03-03-2020, 02:52 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 03-03-2020, 02:58 PM por Tribal.Owl.)
Boa tarde, confrades!
Bom, como sempre o tópico está repleto de opiniões pertinentes e válidas.
Eu sou do grupo das tatuagens, tenho muitas! Na minha antiga área é algo muito comum de fato.
A tatuagem psicologicamente possui um significado de apropriação do próprio corpo. Algo similar ao que o professor Jordan Peterson diz com a questão de arrumar o quarto. Remete-se à colocar ordem no caos.
Algumas pessoas, em algum momento complicado, podem acabar caindo em algum vício químico. Eu por sorte, devido à criação dentro dos esportes (apesar de isto poder soar contraditório, ao falarmos do esporte competitivo) e da constante crença que me foi incutida por profissionais da área desde a mais tenra infância, sempre ojerizei drogas ilícitas.
De acordo com algumas linhas da psicologia há uma divisão na vida de 7 em 7 anos. Sendo dos 14 aos 21 a adolescência, dos 21 aos 28 uma fase denominada de jovens adultos e após aos 28 a fase adulta. Gostaria de me atentar na segunda.
Existe um livro chamado "A Idade Decisiva" da psicóloga Meg Jay. Neste livro, a autora trata da negligência que é dada a essa fase dos jovens adultos na contemporaneidade. Certamente, os senhores já ouviram muito por aí, país que dizem aos filhos deixarem algo para depois, pois dizem que os filhos ainda detêm muito tempo pela frente. E a autora tratará disto.
Eu tive uma vida muito privilegiada em diversos aspectos e sou muito grato. Em outros, tive alguns problemas na infância que me acarretaram em problemas futuros. Os quais tive que lidar. Um deles era que apesar de ter me desenvolvido bastante em algumas determinadas área da vida, várias outras ficaram ao léu. Muitas vezes sem desenvolvimento algum e isto foi algo complicado.
Bom, todos sabemos o quão difícil é mudar crenças, principalmente as que nos são incutidas na infância, já que o caráter está em formação. E é sabido por vertentes da psicologia que somos um animal de símbolos, que tudo o que constrói o caráter é simbólico. Gosto da abordagem do Ernest Becker (em seu livro a "Negação da Morte") e do Jordan Peterson - que sempre retoma muito o Jung (que foi um estudioso que se aprofundou muito na simbologia) - que também tem uma obra dedicada ao tema.
O que quero dizer com tudo isto é que certamente a tatuagem foi um dos fatores que me serviram como ponto de virada em mudanças muito importantes na minha vida. Pois é processo de muita dor, que exige a necessidade de confiança numa outra pessoa que realizará o trabalho em você, o cuidado muito necessário com a pele - tanto imediatamente após a realização do trabalho como no todo sempre (já que agora você porta uma arte no corpo) -, a resiliência necessária nos constantes retoques (dependendo do estilo de arte optada) e entre muitos outros pontos que eu julgo que foram cruciais para um dado amadurecimento em mim, em múltiplos quesitos que precisavam e muito deste desenvolvimento.
Um outro ponto digno de nota é que a tatuagem no seu corpo se torna um totem eterno contra questionamentos internos que surgem sorrateiramente e colocam em cheque o valor das mudanças realizadas.
Já coloco que a minha mensagem não tem o intento de desvalorizar nenhuma outra postada pelos confrades anteriormente. Apenas estou aqui fazendo uma contribuição ao lado dos que julgam a tatuagem algo positivo, para caso alguém aqui no fórum precise dela de um modo que eu também precisei.
Forte abraço à todos os confrades.
Bom, como sempre o tópico está repleto de opiniões pertinentes e válidas.
Eu sou do grupo das tatuagens, tenho muitas! Na minha antiga área é algo muito comum de fato.
A tatuagem psicologicamente possui um significado de apropriação do próprio corpo. Algo similar ao que o professor Jordan Peterson diz com a questão de arrumar o quarto. Remete-se à colocar ordem no caos.
Algumas pessoas, em algum momento complicado, podem acabar caindo em algum vício químico. Eu por sorte, devido à criação dentro dos esportes (apesar de isto poder soar contraditório, ao falarmos do esporte competitivo) e da constante crença que me foi incutida por profissionais da área desde a mais tenra infância, sempre ojerizei drogas ilícitas.
De acordo com algumas linhas da psicologia há uma divisão na vida de 7 em 7 anos. Sendo dos 14 aos 21 a adolescência, dos 21 aos 28 uma fase denominada de jovens adultos e após aos 28 a fase adulta. Gostaria de me atentar na segunda.
Existe um livro chamado "A Idade Decisiva" da psicóloga Meg Jay. Neste livro, a autora trata da negligência que é dada a essa fase dos jovens adultos na contemporaneidade. Certamente, os senhores já ouviram muito por aí, país que dizem aos filhos deixarem algo para depois, pois dizem que os filhos ainda detêm muito tempo pela frente. E a autora tratará disto.
Eu tive uma vida muito privilegiada em diversos aspectos e sou muito grato. Em outros, tive alguns problemas na infância que me acarretaram em problemas futuros. Os quais tive que lidar. Um deles era que apesar de ter me desenvolvido bastante em algumas determinadas área da vida, várias outras ficaram ao léu. Muitas vezes sem desenvolvimento algum e isto foi algo complicado.
Bom, todos sabemos o quão difícil é mudar crenças, principalmente as que nos são incutidas na infância, já que o caráter está em formação. E é sabido por vertentes da psicologia que somos um animal de símbolos, que tudo o que constrói o caráter é simbólico. Gosto da abordagem do Ernest Becker (em seu livro a "Negação da Morte") e do Jordan Peterson - que sempre retoma muito o Jung (que foi um estudioso que se aprofundou muito na simbologia) - que também tem uma obra dedicada ao tema.
O que quero dizer com tudo isto é que certamente a tatuagem foi um dos fatores que me serviram como ponto de virada em mudanças muito importantes na minha vida. Pois é processo de muita dor, que exige a necessidade de confiança numa outra pessoa que realizará o trabalho em você, o cuidado muito necessário com a pele - tanto imediatamente após a realização do trabalho como no todo sempre (já que agora você porta uma arte no corpo) -, a resiliência necessária nos constantes retoques (dependendo do estilo de arte optada) e entre muitos outros pontos que eu julgo que foram cruciais para um dado amadurecimento em mim, em múltiplos quesitos que precisavam e muito deste desenvolvimento.
Um outro ponto digno de nota é que a tatuagem no seu corpo se torna um totem eterno contra questionamentos internos que surgem sorrateiramente e colocam em cheque o valor das mudanças realizadas.
Já coloco que a minha mensagem não tem o intento de desvalorizar nenhuma outra postada pelos confrades anteriormente. Apenas estou aqui fazendo uma contribuição ao lado dos que julgam a tatuagem algo positivo, para caso alguém aqui no fórum precise dela de um modo que eu também precisei.
Forte abraço à todos os confrades.

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