28-04-2019, 03:15 AM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 28-04-2019, 03:33 AM por Remy LeBeau.)
O casamento como uma simples realização pessoal, é uma das maiores armadilhas possíveis ao homem moderno. É uma espécie de investimento de alto risco, sem garantia de retorno, se você pensar tanto pelo prisma do custo material e emocional da manutenção do matrimônio. Recorrendo à uma figura de linguagem, é como separar um pedaço de seu patrimônio, para um investimento não-rentável (se assim podemos chamar), visando atender um anseio, consciente de que não haverá retorno, tanto pelos custos inerentes, como pela dedicação emocional necessária, que independe da companheira. E convenhamos, casamento não é um hobby.
Alguns podem questionar o certo radicalismo, considerando que a Real é a ferramenta indispensável para a conservação e até mesmo liquidação de um casamento, e é aqui que o perigo dorme.
O risco advém da concepção de que para atender uma realização pessoal, você depende de outra pessoa, que possui os seus próprios sonhos, obrigações e peculiaridades. Significa, portanto, que para atender uma necessidade, você precisa depositar uma confiança tremenda em outrem. Aqui mora o perigo, porque é uma loteria, depende tanto da pessoa escolhida, como do seu grau de maturidade, da sua inteligência emocional, da própria paciência, da sua dedicação e do conhecimento realístico, isso sem ponderar as próprias peculiaridades da companheira. Por isso os riscos materiais e emocionais, que muitas vezes implicam na concepção prévia de que não haverá retorno, e o relacionamento será sempre permeado pelo "que seja eterno enquanto dure". Recorro, portanto, àquela concepção positiva do individualismo, do homem buscar uma abstração da realidade, no sentido de encontrar, independentemente de qualquer coisa, a felicidade dentro de si e de suas ações, de forma independente aos outros, antes de mais nada. Ter a crença de que antes mais nada, a nossa própria companhia, as nossas metas e os nossos objetivos, são suficientes, e que as interações sociais (positivas e negativas) são apenas figuras adicionais em nossas vidas. Ou seja, um casamento de sucesso e uma família honrada, são figuras que apenas acresçam à nossa existência, como resultados de uma árdua disciplina e amor próprio. E por outro lado, eventos negativos devem ser vistos como oportunidades de superação e aprendizado, para agregar maior conhecimento e experiência de vida.
Não se trata de se fechar para o mundo ou abdicar de algo, mas o interesse no casamento deve ser algo diverso do que um mero sonho na vida de um homem, sob pena de entregar de bandeja a outra pessoa (seja por sua competência ou incompetência), o expediente dela destruir ou não um sonho. E como sempre afirmo, ninguém tem esse direito. A reflexão, portanto, seja em casar ou não casar, advém de um método socrático: "Por que?".
Por que casar?
Casar para quê?
Qual a finalidade desse casamento?
O casamento é um meio para um fim maior?
E quais as implicações e obrigações de um casamento, que eu e minha companheira assumiremos?
Eu estarei realizado com esse casamento ou não?
E de onde onde vem essa realização? Do momento do "sim"? Da rotina do dia-a-dia? Da lua de mel?
[...]
O casamento não é um fim em si mesmo, mas algo que deve possuir um sentido e uma orientação. A felicidade não deve vir do matrimônio em si, mas do que ele pode proporcionar além do nosso estado de espírito, considerando o que almejamos: filhos, família, companhia, confiança e etc, sem perder de vista o quanto estamos dispostos em batalhar por isso, e das obrigações que também devemos contrair, para exigir da outra parte.
Por isso o debate na Real acerca do casamento é relativamente raso, porque ele é analisado superficialmente como um fim em si mesmo. A finalidada, as razões e o sentido não são analisados de forma aprofundada, diante dos já conhecidos riscos (divórcio, partilha...).
Um precedente sobre o tema muito estudado, e que gerou bastante polêmica, foi o tópico do usuário Nick Fury sobre infidelidade conjugal e GPs: http://legadorealista.com/fdb/showthread.php?tid=6963
Alguns podem questionar o certo radicalismo, considerando que a Real é a ferramenta indispensável para a conservação e até mesmo liquidação de um casamento, e é aqui que o perigo dorme.
O risco advém da concepção de que para atender uma realização pessoal, você depende de outra pessoa, que possui os seus próprios sonhos, obrigações e peculiaridades. Significa, portanto, que para atender uma necessidade, você precisa depositar uma confiança tremenda em outrem. Aqui mora o perigo, porque é uma loteria, depende tanto da pessoa escolhida, como do seu grau de maturidade, da sua inteligência emocional, da própria paciência, da sua dedicação e do conhecimento realístico, isso sem ponderar as próprias peculiaridades da companheira. Por isso os riscos materiais e emocionais, que muitas vezes implicam na concepção prévia de que não haverá retorno, e o relacionamento será sempre permeado pelo "que seja eterno enquanto dure". Recorro, portanto, àquela concepção positiva do individualismo, do homem buscar uma abstração da realidade, no sentido de encontrar, independentemente de qualquer coisa, a felicidade dentro de si e de suas ações, de forma independente aos outros, antes de mais nada. Ter a crença de que antes mais nada, a nossa própria companhia, as nossas metas e os nossos objetivos, são suficientes, e que as interações sociais (positivas e negativas) são apenas figuras adicionais em nossas vidas. Ou seja, um casamento de sucesso e uma família honrada, são figuras que apenas acresçam à nossa existência, como resultados de uma árdua disciplina e amor próprio. E por outro lado, eventos negativos devem ser vistos como oportunidades de superação e aprendizado, para agregar maior conhecimento e experiência de vida.
Não se trata de se fechar para o mundo ou abdicar de algo, mas o interesse no casamento deve ser algo diverso do que um mero sonho na vida de um homem, sob pena de entregar de bandeja a outra pessoa (seja por sua competência ou incompetência), o expediente dela destruir ou não um sonho. E como sempre afirmo, ninguém tem esse direito. A reflexão, portanto, seja em casar ou não casar, advém de um método socrático: "Por que?".
Por que casar?
Casar para quê?
Qual a finalidade desse casamento?
O casamento é um meio para um fim maior?
E quais as implicações e obrigações de um casamento, que eu e minha companheira assumiremos?
Eu estarei realizado com esse casamento ou não?
E de onde onde vem essa realização? Do momento do "sim"? Da rotina do dia-a-dia? Da lua de mel?
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O casamento não é um fim em si mesmo, mas algo que deve possuir um sentido e uma orientação. A felicidade não deve vir do matrimônio em si, mas do que ele pode proporcionar além do nosso estado de espírito, considerando o que almejamos: filhos, família, companhia, confiança e etc, sem perder de vista o quanto estamos dispostos em batalhar por isso, e das obrigações que também devemos contrair, para exigir da outra parte.
Por isso o debate na Real acerca do casamento é relativamente raso, porque ele é analisado superficialmente como um fim em si mesmo. A finalidada, as razões e o sentido não são analisados de forma aprofundada, diante dos já conhecidos riscos (divórcio, partilha...).
Um precedente sobre o tema muito estudado, e que gerou bastante polêmica, foi o tópico do usuário Nick Fury sobre infidelidade conjugal e GPs: http://legadorealista.com/fdb/showthread.php?tid=6963


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