12-01-2020, 08:02 PM
(11-01-2020, 06:53 PM)Bruno Padilha Escreveu: Hoje, já aprendi o contrário disso tudo e me refutei. Mesmo sem você perceber, é vítima da lavagem cerebral anticristã e ainda se acha o fodão .Pesquise sobre quem é SAUL ALINSKY e sua influência sobre o pensamento do brasileiro médio como você. Pesquise também o canal da Debora G Barbosa e veja os argumentos e constatações dela, que nem é cristã, aliás.Bom, não "me acho o fodão", se soou assim, soou errado. Aliás, você que já presumiu com poucos posts que eu sou "brasileiro médio" (e todos sabemos que o brasileiro médio pouco ou nada lê, vive dos prazeres, do hoje - inconsequentemente... então não posso me identifcar com o grupo em nenhum nível).
Tão pouco vejo uma lavagem cerebral anti-cristã, como disse, não odeio o cristianismo - cresci no mesmo, minha família é e boa parte dos meus amigos são, mas sempre gostei de história, e ver a cultura do mundo como mais que o cristianismo é natural pra mim. Um dos problemas que tenho com cristãos é isso mesmo: "tal coisa é armação anti-cristã", parece que a história da humanidade não existe antes de ~2 mil anos atrás, rolou muito conhecimento no passado também, tomar dessas fontes não é ser "anti-cristão".
No mais, agradeço as indicações, Debora G Barbosa descobri com a sua menção, fui checar rapidamente e vi que é uma pirralha de 20 e poucos anos pelo que entendi... eu levo numa boa quem quer conversar com amigos sobre a vida nessa faixa etária, mas não respeito ninguém que se candidata a cargos politicos ou figura publica pensadora antes dos 30 anos de idade (é sempre muita pretensão e até vontade porém pouca bagagem e profundidade - usando um exemplo recente: Tabata Amaral - politicamente e ideologicamente é a definição de "raso", mas ainda assim acha que tem alguma relevância intelectual para ser política ou comentadora (outro exemplo: Lauren Southern))... então vou fazer um esforço pra ver mais sobre o que essa Debora diz quando tiver um tempo mais folgado, mas confesso que não me animei com ela.
Saul Alinsky eu já ouvi uma leitura sobre uma obra do mesmo, de um canal de um revolucionário americano, mas nunca cheguei a ler a obra dele ou ver a biografia, vou dar mais prioridade que a Debora, e dar uma lida em Rules for Radicals mais tarde.
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Vamos por partes Berlin,
(12-01-2020, 12:55 PM)Berlin Escreveu: E quais seriam esse tal "deus" deles? Ogum, Oxalá ou algum deus de alguma tribo africana?
Só uma nota com zero relevância na discussão: não conheço nenhuma entidade Oxalá, o que conheço por oxalá, que você pode ter confundido enquanto escrevia, é a palavra que vem do termo "insha allah" - que muito provavelmente chegou na nossa língua na época da ocupação moura na ibéria... e esse termo (que em tradução solta significa "se deus quiser") é bem usado até hoje pelos muçulmanos de toda parte, até os que se comunicam em inglês.
(12-01-2020, 12:55 PM)Berlin Escreveu:
Desculpe, amigo. Mas quando vejo uma cagação de regras desta, não posso deixar de lembrar das "ditas cujas minorias" cagando regra e dividindo as pessoas por raça, classe e status social. Seria o mesmo em dizer que o favelado tem o dever moral de gostar de Funk e não de Bettoween ou Rock Alternativo Progressivo.[...]
Cortei os outros exemplos com a mesma natureza porque você já se fez entendido, mas você tomou o que eu disse totalmente na direção contrária do que eu escrevi.
Não acho de forma alguma que alguém deve ser "preso" à essas futilidades (exemplo é a globo que adora falar da "cultura" da favela e pregar como se o pobre da periferia deveria ter orgulho das porcarias "culturais" que surgem por lá - isso não passa de auto-sabotagem, é como colocar antolhos e ignorar o que há de bom por aí).
Mas vamos aos fatos: você está aqui hoje, tendo a oportunidade de respirar e viver, graças aos seus ANCESTRAIS. E aí já engloba outra coisa que é muito mal difundida: a especiação da humanidade. Cansamos de ouvir a historinha de "todos somos o mesmo porque todos viemos da Africa", mas a coisa é bem mais complexa: mesmo que todo hominídeo tenha surgido na África - há milhares de anos atrás, quando eles se espalharam pelo mundo, alguns tiveram misturas com Neandertais (que inclusive tinham uma sub-especiação mais diversa que a nossa), outros com Denisovan (ambas espécies que não eram o mesmo que o homo sapiens)... sem contar em adaptações e mutações específicas. Cada grupo foi desenvolvendo um estilo de vida que reflete quem eles eram e afeta os descendentes até hoje (exemplo: boa parte dos japoneses são intolerantes à lactose), então cada grupo teve costumes, dietas, ambientes e outras coisas que acabaram formando mais quem eles eram (vou continuar essa parte na conclusão do post)...
(12-01-2020, 12:55 PM)Berlin Escreveu:
Não acho "uma pobreza intelectual" e sim uma desonestidade intelectual enquadrar as pessoas apenas apontado os erros dos lideres de suas crenças ao longo da história.
Não enquadrei pessoas assim, mas mostrei algo que já vi rolar na prática mais de uma vez: pessoas defendendo ou justifcando as barbáries como "de boas, o número não foi grande". E o meu ponto é justamente o contrário - você pode ter a fé que quiser, mas pelo menos seja honesto com os podres e não faça macaquices de circo pra tentar justificar o injustificável.
(12-01-2020, 12:55 PM)Berlin Escreveu:Sim, teria, eu citei exemplos no texto (Avicena virando um excelente médico (muçulmano, nascido na ásia central e provavelmente de família com ramo persa ou similar) e fonte de conhecimento para Europa - um dos impedimentos que os europeus tinham é que não podiam dissecar corpos para estudar, então o livro de Avicena ficou sendo utilizado na Europa por anos a fio na formação de médicos), o Islã sempre foi mais pró ciência que o cristianismo (isso é fato histórico). Os cristãos que chegaram ao poder logo na formação do cristianismo eram um dos grupos mais hardcore possível, eles queriam levar tudo pro lado literal e isso impediu muito o progresso intelectual-científico europeu... pode ver que quando começou a mudar isso, foi com a força (principalmente Italiana) para soltar mais as amarras da igreja do campo acadêmico.
Como se outras crenças, seitas, ideologias e até mesmo os sem fé não fizeram ou não teriam feito o mesmo. Na parte que você diz que europeus lutaram contra cristianismo em busca de liberdade de expressão. Vamos supor que não fosse o cristianismo o manda-chuva da epóca, e sim o Islã. Teria sido diferente? Não.
O cristianismo até era páreo com o Islã na parte das morais inclusive, mas isso afrouxou também - hoje o que temos por cristianismo seria um enorme escandalo para os cristãos dos primeiros séculos. Já o Islã sempre foi mais restrito em morais (sem relativizar aqui com "mas e as 4 esposas?!" por gentileza), mas sempre foi mais solto em julgamento filosófico-científico que o cristianismo.
Mas de qualquer maneira, o Islã TAMBÉM é abaraamico, então comparar um com outro pra falar "o meu é mais legal" é o começo do mau-caratismo intelectual.
(12-01-2020, 12:55 PM)Berlin Escreveu:Dúvido muito, já estaria como o cristianismo está hoje.
Quer dizer, teria. Estariam até hoje lutando por ela
(12-01-2020, 12:55 PM)Berlin Escreveu:O islã é mais novo que o cristianismo meu caro, e tem outra enorme diferença: se expandiu majoritariamente por povos nomades, sem cultura fixa de resistência - já o cristianismo se expandiu mais em culturas pré-estabelecidas, e é mais velho. Por isso não pôde moldar elas do começo ao fim, mas, ao invés disso, teve que se adaptar à muitas coisas. Mas pode ver que o islã - agora que está expandindo pro ocidente, já está afrouxando muito nessas cullturas.
vide os casos dos países muÇulmanos que conhecemos.
(12-01-2020, 12:55 PM)Berlin Escreveu:
E se fosse o Budismo, teria sido diferente?O Senhor sabe que não. Por séculos os "pacifistas" budistas massacram determinados grupos por ai,
Aqui você já está sendo "sem vergonha", qualquer violência causada por budistas foi falha humana ou conflito etnico (e nisso podemos ser razoaveis que sempre vai rolar algo ou outro por corrupção individual), mas nos textos sagrados budistas não me lembro de UM chamado a violência (o Dhammapada inclusive, escrito pela primeira vez já antes mesmo da era comum, prega expressamente o contrário)... e todos sabemos que a biblia, por outro lado, tem vários chamados. "o deus de israel, o deus dos justos" destruindo "nações inimigas" (ou dando poder aos "soldados justos" para o mesmo).
(12-01-2020, 12:55 PM)Berlin Escreveu:Pois, esse é o problema que o cristão enfrenta: um salvador santo e perfeito - colocado páreo com escritos mesquinhos, cheios de rancor e torpeza. O budista, por exemplo, não tem que enfrentar essa dicotomoia - portanto tem muito menos espaços para falhas morais, e, de fato, historicamente "pecou menos" (a nível de grupo/organização).
mesmo que isso seja contra os ensinamentos que o budismo prega.
(12-01-2020, 12:55 PM)Berlin Escreveu:? Cristãos também. As "bruxas" e "hereges" foram nascidos e criados no cristianismo e acredito que muitos possam ter sido cristãos a vida inteira e falsamente terem sido injustiçados. Isso tudo sem contar as brigas infernais inter-cristãs que existem absolutamente desde que o cristianismo começou a se formar... "arianos x "trindentinos"", gnósticos x torah-lovers, tradicionalistas x protestantes... citando budistas novamente, eles inclusive também tiveram divisões (theravada é um ramo por exemplo), mas não me lembro de budistas matando uns aos outros por divergências na fé - como o que cansou de rolar na história do cristianismo (e islã).
E a diferença é que os ateístas massacram até mesmo os dos seus.
(12-01-2020, 12:55 PM)Berlin Escreveu: Vide o caso de Stalin que matou mais comunistas do que qualquer outra coisa.Cara, querer simplificar um Joseph Stalin à ateísmo é igual a simplificar um Adolf Hitler à cristianismo.
(12-01-2020, 12:55 PM)Berlin Escreveu:Na verdade eu não disse isso.
Então não venha com esse papo furado que a igreja católica é a malvada e que o mundo sem ela ter existido, seria muito melhor.
(12-01-2020, 12:55 PM)Berlin Escreveu:"Fé é espiritual, não tem cor, raça..." sim, concordo, o problema é que é muita inocência você não entender o básico, que eu comecei a falar lá em cima: cada religião surgiu de um povo diferente, e cada povo tinha um tipo de vida diferente, mesmo que você seja mestiço, da pra saber se você é descendente de Portugueses e Nativos por exemplo sem muito esforço - e se você é uma super mistura que nem tem como controlar mais a ideia do que você é, se não um "cidadão do mundo", então pode usar isso como vantagem para estudar todas as culturas que te interessam... estudar elas só vai somar na sua vida. Até nas coisas mínimas, por exemplo, já viu ou ouviu falar daquele lance do recem-casado levar a esposa no colo pra fora da igreja ou pra dentro da casa/quarto?! Sabe a origem disso? É da fé Romana antiga, no casamento existia um ritual em que o noivo ia até a casa dos pais da noiva e raptava ela e levava até a casa dele e entrava com ela no colo pra dentro da casa - e nesse processo a noiva tinha que lutar contra o rapto e tentar se soltar até entrar na nova casa (ela tinha que entrar no colo sem ela bater os pés ou mãos no batente, caso contrário era sinal de azar... por que? Porque mostrava que a esposa ia ter resistência ao parceiro na vida de casado ou que o parceiro era muito fraco pra conter ela). Já vi várias fotos de católicos casando com o noivo saindo segurando a esposa pra fora da igreja... a maioria não tem ideia da origem ou significado disso.
E pra completar. Eu tenho um primo de 1,80 loiro de olhos azuis. Ele segue o hinduísmo. Cansou de viajar pra índia. Então levando em consideração seus argumentos, por ele parecer mais um Suéco nórdico deveria então deixar As Vedas de lado e começar a mijar sentado? Fé é espiritual, meu nego. E Espirito não tem cor, raça e nem altura.
Um exemplo além dos ritos, indo pros mitos, é o nascimento de Atena, a deusa da sabedoria... sabe como ela nasceu? Zeus engoliu Métis, e passou mal com uma forte dor de cabeça, os outros deuses vieram ao seu socorro, Hermes, vendo a dor de cabeça, pediu a Hefesto abrir a cabeça de Zeus com uma pancada e então de lá saiu Atanas, já crescida e armada.
Se você levar essa história pro sentido literal, você só vai poder pensar, como um ser racional, isso aqui: pqp que história de demente. Mas isso é porque está sem entender a base da história.
Métis era a deusa do pensamento profundo, Hermes o mensageiro dos deuses, Hefesto era associado ao trabalho, Atenas era a deusa da sabedoria... já deu pra ligar os pontos? Esse mito explicava, em uma história fantástica e que chamava atenção, que: quando você faz o esforço de engolir um pensamento complexo, você vai ter uma dor de cabeça enorme, eventualmente você vai entender a mensagem e, com o trabalho desse processo, vai ganhar a sabedoria no final.
Agora, o problema da mãe das religiões abraamicas é o seguinte: enquanto uns povos tentavam ser mais diretos e literais sobre a conduta da vida e outros mais poéticos e alegóricos... os judeus preferiram ir enchertando histórias porém levando elas ao pé da letra para usá-las como muleta supremacista... porque quando você realmente acredita que só existe um deus, esse deus só escolheu um povo em detrimento de todos os outros... você pode justificar seu supremacismo facilmente, não vai ter nada na sua teologia que seja contra qualquer filhadaputagem que você cometer contra outros grupos. E foi assim mesmo que os judeus agiram. Já lerem o livro de Esther? Que canalhice - judeus imigrantes na terra dos Persas... alguém deu a ideia errada para um Rei persa otário que ele deveria largar a esposa porque ela não apareceu em publico numa festa que ele deu (com o pretexto de que se a esposa do rei "desrespeitasse" ele não aparecendo no meio da macharada da festa, as outras mulheres começariam a desrespeitar os homens delas também), então depois dele largar a esposa deram a ideia que ele deveria fazer um concurso pra uma esposa nova, e aí o livro conta que o tio de esther falou pra ela esconder que era judia e ir se candidatar e fazer o melhor pra ganhar a posição de nova rainha... ela ganhou o curso mentindo sobre a origem dela, depois no poder fica claro que ocorreu nepotismo favorecendo toda canalhice judaica na pérsia e f*d*nd* com os nativos, aí quando a população local se revoltou, os judeus conseguiram vencer a contenda e é dito que mataram 75 mil nativos daquelas terras... quer mais? Até hoje os judeus comemoram a morte desses 75 mil "inimigos" na celebração chamada Purim (tem até uma receita que fazem que é pra lembrar a orelha cortada de cada inimigo - porque é assim que a tradição que diz que os judeus contaram os mortos). Ou seja - judeus foram pra terra dos outros, praticaram corrupção, mataram os nativos e até hoje, centenas de anos depois, comemoram isso. Então acho dever moral e intelectual qualquer pessoa comprometida com a verdade engolir a redpill que judaísmo nunca foi religião, mas sim grupo-tribalista-supremacista que sempre se achou superior a todo resto e sempre tentou justificar qualquer tipo de canalhice (e quando levavam a pior se vitimizavam e culpavam todo mundo e nunca assumiam responsabilidades).
Então o que me incomoda é a alienação de não enxergarem as coisas pelo que elas são e ficarem se curvando pra algo simplesmente porque esse algo foi repedito várias vezes por várias pessoas (exemplo "deus é do povo de israel originalmente, os judeus são o povo original de deus" e afins). Por isso nada tenho contra JESUS, mas acho um erro qualquer não-judeu achar que o "velho testamento" é sagrado. O que não falta são barbaridades na torah e talmud.
Concluindo, alguém querer a elevação/salvação espiritual atraves de Jesus não me incomoda em nada, mas se for partir do pressuposto que deus existe, podemos olhar a história da humanidade e ver que cada povo teve seu "background" e que você deveria respeitar o seu próprio e aprender com ele, porque quando um grupo da as costas pra religião e pra cultura dos ancestrais, aquele grupo deixa de existir. Pra mim, deus não é supremacista, não existe nenhum "povo escolhido de deus" (por linhagem de raça) e qualquer absurdo do tipo, acredito que tem gente honrada e canalha por toda parte, e por isso mesmo não posso apoiar uma coleção de escritos que é invariavelmente paranóica e supremacista. E sugiro que, quem é mais voltado ao cristianismo, que tentem olhar por um momento a partir da visão dos primeiros gnósticos, que estão entre os primeiros cristãos a surgirem, que acreditavam que o "deus" referido no velho testamento era, na verdade, o diabo. E então tentem analisar o conteúdo da biblia com essa ideia por um momento (para os mais pacientes sugiro que leiam os escritos de Nag Hammadi, são bem curtos mas com uma visão bem diferente do cristianismo que se estabeleceu no poder).
Agradeço as respostas dos camaradas e peço desculpas por me delongar demais.
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