviesada, em processo de mudança e permeada por valores questionáveis (convenhamos). Logo, suscetível a influências, descréditos, transformações, modificações... Foi-se o tempo, portanto, em que se afirmava (como nos votos) que o casamento era algo eterno, passível de rompimento apenas por um evento morte. É uma análise realística, o que implica em afirmar que o matrimônio pode falhar e não dar certo. E isso é comum. Logo, é por isso que se casa pensando em facilitar os meios de sua dissolução, em caso de insucesso, até para que não se gere maiores dores de cabeça em um evento estressante como esse. Minha crítica é nesse ponto: idealização. É aquilo, ninguém sobe no altar já imaginando que irá se divorciar em breve, mas sobe ciente de tal possibilidade e consciente do que fazer em tal situação.
Sobre o ato de casar, não vejo nada que desabone. É uma decisão unilateral de cada um. Uns entendem que vale a pena, outros abriram mão e alguns nunca se importaram. Desde é claro, que o jogo seja limpo, ou seja, não se prometa casamento onde nunca existirá, quanto menos o instituto seja utilizado para defraudar outra pessoa (estelionato, seja ele patrimonial ou emocional).
De qualquer maneira, como uma relação contratual, existem riscos, implicando na necessidade de se buscar uma fêmea adequada, com os mesmos sonhos e objetivos, estar consciente das obrigações que irá assumir, dos direitos que possui, estar consciente do seu papel na relação (que será diferente de um mero relacionamento) e estar preparado para um eventual divórcio.
Longe de se jogar toda a responsabilidade para um dos lados, deve-se entender também o seu papel como homem no matrimônio, e portar-se como tal. Até porque o casamento é o alicerce da família (opinião pessoal minha). Assim, combatida a idealização da instituição, chega-se a um ponto chave da discussão, e uma necessidade de diferenciação: a) a crítica válida e abstrata da instituição do matrimônio e b) a crítica enviesada ao matrimônio, fundamentada em um relacionamento fracassado. Infelizmente, e uma crítica pessoal minha, muitas vezes praticasse a assertiva "a)" pela "b)", o que não concordo.


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