03-03-2019, 10:07 PM
Olhem só... O assunto é muito simples, porém, muito interessante!
Embora não haja uma diferenciação entre mentira grande e mentira pequena (de acordo com a bíblia, pecado não tem tamanho), o ótimo exemplo que o colega Berlin escreveu (sobre a avó infartando), é uma prova de que aquilo que “podemos chamar” de mentira pequena, no fim das contas, é algo necessário para o bom convívio da sociedade.
De acordo com meu ponto de vista, este tipo de “mentirinha”, na verdade, poderia ser contextualizado como sendo uma forma super positiva e otimista de encarar o mundo (como a coisa do copo cheio pela metade). Fazemos isso o dia inteiro:
- De manhã, quando alguém nos pergunta se estamos bem, sempre respondemos que sim; embora as vezes estamos fodidos;
- Quando uma pessoa muito querida nossa pede algum conselho; mesmo sabendo que a situação é extremamente complicada, exageramos o otimismo – mentindo um pouco – para semear o ânimo e otimismo na pessoa;
- Estamos conversando com alguém, e esta pessoa faz uma referência e nos pergunta se sabemos (tal lugar, tal ator, tal música). Mesmo não sabendo nada daquela referência, em algumas situações dizemos que “sim”, apenas para o beneficio de fazer a conversa fluir, de maneira que o locutor não seja obrigado a parar para dar a explicação complementar (kkkk essa é foda, tenho certeza que muitos aqui fazem isso).
Por fim, não posso deixar de observar um fato extremamente negativo sobre essa questão de “mentirinha”, como ferramenta de amenizar situações causar otimismo. Se fizermos isso muitas vezes com uma mesma pessoa, iremos tirar dela o beneficio do aprendizado com o erro e com as dificuldades da vida. Fazer essa coisa de aumentar o otimismo, uma vez ali e outra acolá, é bem-vindo. Mas se isso for feito de forma demasiada, pode acabar ofuscando a realidade da vida da pessoa. É aquela máxima: as vezes a verdade dó, mas é necessária.

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