26-05-2019, 02:25 AM
Aqui vai uma opinião pessoal sobre o tema, de quem já não lê sobre MGTOW há um certo tempo, e que quando estava consumindo este tipo de material, foi no ápice da treta do HR com os caras.
Vamos lá, a Real e o MGTOW convergem, sim, em algumas áreas, por pregarem, ainda que por termos e meios distintos, o mesmo fim: a valorização dos homens e de seus interesses pessoais, em detrimento de qualquer pressão ou ideologia social em voga, especialmente àquelas que pregam contra a masculinidade. Portanto, se é pelo Relationship Strike ou pelo Desenvolvimento Pessoal, cada um terá as suas ferramentas para buscar a sua felicidade pessoal, independentemente de qualquer pregação no sentido de que a individualidade masculina é negativa.
Os germânicos possuem um brocardo muito interessante (e oportuno) sobre o presente tema, quando abordam a tolerância: Jeder soll nach seiner Façon selig werden ("Deixe todos encontrarem a salvação de acordo com suas próprias crenças").
Cada um é livre para trilhar um dos infinitos caminhos disponíveis a qualquer homem, mas a sua opção não lhe faz melhor do que o outro.
Real e MGTOW não são a mesma coisa, por uma conclusão lógica, já que a Real possui aplicabilidade à obtenção e manutenção de relacionamentos, que não são obrigatórios (no passado já foram), mas são tutelados pela Real, e, como muitos também pensam, resultaram até mesmo no desenvolvimento e estudo da Real. No âmbito do MGTOW, relacionamentos são relativazados e postos de lado, em prol do estudo de outras facetas e concepções diversas. De fato, alguns o demonizam, mas sendo honesto, relacionamentos não são o escopo do MGTOW, já que a felicidade estaria dentro do homem, e apenas ele poderia trilhar os caminhos que lhe convém, de forma livre, para buscá-la e externá-la.
Antes que alguém se antecipe, em que pese a exclusão da Real e MGTOW, notadamente quando trabalhados sobre a figura dos relacionamentos modernos, em outras áreas também tuteladas por ambas as ideologias, é possível verificar não apenas por convergência de ideias, mas por similitudes e complementações, especialmente na defesa dos interesses masculinos em prol do rompimento dos paradigmas sociais dominantes criados pelo marxismo cultural, que resultou na corrupção de valores sociais universais (ex. família).
Sobre o questionamento originário do tópico, e mantendo o respeito de outrora, creio que não. O MGTOW raiz (que menciono por não saber se já deturparam ou gourmetizaram), pregava um individualismo mais ferrenho, como uma tábua de salvação do homem na sociedade moderna, resultando na adoção, primeiramente, no marriage strike, e depois no relationship strike. Se há o interesse na formação de uma família, ou de um relacionamento, dependendo, portanto, de outra pessoa, significa que a felicidade não estava dentro do indivíduo, e que ele não trilhará o seu caminho sozinho, porquanto dependente de outrem, o que exclui a hipótese dele encarar sozinho o mundo. Noutro ponto de vista, não há como se aceitar a ideia do casamento ser um meio para um fim maior, uma vez que envolve outra pessoa e também por esbarrar na ética (instrumentalização de outra pessoa). Uma coisa é uma coisa coisa e outra coisa é outra coisa. Não há, portanto, como ser um MGTOW casado ao mesmo tempo, porque o matrimônio cai em um ponto de inflexão do MGTOW.
Ou você se fortalece e busca mecanismos para buscar o seu lugar ao Sol sozinho, na sua própria defesa, ou, vai pela postura mais conservadora de se preparar e de se cercar das pessoas corretas, para construir o seu legado (que será compartilhado). Assim, se alguém se diz MGTOW, mas vai casar ou casou, ele nunca foi um MGTOW.
Vamos lá, a Real e o MGTOW convergem, sim, em algumas áreas, por pregarem, ainda que por termos e meios distintos, o mesmo fim: a valorização dos homens e de seus interesses pessoais, em detrimento de qualquer pressão ou ideologia social em voga, especialmente àquelas que pregam contra a masculinidade. Portanto, se é pelo Relationship Strike ou pelo Desenvolvimento Pessoal, cada um terá as suas ferramentas para buscar a sua felicidade pessoal, independentemente de qualquer pregação no sentido de que a individualidade masculina é negativa.
Os germânicos possuem um brocardo muito interessante (e oportuno) sobre o presente tema, quando abordam a tolerância: Jeder soll nach seiner Façon selig werden ("Deixe todos encontrarem a salvação de acordo com suas próprias crenças").
Cada um é livre para trilhar um dos infinitos caminhos disponíveis a qualquer homem, mas a sua opção não lhe faz melhor do que o outro.
Real e MGTOW não são a mesma coisa, por uma conclusão lógica, já que a Real possui aplicabilidade à obtenção e manutenção de relacionamentos, que não são obrigatórios (no passado já foram), mas são tutelados pela Real, e, como muitos também pensam, resultaram até mesmo no desenvolvimento e estudo da Real. No âmbito do MGTOW, relacionamentos são relativazados e postos de lado, em prol do estudo de outras facetas e concepções diversas. De fato, alguns o demonizam, mas sendo honesto, relacionamentos não são o escopo do MGTOW, já que a felicidade estaria dentro do homem, e apenas ele poderia trilhar os caminhos que lhe convém, de forma livre, para buscá-la e externá-la.
Antes que alguém se antecipe, em que pese a exclusão da Real e MGTOW, notadamente quando trabalhados sobre a figura dos relacionamentos modernos, em outras áreas também tuteladas por ambas as ideologias, é possível verificar não apenas por convergência de ideias, mas por similitudes e complementações, especialmente na defesa dos interesses masculinos em prol do rompimento dos paradigmas sociais dominantes criados pelo marxismo cultural, que resultou na corrupção de valores sociais universais (ex. família).
Sobre o questionamento originário do tópico, e mantendo o respeito de outrora, creio que não. O MGTOW raiz (que menciono por não saber se já deturparam ou gourmetizaram), pregava um individualismo mais ferrenho, como uma tábua de salvação do homem na sociedade moderna, resultando na adoção, primeiramente, no marriage strike, e depois no relationship strike. Se há o interesse na formação de uma família, ou de um relacionamento, dependendo, portanto, de outra pessoa, significa que a felicidade não estava dentro do indivíduo, e que ele não trilhará o seu caminho sozinho, porquanto dependente de outrem, o que exclui a hipótese dele encarar sozinho o mundo. Noutro ponto de vista, não há como se aceitar a ideia do casamento ser um meio para um fim maior, uma vez que envolve outra pessoa e também por esbarrar na ética (instrumentalização de outra pessoa). Uma coisa é uma coisa coisa e outra coisa é outra coisa. Não há, portanto, como ser um MGTOW casado ao mesmo tempo, porque o matrimônio cai em um ponto de inflexão do MGTOW.
Ou você se fortalece e busca mecanismos para buscar o seu lugar ao Sol sozinho, na sua própria defesa, ou, vai pela postura mais conservadora de se preparar e de se cercar das pessoas corretas, para construir o seu legado (que será compartilhado). Assim, se alguém se diz MGTOW, mas vai casar ou casou, ele nunca foi um MGTOW.


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