20-12-2019, 05:54 PM
Fiz o primeiro dossiê, fiquem livres para corrigir, melhorar, adicionar algo. Sugiram o próximo tema e façam o de vocês também.
Mito 1: A Diferença Salarial entre Homens e Mulheres
A questão de mulheres ganhar menos, se existir, quase que única e exclusivamente se dá POR ESCOLHA DELAS. De acordo com Thomas Sowell, “quando existe, é muito menor do que se imagina”, a depender de como os números são (tendenciosamente) interpretados e que nem toda diferença “pode ser atribuída à discriminação, mas a motivos economicamente racionais”.
Nem preciso citar o velho argumento cansado de que se, de fato, contratar uma mulher fosse mais barato pelo mesmo trabalho, todas as empresas estariam cheias de mulheres. Isso mostra uma face básica de como funciona o mercado. Não vou entrar nas analogias de concorrência salarial, mas qualquer empregador que se levasse por um preconceito contra mulheres no fim daria margem para seus concorrentes.
Vamos analisar como a coisa funciona. Em primeiro lugar, o tanto que uma pessoa ganha, no nosso sistema de mercado, está atrelado ao quanto valor e trabalho aquela pessoa gera. Neymar obviamente vai ganhar muito mais que Marta, pois o futebol masculino move muito mais arquibancada, vende mais ingressos. Da mesma forma, por isso que uma Giselle Bündchen vai ganhar mais do que qualquer modelo masculino, pois a imagem dela agrega muito mais valor a determinado produto ou marca.
Agora vamos aos fatos.
Os estudos apontam que mulheres ganham 20% a 30% menos que os homens no geral (do IBGE, do censo de 2010), já são uma falácia em si se mal interpretados, primeiramente que homens ainda representam maioria do mercado de trabalho global (uns 60%), segundo que a distribuição dos trabalhos, normalmente os homens estão nos que pagam mais, por deveras diversos motivos que explicarei a seguir:
Primeiro é preciso se fazer as considerações corretas para que os números não sejam falseados, pois além de gerar o mesmo valor, a pessoa também tem que ter, por exemplo, a mesma quantia de experiência, caso contrário é possível se afirmar absurdos como que “há discriminação contra trabalhadores menos experientes em comparação aos mais experientes” .
Uma vez colocada a mesma qualificação, o mesmo tempo de experiência, trabalham a mesma quantia de horas e com a mesma produtividade a diferença começa a diminuir. Uma vez comparado os mesmos cargos a diferença diminuem mais ainda. Se for da mesma empresa a diferença então cai pra quase zero. Interessante que notar que, por diversos motivos, a jornada de trabalho das mulheres costuma ser menor, isso será explicado melhor mais à frente.
Em um novo estudo da Fundação de Economia e Estatística, do governo do Rio Grande do Sul, analisaram 100 mil salários e concluíram que as mulheres brasileiras ganham 20% menos que os homens – mas só 7% não podem ser explicados pela diferença de produtividade. A conclusão do estudo converge com os dados da economista Claudia Goldin, de Harvard, que encontrou uma porcentagem um pouco menor (5%) que não é explicada pela produtividade. Isso quer dizer que esses 5-7% são preconceito por partes dos empregadores? Não tão rápido...
Há também fatores relacionados aos padrões de personalidade, como a capacidade de negociar pedindo aumento. Tem mais. De acordo com um estudo de Harvard, mulheres passam em média mais anos estudando e por isso começam a trabalhar mais tarde. Mulheres também são mais suscetíveis a desistir da carreira mais cedo, mesmo considerando que se aposentam mais cedo que os homens. Mas não para por aí.
O professor James T. Bennett enumera em seu livro The Politics of American Feminism: Gender Conflict in Contemporary Society, mais de vinte possíveis motivos amplamente amaparados por estatísticas que cumulativamente podem responder por qualquer diferença menor não explicada nos salários de ambos sexos:
* Homens têm mais interesse por tecnologia e ciências naturais do que as mulheres.
* Homens são mais propensos a aceitar trabalhos perigosos, e tais empregos pagam mais do que empregos mais confortáveis e seguros.
* Homens são mais dispostos a se expor a climas inclementes em seu trabalho, e são compensados por isso ("diferenças compensatórias" no linguajar econômico).
* Homens tendem a aceitar empregos mais estressantes que não sigam a típica rotina de oito horas de trabalho em horários convencionais.
* Muitas mulheres preferem a satisfação pessoal no emprego (profissões voltadas para a assistência a crianças e idosos, por exemplo) a salários mais altos.
* Homens, em geral, gostam de correr mais riscos que mulheres. Maiores riscos levam a recompensas mais altas.
* Horários de trabalho mais atípicos pagam mais, e homens são mais propensos que as mulheres a aceitar trabalhar em tais horários.
* Empregos perigosos (ex.: carvoaria) pagam mais e são dominados por homens.
* Homens tendem a "atualizar" suas qualificações de trabalho mais frequentemente do que mulheres.
* Homens são mais propensos a trabalhar em jornadas mais longas, o que aumenta a divergência salarial.
* Mulheres tendem a ter mais "interrupções" em suas carreiras, principalmente por causa da gravidez, da criação e da educação de seus filhos. E menos experiência significa salários menores.
* Mulheres apresentam uma probabilidade nove vezes maior do que os homens de sair do trabalho por "razões familiares". Menos tempo de serviço leva a menores salários.
* Homens trabalham mais semanas por ano do que mulheres.
* Homens apresentam a metade da taxa de absenteísmo das mulheres.
* Homens são mais dispostos a aturar longas viagens diárias para o local de trabalho.
* Homens são mais propensos a se transferir para locais indesejáveis em troca de empregos que pagam mais.
* Homens são mais propensos a aceitar empregos que exigem viagens constantes.
* No mundo corporativo, homens são mais propensos a escolher áreas de salários mais altos, como finanças e vendas, ao passo que as mulheres são mais predominantes em áreas que pagam menos, como recursos humanos e relações públicas.
* Quando homens e mulheres possuem o mesmo cargo, as responsabilidades masculinas tendem a ser maiores.
* Homens são mais propensos a trabalhar por comissão; mulheres são mais propensas a procurar empregos que deem mais estabilidade. O primeiro apresenta maiores potenciais de ganho.
* Mulheres atribuem maior valor à flexibilidade, a um ambiente de trabalho mais humano e a ter mais tempo para os filhos e para a família.
Os TOP 1% dos cargos executivos que ganham mais (CEOs, alto executivos, etc.), além de obviamente serem cargos que não estão acessíveis para 99% dos homens, simplesmente exigem um regime de trabalho, dedicação e sacrifício desumanos, uma jornada de 80 horas semanais, por se tratar de um ambiente altamente competitivo. De acordo com o psicólogo clínico canadense e professor de psicologia Jordan B. Peterson, “ao invés de perguntar por que há tantas poucas mulheres nos Top 100 CEO, deveríamos perguntar por que um homem gostaria de estar lá em primeiro lugar”.
Notas:
Em 2014, homens representaram 92,3% das mortes em acidentes de trabalho, “Porque o número de homens supera em muito o de mulheres nas profissões mais perigosas – porém mais bem pagas – que oferecem maior probabilidade de lesão ou morte relacionada ao trabalho”, aponta Mark Perry, economista, e acadêmico da American Enterprise Institute.
Certo estudo da Universidade de Massachusetts descobriu que, para cada criança que uma mulher tem seus ganhos diminuíram em cerca de quatro por cento.
A diretora-executiva do Independent Women’s Forum, Sabrina Schaeffer, certa vez disse: “Perpetuar o mito de que as mulheres são vítimas prejudica as mulheres, fazendo com que elas se sintam fracas, e isto as distrai do aprendizado de maneiras inteligentes de aumentar seus rendimentos e aumentar sua influência no ambiente de trabalho.”
Engraçado que considerando que a diferença salarial é quase nula, as feministas deviam era comemorar, mas não, elas precisam do mito para poder sustentar a narrativa fantasiosa da “opressão salarial” que sofrem, e vão continuar na escalada indefinida por obter mais e mais benesses e direitos, independente do que seja a verdade ou a realidade, sem nunca ter que arcar com as consequências disso.
Mito 1: A Diferença Salarial entre Homens e Mulheres
A questão de mulheres ganhar menos, se existir, quase que única e exclusivamente se dá POR ESCOLHA DELAS. De acordo com Thomas Sowell, “quando existe, é muito menor do que se imagina”, a depender de como os números são (tendenciosamente) interpretados e que nem toda diferença “pode ser atribuída à discriminação, mas a motivos economicamente racionais”.
Nem preciso citar o velho argumento cansado de que se, de fato, contratar uma mulher fosse mais barato pelo mesmo trabalho, todas as empresas estariam cheias de mulheres. Isso mostra uma face básica de como funciona o mercado. Não vou entrar nas analogias de concorrência salarial, mas qualquer empregador que se levasse por um preconceito contra mulheres no fim daria margem para seus concorrentes.
Vamos analisar como a coisa funciona. Em primeiro lugar, o tanto que uma pessoa ganha, no nosso sistema de mercado, está atrelado ao quanto valor e trabalho aquela pessoa gera. Neymar obviamente vai ganhar muito mais que Marta, pois o futebol masculino move muito mais arquibancada, vende mais ingressos. Da mesma forma, por isso que uma Giselle Bündchen vai ganhar mais do que qualquer modelo masculino, pois a imagem dela agrega muito mais valor a determinado produto ou marca.
Agora vamos aos fatos.
Os estudos apontam que mulheres ganham 20% a 30% menos que os homens no geral (do IBGE, do censo de 2010), já são uma falácia em si se mal interpretados, primeiramente que homens ainda representam maioria do mercado de trabalho global (uns 60%), segundo que a distribuição dos trabalhos, normalmente os homens estão nos que pagam mais, por deveras diversos motivos que explicarei a seguir:
Primeiro é preciso se fazer as considerações corretas para que os números não sejam falseados, pois além de gerar o mesmo valor, a pessoa também tem que ter, por exemplo, a mesma quantia de experiência, caso contrário é possível se afirmar absurdos como que “há discriminação contra trabalhadores menos experientes em comparação aos mais experientes” .
Uma vez colocada a mesma qualificação, o mesmo tempo de experiência, trabalham a mesma quantia de horas e com a mesma produtividade a diferença começa a diminuir. Uma vez comparado os mesmos cargos a diferença diminuem mais ainda. Se for da mesma empresa a diferença então cai pra quase zero. Interessante que notar que, por diversos motivos, a jornada de trabalho das mulheres costuma ser menor, isso será explicado melhor mais à frente.
Em um novo estudo da Fundação de Economia e Estatística, do governo do Rio Grande do Sul, analisaram 100 mil salários e concluíram que as mulheres brasileiras ganham 20% menos que os homens – mas só 7% não podem ser explicados pela diferença de produtividade. A conclusão do estudo converge com os dados da economista Claudia Goldin, de Harvard, que encontrou uma porcentagem um pouco menor (5%) que não é explicada pela produtividade. Isso quer dizer que esses 5-7% são preconceito por partes dos empregadores? Não tão rápido...
Há também fatores relacionados aos padrões de personalidade, como a capacidade de negociar pedindo aumento. Tem mais. De acordo com um estudo de Harvard, mulheres passam em média mais anos estudando e por isso começam a trabalhar mais tarde. Mulheres também são mais suscetíveis a desistir da carreira mais cedo, mesmo considerando que se aposentam mais cedo que os homens. Mas não para por aí.
O professor James T. Bennett enumera em seu livro The Politics of American Feminism: Gender Conflict in Contemporary Society, mais de vinte possíveis motivos amplamente amaparados por estatísticas que cumulativamente podem responder por qualquer diferença menor não explicada nos salários de ambos sexos:
* Homens têm mais interesse por tecnologia e ciências naturais do que as mulheres.
* Homens são mais propensos a aceitar trabalhos perigosos, e tais empregos pagam mais do que empregos mais confortáveis e seguros.
* Homens são mais dispostos a se expor a climas inclementes em seu trabalho, e são compensados por isso ("diferenças compensatórias" no linguajar econômico).
* Homens tendem a aceitar empregos mais estressantes que não sigam a típica rotina de oito horas de trabalho em horários convencionais.
* Muitas mulheres preferem a satisfação pessoal no emprego (profissões voltadas para a assistência a crianças e idosos, por exemplo) a salários mais altos.
* Homens, em geral, gostam de correr mais riscos que mulheres. Maiores riscos levam a recompensas mais altas.
* Horários de trabalho mais atípicos pagam mais, e homens são mais propensos que as mulheres a aceitar trabalhar em tais horários.
* Empregos perigosos (ex.: carvoaria) pagam mais e são dominados por homens.
* Homens tendem a "atualizar" suas qualificações de trabalho mais frequentemente do que mulheres.
* Homens são mais propensos a trabalhar em jornadas mais longas, o que aumenta a divergência salarial.
* Mulheres tendem a ter mais "interrupções" em suas carreiras, principalmente por causa da gravidez, da criação e da educação de seus filhos. E menos experiência significa salários menores.
* Mulheres apresentam uma probabilidade nove vezes maior do que os homens de sair do trabalho por "razões familiares". Menos tempo de serviço leva a menores salários.
* Homens trabalham mais semanas por ano do que mulheres.
* Homens apresentam a metade da taxa de absenteísmo das mulheres.
* Homens são mais dispostos a aturar longas viagens diárias para o local de trabalho.
* Homens são mais propensos a se transferir para locais indesejáveis em troca de empregos que pagam mais.
* Homens são mais propensos a aceitar empregos que exigem viagens constantes.
* No mundo corporativo, homens são mais propensos a escolher áreas de salários mais altos, como finanças e vendas, ao passo que as mulheres são mais predominantes em áreas que pagam menos, como recursos humanos e relações públicas.
* Quando homens e mulheres possuem o mesmo cargo, as responsabilidades masculinas tendem a ser maiores.
* Homens são mais propensos a trabalhar por comissão; mulheres são mais propensas a procurar empregos que deem mais estabilidade. O primeiro apresenta maiores potenciais de ganho.
* Mulheres atribuem maior valor à flexibilidade, a um ambiente de trabalho mais humano e a ter mais tempo para os filhos e para a família.
Os TOP 1% dos cargos executivos que ganham mais (CEOs, alto executivos, etc.), além de obviamente serem cargos que não estão acessíveis para 99% dos homens, simplesmente exigem um regime de trabalho, dedicação e sacrifício desumanos, uma jornada de 80 horas semanais, por se tratar de um ambiente altamente competitivo. De acordo com o psicólogo clínico canadense e professor de psicologia Jordan B. Peterson, “ao invés de perguntar por que há tantas poucas mulheres nos Top 100 CEO, deveríamos perguntar por que um homem gostaria de estar lá em primeiro lugar”.
Notas:
Em 2014, homens representaram 92,3% das mortes em acidentes de trabalho, “Porque o número de homens supera em muito o de mulheres nas profissões mais perigosas – porém mais bem pagas – que oferecem maior probabilidade de lesão ou morte relacionada ao trabalho”, aponta Mark Perry, economista, e acadêmico da American Enterprise Institute.
Certo estudo da Universidade de Massachusetts descobriu que, para cada criança que uma mulher tem seus ganhos diminuíram em cerca de quatro por cento.
A diretora-executiva do Independent Women’s Forum, Sabrina Schaeffer, certa vez disse: “Perpetuar o mito de que as mulheres são vítimas prejudica as mulheres, fazendo com que elas se sintam fracas, e isto as distrai do aprendizado de maneiras inteligentes de aumentar seus rendimentos e aumentar sua influência no ambiente de trabalho.”
Engraçado que considerando que a diferença salarial é quase nula, as feministas deviam era comemorar, mas não, elas precisam do mito para poder sustentar a narrativa fantasiosa da “opressão salarial” que sofrem, e vão continuar na escalada indefinida por obter mais e mais benesses e direitos, independente do que seja a verdade ou a realidade, sem nunca ter que arcar com as consequências disso.


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