13-08-2019, 09:56 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 13-08-2019, 10:09 PM por Velho Gonçalves.)
A discussão do tópico se bifurcou. A primeira via, diz respeito à arte da tatuagem em si; a segunda, os aspectos psicológicos de quem se tatua kkkkkk
Gosto de tatuagens! Em partes estratégicas, dependendo do desenho, valoriza muito: uma mina gostosa, com uma tatuagem na coxa... é dá hora!!! Não tem como falar disso e não mencionar a importância do estúdio! Já tive um ex cunhado que tatuou o esqueleto do He Man montado em um cavalo, segurando uma bandeira do São Paulo... tudo muito mal desenhado. Vi outro infeliz que tinha o rosto do Che Guevara. Inclinações políticas a parte, a foto clássica do Che Guevara (“o guerrilheiro heroico”, Tirada por Alberto Korda, num velório em 05/03/1960), é uma foto icônica. Mas, feita em um estúdio meia boca... não dava para saber se era o Che, Cazuza ou Patropi.
Apesar de achar legal, não tenho nenhuma tatuagem. Não por falta de coragem, mas por falta de inspiração mesmo: até hoje, não pensei em uma arte que, com certeza, não vou me arrepender em 10 anos. A galera precisa fazer auto avaliação sobre a motivação. E essa avaliação é difícil! Falo por mim mesmo... Ultimamente, ando lendo sobre filosofia, estoicismo. Eu acho que uma coisa muito perigosa é o nosso ego. Vai vendo... No começo do ano eu estava pensando em viajar pra África – um sonho de criança. Lembro que aproveitei e também cotei a hospedagem de uma semana no Egito... Seria fácil, pois “é ali perto”. Porém, um sentimento me bateu... Quando eu pensei em passar no Egito, o primeiro benefício que veio à minha mente foi PODER CONTAR AOS OUTROS QUE FUI AO EGITO, e não simplesmente apreciar as ruínas daquela civilização fodastica.
Muitos de nós temos Ego inflado as vezes! Porém, precisamos aprender a identificá-lo para poder domá-lo. Sobre isso, tenho a seguinte frase: Não tenhamos medo de morar em casas nas quais aranhas e cobras venenosas residem, desde que saibamos em quais “cantos e frestas” elas se escondem.
Porra! Não tenho vergonha de contar que pensei isso! Pelo menos, naquela hora, eu tive consciência do meu próprio ego, falando mais alto que a razão. Logo, abandonei a ideia e deixei tudo pra lá... Outra hora, com o ego menor e com vontade genuína, eu viajo rsrs. Concluindo, acho que fazer uma tatuagem tem muito a ver com essa experiência que relatei com relação à viagem ao Egito. A pessoa deve checar qual o primeiro beneficio que ela pensa quando tem a ideia de se tatuar, e ver se tal sentimento justifica o ato.
Plot twist: o infeliz da tatuagem do Che Guevara votou no Bolsonaro.

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