15-02-2019, 11:50 AM
(15-02-2019, 10:49 AM)Velho Gonçalves Escreveu:(15-02-2019, 09:18 AM)Papa Mike Escreveu: Bom, o próprio NA em seus livros sempre deixou claro que nao autoriza NENHUM tipo de adaptação das obras, creio que se aplicaria a possíveis traduções também.
Assunto encerrado!
Calma lá, adaptar ele diz basicamente mexer na obra, não dá pra saber se isso também se aplica a traduções. Na pior das hipóteses ainda dá para fazer obras derivadas, citando os textos dele dentro de uma nova síntese.
Quanto ao assunto principal... Eu observo no geral que os livros traduzidos do inglês para o português possuem uma linguagem diferente, digo na forma de descrever as coisas, montar as frases, o tom da conversa, como mostrar os pontos de argumentação e reforça-los, etc. Eles tem um jeito próprio de ser, por isso as traduções literais não são tão interessantes de ler.
O mesmo se aplicaria em levar o livro pra fora. Se for para inglês americano, terá maneirismos diferentes do inglês britânico, por exemplo, mas mesmo que seja num inglês mais geral, ainda terá que passar por uma adaptação que o torne um pouco diferente do que é.
É um projeto sem dúvida que vale a pena ser feito (eu vi o link lá do que não deu certo), se os gringos não deram muita bola primeiro por que talvez a tradução não alcançasse eles na linguagem ou nas referências do que eles já conhecem, segundo por que não foi anunciada como deve.
Nessahan é o Deus do masculinismo no Brasil, mas indo pra fora não seria nenhum salvador da pátria. É preciso valorizar Nessahan pela qualidade da sua escrita, pelos pensadores que ele faz referência e fazer todo o marketing da tradução a partir daí: do valor filosófico e artístico da obra, digamos assim.
O livro de Nessahan é muito bom e resistirá ao teste do tempo por causa desses fatores aí. É o que pode tornar o livro universal e lido daqui há 200 anos.


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