08-02-2020, 12:25 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 08-02-2020, 12:27 PM por Velho Gonçalves.)
Passei por algo semelhante uma vez, mas em contexto bem diferente. No trabalho, entrou uma nova colega, daquelas perfeitinhas (não perfeita!). Corpo magro, altura de 1,70, bundinha avantajada. Todos foram para cima como chimpanzés, com gracinhas e macaquices de toda sorte. Eu, por outro lado, reagi como se ela fosse um homem!!! Sério mesmo, inclusive mandava ela tomar no cu e ir se foder, sem medo! Mas vou ser friamente sincero com vocês: eu agi dessa forma não porque eu queria ignorar ela e tal, para fazer esse tipo de jogo masculino. Eu ignorei a menina pelo simples fato de que na época (há uns 4 anos) minha estima era a mesma de um cachorro vira-lata! Nunca eu poderia imaginar que ela se interessaria por mim, e eu poderia ter o mínimo de chance. Logo, no meu mindset, era como se a menina tivesse um pau no meio das pernas também!
Um dia estávamos em grupo, conversando descontraidamente e calhou de alguém fazer aquela famigerada discussão de: “se você fosse um animal, qual você seria?”. Todos falaram os seus palpites, inclusive ela. Como sou um cara meio louco, e inconsequente, quando estou em público, eu disse – na minha vez – que eu queria ser um Cavalo Selvagem! Dizer que quer ser um cavalo não tem nada a ver... Mas, na língua portuguesa, isso soa com conotação muito sexual. Então, a tal da nova colega levantou a voz e falou: “Se o velho quer ser um cavalo, eu quero ser uma eguinha então!!!”. Juro por deus!!! Ela falou no diminutivo ainda, com voz fininha de menininha meiga, submissa; a desgraçada falou EGUINHA!!!
Esse dia, foi uma virada de chave na minha vida... Passei a crer que muitas vezes a nossa estima foi destruída na infância e adolescência, de forma tão grave que não temos condições de nos enxergar de fora e perceber que, agora, somos homens com valor, e que muitas mulheres se matariam para ter um parceiro como a gente! Na vida é assim... as vezes não basta ler N.A... Temos que sentir o impacto das experiências no nosso próprio couro.
(Ps: Eu fiquei com ela um tempo depois...).

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