12-01-2020, 12:47 AM
Bom, antes de responder OP, quero compartilhar uma suma do que aprendi debatendo na vida real: sempre fui "chato" na questão de debates, desde o primeiro ano do ensino médio já começava a debater com todo professor marxista que vinham com as ladainhas e, por muitas vezes, tirava o chão dos mesmos... isso prosseguiu na minha vida em debates em circulo de conhecidos e tudo mais... eu debatia basicamente todo assunto de política e história. Se era um circulo que tais pessoas sempre frequentavam (como a escola) e eu era parte integral do grupo (alunos) e "humillhava" os de fora do grupo (professores), isso me fazia popular e me dava uma certa aura de rebelde, tinha um respeito extra de alguns moleques e tinha admiração das menininhas (para terem uma ideia, tinha uma aluna que me olhava com a maior expressão de admiração quando eu debatia com os MMs (mestres marxistas), e quando ela tinha alguma dúvida nas aulas deles, ela perguntava pra mim ao invés do professor)...
Citando uma experiência péssima também: lá pelos meus 18 anos, trabalhei por um tempo de garçom em um restaurante "descolado", era bem grande o local e tinha em média uns 20 garçons em cada turno, óbvio que durante o trabalho rolava conversas comuns e como a maioria dos garçons não tinham nem 25 anos, boa parte dos assuntos eram "trends", e política volta e meia caia entre os tópicos e sempre quando alguém soltava algum argumento modernex eu rebatia (exemplo: fulano - "A polícia é racista, odeia negros, por isso as favelas sofrem" eu - "Que isso fulano, como você vai me provar que a polícia é racista se a corporação não faz acepção nenhuma de raça no recrutamento e eu mesmo já cansei de ver policiais pretos por aí?" fulano - "..." [ficava mudo e fazia cara de bumbum sem talco]). Não deu 1 mês no trabalho e eu fiquei queimado entre os garçons e garçonetes (grande maioria deles - digamos que de 50 garçons/garçonetes, 40 ativamente me desprezavam (até alguns que nunca tinham falado comigo - por ouvirem de amigos que eu era "reaça babaca" e afins), de resto - uns 8 eram neutros (que nunca ligavam pra esses tópicos) e apenas uns 2 eram okay comigo - o que no caso implicava em os que não gostavam de mim, me prejudicar ao máximo que conseguissem (exemplos: enquanto eles andavam pelo salão, algum cliente de uma mesa que eu estava atendendo pedia pra me chamar, o funcionário falava que ia me chamar e nunca me chamava. No fim do expediente você ia fechar o caixa e muitas vezes precisava de troco - e aí os garçons sempre se ajudavam, mas quando eu precisava eu ouvia da maioria "não tenho não", uma vez tive que sair do restaurante e ir até uma outra loja conseguir o troco pra poder voltar no restaurante fechar o caixa deixando a porcentagem do que era da casa e poder sair com meu dinheiro - perdendo ao todo quase uma hora depois do trabalho)). (Uma curiosidade é que depois descobri que a maioria dos garçons/garçonetes não apenas eram modernex em ideias, mas a maioria se juntava na troca de turno para "fumar um" - isso em um grupo de 15 pessoas em média - ou seja, eram ainda pior do que eu imaginava ser).
Então, percebi duas coisas na minha vida sobre esses debates em grupos (escola, trabalho, faculdade, conhecidos...). A primeira é que, na real, esses debates não mudavam a opinião dos que discutiam e nem dos espectadores sobre nada a longo prazo (mesmo que o debate tenha sido conclusivo, com um lado completamente dominando o final). A segunda, é que o que mudava, era a opinião de todos sobre QUEM estava debatendo (É um bom orador e está em solo fértil?! Vai ganhar algum reconhecimento social. É um orador ruim, ou está em solo morto (exemplo: um cristão indo pregar numa reunião de ateus, ou vice-versa)?! Vai ganhar desprezo e outros sentimentos ruins do público).
Debates verdadeiros só podem rolar entre intelectuais sérios - comprometidos com o conhecimento acima de ideologias, amizades ou qualquer partidarismo. O resto é só show social e só joga quem é burro ou tem algum interesse social em questão (É de algum partido político/religião/grupo e está querendo mais ouvintes para sua causa?! Está querendo se destacar no grupo em questão por algum objetivo mais pessoal?!). Na maioria dos casos, o melhor que vocês podem fazer é escolher salvar o que estão entre as coisas mais importantes da vida de vocês: seu tempo e sua energia. Ignorem o ego de querer mostrar que sabem sobre tal assunto em público porque isso na maioria dos casos tem muito mais vantagens do que desvantagens.
E para finalizar quero jogar uma ideia que vi por aí uma vez nem me recordo onde, mas é mais ou menos o seguinte: é estupidez debater com desconhecidos, uma porque você já está assumindo que o desconhecido e você estão no mesmo nível sobre o tal assunto (muitas vezes você e o estranho vão ter níveis de conhecimento sobre o tópico X bem díspares - o que torna impossível um debate próprio). Outro erro é presumir que tem a mínima importância que tal desconhecido pense absolutamente diferente de você - o que te deveria preocupar, por exemplo, é o que seus filhos estão pensando, o que seus familiares ou pessoas que estão com algum laço direto com você pensam... essas pessoas sim te importam, porque o que elas fazem na vida delas é da sua conta (e podem realmente te afetar), sem contar que a convivência de vocês pode ser muito melhor se vocês tem a mesma visão de mundo. As outras pessoas você pode enxergar como outras tribos que não te interessa nem um pouco convencer da sua visão de mundo. Se você não é um político ou uma figura pública, vá focando nos seus objetivos pessoais e dê as costas pra toda essa papagaiada que sempre vemos em grupinhos - pode acreditar que você vai ganhar muito mais em todos os sentidos com essa atitude.
Citando uma experiência péssima também: lá pelos meus 18 anos, trabalhei por um tempo de garçom em um restaurante "descolado", era bem grande o local e tinha em média uns 20 garçons em cada turno, óbvio que durante o trabalho rolava conversas comuns e como a maioria dos garçons não tinham nem 25 anos, boa parte dos assuntos eram "trends", e política volta e meia caia entre os tópicos e sempre quando alguém soltava algum argumento modernex eu rebatia (exemplo: fulano - "A polícia é racista, odeia negros, por isso as favelas sofrem" eu - "Que isso fulano, como você vai me provar que a polícia é racista se a corporação não faz acepção nenhuma de raça no recrutamento e eu mesmo já cansei de ver policiais pretos por aí?" fulano - "..." [ficava mudo e fazia cara de bumbum sem talco]). Não deu 1 mês no trabalho e eu fiquei queimado entre os garçons e garçonetes (grande maioria deles - digamos que de 50 garçons/garçonetes, 40 ativamente me desprezavam (até alguns que nunca tinham falado comigo - por ouvirem de amigos que eu era "reaça babaca" e afins), de resto - uns 8 eram neutros (que nunca ligavam pra esses tópicos) e apenas uns 2 eram okay comigo - o que no caso implicava em os que não gostavam de mim, me prejudicar ao máximo que conseguissem (exemplos: enquanto eles andavam pelo salão, algum cliente de uma mesa que eu estava atendendo pedia pra me chamar, o funcionário falava que ia me chamar e nunca me chamava. No fim do expediente você ia fechar o caixa e muitas vezes precisava de troco - e aí os garçons sempre se ajudavam, mas quando eu precisava eu ouvia da maioria "não tenho não", uma vez tive que sair do restaurante e ir até uma outra loja conseguir o troco pra poder voltar no restaurante fechar o caixa deixando a porcentagem do que era da casa e poder sair com meu dinheiro - perdendo ao todo quase uma hora depois do trabalho)). (Uma curiosidade é que depois descobri que a maioria dos garçons/garçonetes não apenas eram modernex em ideias, mas a maioria se juntava na troca de turno para "fumar um" - isso em um grupo de 15 pessoas em média - ou seja, eram ainda pior do que eu imaginava ser).
Então, percebi duas coisas na minha vida sobre esses debates em grupos (escola, trabalho, faculdade, conhecidos...). A primeira é que, na real, esses debates não mudavam a opinião dos que discutiam e nem dos espectadores sobre nada a longo prazo (mesmo que o debate tenha sido conclusivo, com um lado completamente dominando o final). A segunda, é que o que mudava, era a opinião de todos sobre QUEM estava debatendo (É um bom orador e está em solo fértil?! Vai ganhar algum reconhecimento social. É um orador ruim, ou está em solo morto (exemplo: um cristão indo pregar numa reunião de ateus, ou vice-versa)?! Vai ganhar desprezo e outros sentimentos ruins do público).
Debates verdadeiros só podem rolar entre intelectuais sérios - comprometidos com o conhecimento acima de ideologias, amizades ou qualquer partidarismo. O resto é só show social e só joga quem é burro ou tem algum interesse social em questão (É de algum partido político/religião/grupo e está querendo mais ouvintes para sua causa?! Está querendo se destacar no grupo em questão por algum objetivo mais pessoal?!). Na maioria dos casos, o melhor que vocês podem fazer é escolher salvar o que estão entre as coisas mais importantes da vida de vocês: seu tempo e sua energia. Ignorem o ego de querer mostrar que sabem sobre tal assunto em público porque isso na maioria dos casos tem muito mais vantagens do que desvantagens.
E para finalizar quero jogar uma ideia que vi por aí uma vez nem me recordo onde, mas é mais ou menos o seguinte: é estupidez debater com desconhecidos, uma porque você já está assumindo que o desconhecido e você estão no mesmo nível sobre o tal assunto (muitas vezes você e o estranho vão ter níveis de conhecimento sobre o tópico X bem díspares - o que torna impossível um debate próprio). Outro erro é presumir que tem a mínima importância que tal desconhecido pense absolutamente diferente de você - o que te deveria preocupar, por exemplo, é o que seus filhos estão pensando, o que seus familiares ou pessoas que estão com algum laço direto com você pensam... essas pessoas sim te importam, porque o que elas fazem na vida delas é da sua conta (e podem realmente te afetar), sem contar que a convivência de vocês pode ser muito melhor se vocês tem a mesma visão de mundo. As outras pessoas você pode enxergar como outras tribos que não te interessa nem um pouco convencer da sua visão de mundo. Se você não é um político ou uma figura pública, vá focando nos seus objetivos pessoais e dê as costas pra toda essa papagaiada que sempre vemos em grupinhos - pode acreditar que você vai ganhar muito mais em todos os sentidos com essa atitude.
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