10-01-2020, 09:36 PM
Eu sempre fui deverás interessado em história, e confesso que acho bizarro pessoas discutirem fé a partir da óptica hebraica o tempo todo. É uma alienação histórica deprimente, falam como se o cristianismo tivesse sempre existido na Europa, ou até mesmo se espalhado de forma angelical e amorosa... quando foi bem o contrário disso.
Eu sou de uma família católica romana, fui criado na igreja, não frequento há anos e já estudei muitas outras coisas.
Resumindo minha opinião sobre religiões em geral: são uma forma de passar a sabedoria de uma linhagem e proporcionam um entendimento sobre o povo seguidor da religião em questão (o que aquele povo vê como sagrado na vida, o que é decadente...), portanto, pra mim religião tem valor intelectual (no sentido de sabedoria e não de conhecimento técnico) e histórico bem grande.
Resumindo minha opinião sobre o que ficou da torah no velho testamento: o que tem de bom foi roubado de outros povos (textos de sabedoria fortemente inspirados em conhecimentos de povos em que os judeus tiveram contato - como os Egipcios antigos, os textos de alegorias de povos da mesopotâmia [dilúvio e outras partes vem claramente da Epopéia de Gilgamesh por exemplo]...) - já o que tem de ruim é adição do "POVO ESCOLHIDO DE DEUS" (o claro supremacismo paranóico, ciumento e agressivo - isso não vemos em textos de outros povos (aquele velho lance de "deus escolheu o povo x porque esse é o povo justo, os outros povos são *adicione ofensas*)).
Resumindo minha opinião sobre Jesus: foi um judeu justo e até nobre em ideias, que queria reformar o judaísmo e limpar o que tinha de ruim na religião (ironicamente, grande parte dos judeus deram as costas para o mesmo (os que mais precisavam das palavras dele), enquanto seguidores de outras linhagens começaram a focar no que Jesus tinha falado).
Resumindo minha opinião sobre Paulo de Tarso: "estragou" o que Jesus tinha feito, veio "pregar" o conteúdo da Torah para os seguidores de Jesus e outros povos - a supremacia, a pressunção, a agressividade...
Inclusive é legal ver o que a arqueologia pode nos trazer, por exemplo os achados de Nag Hammadi (gnósticos) mostram um cristianismo totalmente diferente do que ficou cravado na história...
Voltando para o dia a dia em termos práticos: eu acho o catoliscismo romano e a ortodoxia grega esteticamente belos - porque eles souberam respeitar algumas tradições festivas desses povos e sempre apoiaram a arte (desde que fosse enaltecendo a teologia)... então não tenho ódio contra a religião cristã.
Sobre o Islã, acho Qu'ran textualmente bonito em alguns trechos... já historicamente, o Islã foi muito mais pró-ciência do que o cristianismo (vide Avicena). No campo da moral, no começo, o cristianismo foi tão hardcore quanto o islã, mas após alguns séculos de resistência cultural europeia as amarras foram afrouxando quando "toda a europa era cristã".
Em termos geo-políticos: acho uma pobreza intelectual enorme os neocons e evangélicos acharem que judeus/Israel são seus aliados, e acharem que o que temos hoje em matéria de civilização é por causa do Cristianismo (inclusive em matéria de liberdade de expressão - que foi algo justamente conquistado após vários europeus lutarem CONTRA a opressão cristã sobre os discursos). E acho até o fundo do poço quando vem algum neocon ou cristão fervoroso todo empolgado, como se tivesse descoberto a roda, "soltar uns redpills" falando coisas como "Esses esquerdistas ensinaram as pessoas super errado na escola... vocês sabiam que na idade média, APENAS x pessoas foram torturadas e/ou queimadas na fogueira por bruxaria, heresia e afins?!" incrível como essas pessoas querem defender o indefensável, só porque quem cometeu a barbárie era da mesma "gangue espiritual".
Conclusão: acredito que ter um lado mais espiritual ou que busca alcançar as virtudes imateriais é importante sim, mas creio que isso pode vir de várias formas. Penso que as pessoas estariam melhores olhando as tradições ancestrais especificas delas (ao invés de um mulato, alienado, vir falar que é seguidor do deus DE ISRAEL, como vejo muito entre os pentecostais americanos (se soubessem o quanto os judeus desprezam os não judeus, não estariam seguindo o deus deles))...
outro ponto importante no estudo de textos religiosos de todo tipo é reconhecer alegorias e histórias por simbolismos, e não por significado literal (por exemplo, já vi retardado tentando andar sobre as águas - literalmente. Baseado na idéia que na fé ele conseguiria esse feito totalmente contrário a realidade física de um ser humano - uma coisa que se encaixa aqui é que águas (mares, rios...) era geralmente a metáfora para os prazeres carnais... afundar nas águas = se perder na "vida loka", e "andar sobre as águas" poderia ser visto como chegar ao estado em que se supera as tentações da carne). Então principalmente quando há esses inchertos (crenças vindas de outros povos), a galera que quer estudar ou crer, deveria estudar seriamente a cultura e mentalidade do povo em que surgiu aquela crença, para então poder entender o que aquilo tem objetivo de passar verdadeiramente. Porque quando começam com as interpretações pessoais... bom aí é só olhar o passado para ver todo tipo de bizarrice que rolou em "nome de deus".
Eu sou de uma família católica romana, fui criado na igreja, não frequento há anos e já estudei muitas outras coisas.
Resumindo minha opinião sobre religiões em geral: são uma forma de passar a sabedoria de uma linhagem e proporcionam um entendimento sobre o povo seguidor da religião em questão (o que aquele povo vê como sagrado na vida, o que é decadente...), portanto, pra mim religião tem valor intelectual (no sentido de sabedoria e não de conhecimento técnico) e histórico bem grande.
Resumindo minha opinião sobre o que ficou da torah no velho testamento: o que tem de bom foi roubado de outros povos (textos de sabedoria fortemente inspirados em conhecimentos de povos em que os judeus tiveram contato - como os Egipcios antigos, os textos de alegorias de povos da mesopotâmia [dilúvio e outras partes vem claramente da Epopéia de Gilgamesh por exemplo]...) - já o que tem de ruim é adição do "POVO ESCOLHIDO DE DEUS" (o claro supremacismo paranóico, ciumento e agressivo - isso não vemos em textos de outros povos (aquele velho lance de "deus escolheu o povo x porque esse é o povo justo, os outros povos são *adicione ofensas*)).
Resumindo minha opinião sobre Jesus: foi um judeu justo e até nobre em ideias, que queria reformar o judaísmo e limpar o que tinha de ruim na religião (ironicamente, grande parte dos judeus deram as costas para o mesmo (os que mais precisavam das palavras dele), enquanto seguidores de outras linhagens começaram a focar no que Jesus tinha falado).
Resumindo minha opinião sobre Paulo de Tarso: "estragou" o que Jesus tinha feito, veio "pregar" o conteúdo da Torah para os seguidores de Jesus e outros povos - a supremacia, a pressunção, a agressividade...
Inclusive é legal ver o que a arqueologia pode nos trazer, por exemplo os achados de Nag Hammadi (gnósticos) mostram um cristianismo totalmente diferente do que ficou cravado na história...
Voltando para o dia a dia em termos práticos: eu acho o catoliscismo romano e a ortodoxia grega esteticamente belos - porque eles souberam respeitar algumas tradições festivas desses povos e sempre apoiaram a arte (desde que fosse enaltecendo a teologia)... então não tenho ódio contra a religião cristã.
Sobre o Islã, acho Qu'ran textualmente bonito em alguns trechos... já historicamente, o Islã foi muito mais pró-ciência do que o cristianismo (vide Avicena). No campo da moral, no começo, o cristianismo foi tão hardcore quanto o islã, mas após alguns séculos de resistência cultural europeia as amarras foram afrouxando quando "toda a europa era cristã".
Em termos geo-políticos: acho uma pobreza intelectual enorme os neocons e evangélicos acharem que judeus/Israel são seus aliados, e acharem que o que temos hoje em matéria de civilização é por causa do Cristianismo (inclusive em matéria de liberdade de expressão - que foi algo justamente conquistado após vários europeus lutarem CONTRA a opressão cristã sobre os discursos). E acho até o fundo do poço quando vem algum neocon ou cristão fervoroso todo empolgado, como se tivesse descoberto a roda, "soltar uns redpills" falando coisas como "Esses esquerdistas ensinaram as pessoas super errado na escola... vocês sabiam que na idade média, APENAS x pessoas foram torturadas e/ou queimadas na fogueira por bruxaria, heresia e afins?!" incrível como essas pessoas querem defender o indefensável, só porque quem cometeu a barbárie era da mesma "gangue espiritual".
Conclusão: acredito que ter um lado mais espiritual ou que busca alcançar as virtudes imateriais é importante sim, mas creio que isso pode vir de várias formas. Penso que as pessoas estariam melhores olhando as tradições ancestrais especificas delas (ao invés de um mulato, alienado, vir falar que é seguidor do deus DE ISRAEL, como vejo muito entre os pentecostais americanos (se soubessem o quanto os judeus desprezam os não judeus, não estariam seguindo o deus deles))...
outro ponto importante no estudo de textos religiosos de todo tipo é reconhecer alegorias e histórias por simbolismos, e não por significado literal (por exemplo, já vi retardado tentando andar sobre as águas - literalmente. Baseado na idéia que na fé ele conseguiria esse feito totalmente contrário a realidade física de um ser humano - uma coisa que se encaixa aqui é que águas (mares, rios...) era geralmente a metáfora para os prazeres carnais... afundar nas águas = se perder na "vida loka", e "andar sobre as águas" poderia ser visto como chegar ao estado em que se supera as tentações da carne). Então principalmente quando há esses inchertos (crenças vindas de outros povos), a galera que quer estudar ou crer, deveria estudar seriamente a cultura e mentalidade do povo em que surgiu aquela crença, para então poder entender o que aquilo tem objetivo de passar verdadeiramente. Porque quando começam com as interpretações pessoais... bom aí é só olhar o passado para ver todo tipo de bizarrice que rolou em "nome de deus".
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