27-10-2018, 01:59 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 27-10-2018, 02:24 PM por Wild.)
Segunda metade: O preço da teimosia é descobrir a verdade
O que estava ocorrendo era óbvio, ela queria ficar enrolando nessa situação o quanto pudesse. Se aproveitando que eu não tomava nenhuma medida nem visando oficializar o fim do namoro pra todo mundo, nem pra reatar de vez.
Ela queria ficar sem o status de namoro entre nós dois, porém com os outros achando que lhe convinham (família, alguns amigos, pessoal do trabalho) achando que ela está. Escudo óbvio se aproveitar da situação pra poder malandrar o quanto quisesse com quem não sabia da situação, já que ela não entregava nada do relacionamento nas redes sociais. Ou pior, como veremos.
Houveram diversas ocasiões, uma certa vez teve uma vez que fomos só os dois numa chácara mais isolada que as coisas não deram muito bem e ela se chateou pelo conjunto da obra. Tiramos fotos de lá, mas também nada de postar fotos nossas juntos nas redes sociais (problema antigo da parte 1, lembram?).
Dessa vez faço um teste bem malandro e crio um álbum no Facebook com as nossas fotos, claro, tem um detalhe aqui: Só eu e ela poderíamos ver o álbum, ou seja, era só pra medir a reação da mesma. Ela além de frustrada ficou irritada com isso, e pediu para eu tirar as fotos, alegando que “estavam feias”.
Depois informei a ela que jamais postaria nada público sem autorização dela e que o álbum era só uma recordação pra nós dois, que ninguém mais teria como ver. Após um tempo, ela ainda zangada, disse que não seria problemas termos fotos juntos em redes sociais. Seiiiiiii. Claro, desde que devidamente pasteurizadas por ela, de forma a não estragar os esquemas da mesma.
Aí que a situação fica ruim, mas se aproximava o aniversário dela. Depois de uma TPM básica, as coisas parecem melhorar já que ela fica bem mais receptiva depois do período. Só que ela não quer comemorar no fim de semana do dia 19-20, quer por que quer comemorar o aniversário no meio da semana e insiste que quer fazer uma viagem com a família de um tio dela que tava na cidade, mas que morava na capital. Ela me diz que ia com eles de carro e depois voltava de ônibus.
Já estão sentindo daí o que vem?
Claro que ela me pega de surpresa e sem chance de poder viajar com ela. Daí prontamente ela avisa que não teria como eu ir, já que dependia de vaga no carro e etc etc etc. Depois ela, querendo aprovação (subconsciente da merda que estava prestes a fazer), pergunta se eu ia ficar chateado com isso. Eu respondo que não, afinal por fora só parecia ser uma viagem com a família pra poder aproveitar um fim de semana. Até onde eu sabia na época não teria por que desconfiar. Só lamentei o fato de não termos o fim de semana pra comemorar melhor o aniversário dela.
A esse ponto eu já tinha mudado a estratégia de forma que no fim ela mesmo me peça de namoro de volta admitindo os erros do passado. Pra isso tive que aproveitar a onda de bom humor dela e capitalizar em cima disso, agindo cautelosamente, porém apontando de forma como fosse ela “que não estava se dando uma chance de continuarmos”.
Foi um plano cuidadosamente bolado pra reverter o fato de estar se sentindo enrolada por mim e querer que eu tivesse a pedido de namoro de volta. Se o plano ia funcionar ou não, pouco importa, o que eu queria era ver o quanto ela ia se dobrar. No fim eu que não ia aceitar ficar com ela mesmo, só aproveitar da situação, mas sigamos a história.
Chegado o dia do aniversário, ela tem o que podemos chamar de um dia mágico. Eu da minha parte, que passei a maior parte do tempo com ela, garanto pra que ela tenha uma ótima experiência. Ela ficou completamente encantada com tudo, pois aproveitou como bem queria, curtindo comigo, com a família, o pessoal do trabalho (ela tirou folga uns dias) e o pessoal da faculdade. Ao fim do dia, depois dela voltar da faculdade, ainda a recebo mais uma vez, agora com um presentinho, e temos uma boa transa e fim de noite juntos.
Não está no gibi o quanto ela ficou feliz e até me agradeceu mais de uma vez, coisa muito rara da parte dela, diga-se de passagem, comentando o quanto a fiz se sentir especial e tal. No dia seguinte, que foi um dia mais calmo, na qual ela se preparava para a viagem para a capital (que seria cedo do dia seguinte) a gente conversa um pouco pelo WhtasApp.
As coisas pareciam estar andando enfim para “reatar o namoro”, daí ela diz apenas que vai tirar o fim de semana durante a viagem pra pensar (como se não tivesse tido tempo de sobra já) e que depois as coisas deveriam se resolver. Ficou implícito aqui que ela ia querer fingir jogar pelas regras (apesar de ser típico dela prometer uma coisa, mas tentar fazer outra meia medida) e enfim decidir o teor do relacionamento como sendo namoro. Ou não sendo de uma vez, não ficou 100% claro.
De toda forma eu iria sair ganhando por ela se decidindo por um por outro, saiamos desse joguinho de indefinição bem típico e ela teria o ego dobrado. Mas o jogo dela era me manter preso, lembrem disso. Ela poderia ter dada a resposta logo, mas realmente preferiu fazer a viagem. Só que eu já estava desconfiado de umas atitudes delas de me esconder o que tava conversando no celular e ter me mandado umas telas de um cara que ela tava conversando (era sobre outro assunto que ela tava pedindo opinião de uma compra), cuidadosamente omitindo quem era o cara.
No passado eu já tinha reparado que ela tinha a mania de tentar esconder os caras com que ficou ou namorou, a ponto de me mostrar um vídeo uma vez tentando esconder a cara de um ex dela que mal apareceu uma única vez nesse vídeo. Como a conversa era recente, ou era um ex dela na parada ou algo mais sério que ela tentava esconder de mim. Do pouco que falei liguei os pontos a algumas coisas que ela falou dele (o cara era professor e tal) e já suspeitei de um possível candidato, que era um cara pela qual ela parecia ter um crush no passado, sendo que já vi ela falando com ele uma vez que o encontramos, vários meses atrás, e meio sentido aranha apitou que tinha coisa errada daquela vez. Mas na hora descartei por motivos que vou explicar depois.
Nesse mesmo dia (o anterior a viagem) eu vou na casa dela na parte da tarde, pouco antes dela ir pra faculdade, pra gente passar uma tarde juntos, já que a gente não se veria mais antes da viagem que era cedo do outro dia. Quando ela sai pra tomar banho e deixa o celular de bobeira eu pego ele (foi algo bem ninja, estando na casa dela do lado dos pais dela) e depois de procurar um pouco encontro algo que me deixou pasmo.
Ela tava marcando de viajar de ônibus mesmo (isso é gastar a grana de ida e volta full) para se encontrar com esse camarada, sendo que já tinham até hotel reservado e planinhos de turistar, ir em shopping, etc. Detalhe, esse é um conhecido de vista meu daqui há mais de 10 anos, era músico de uma banda, que está atualmente morando no sul do estado trabalhando como professor. Detalhe maior ainda: O cara é NOIVO, ou ao menos é o que o perfil do Facebook dele mostra. A noiva dele parecer ser uma guria bem discreta, mas bonita e nova também.
Quando vejo a conversa lá vejo que ela vem planejando aquilo desde pelo menos a data da chácara, que ela ainda mostrou pra ele fotos que eu tirei do local. A data exata que começaram a planejar essa fugidinha sequer sei. Ou seja, até mesmo a ida pra gente ficar sozinho não foi bem uma tentativa de acertar as coisas, foi só mais uma parte da trama dela. Ou seja, fim de semana para pensar era desculpa esfarrapada pra ela viver as aventuras dela viajando sozinha e indo rodar na pica de um cara comprometido.
Assim que descobri, pouco antes dela ir faculdade, fiz mais um shit-test, descobri da boca dela que ela ia de ônibus ao perguntar a hora e fazer que queria ir me despedir dela, depois fazendo de conta como se eu quisesse ir também e ela ficou atônita, chegando a expressar em claro e bom tom que não quer que eu vá com ela. Claro, pois eu descobriria que era tudo armação sem falha. Mantive a fachada com se não soubesse de nada, mais uma vez, pra não estragar o clima no meio da casa dela.
Depois quando ela foi pra faculdade dela de algum jeito ela descobriu que eu tinha mexido no celular dela, ela começou a querer esbravejar nas mensagens dela pra mim e meio que falei como se tivesse descoberto tudo, mas sem nunca insinuar isso. E foi o que houve de fato, consegui reunir provas dos planos dos dois (que de novo, não espero nunca precisar usar), mas apenas refleti o que ela falou de forma graciosa. Como ela já estava calejada da outra vez que descasquei ela, ela já deve ter suposto que eu sabia muito de cara, mas não entreguei o quanto sabia. Ela tava em aula então não podia fazer nada além de mandar mensagens e ficar segurando a raiva. Nessa hora eu tava era só rindo já que ela descobriu antes de hora.
Eu não ia comentar nada e deixar ela viajar em paz, pra só depois que ela chegasse eu dar o fora definitivo de forma bem limpa e sem envolver ninguém. Só que depois das mensagens bravas na qual ela, que tenha a santa cara de pau de dizer “pensava em largar todo o resto de lado pra se dedicar exclusivamente ao nosso namoro” e que só ia “usar o fim de semana pra pensar na gente”, apenas respondo prontamente sem indicar saber nem muito nem pouco que “a gente já sabe de que maneira vai ser esse pensar seu”.
Dessa vez o jogo foi parecer saber muito, mas sem dizer exatamente o que sei, ou seja, blefar como se eu soubesse muito ou nada ao mesmo tempo. No que ela falou apenas refleti em igual tom, sem ser muito acusatório, mas sem ser condescendente também. Ela falou que o fim de semana era pra pensar então falei que “era isso mesmo” e então “ nesse caso vá aproveitar sua viagem que só falarei com você domingo de noite”. Prontamente a bloqueio em todas as redes sociais e começo a me livrar das coisas. O tópico das dicas para desintoxicar que fiz na verdade serviu mais pra mim mesmo, rs.
E lá vai ela, insiste em viajar. A partir do momento que ela entrou naquele ônibus selou o destino dela. Passam se os dias. Não vou mentir, foi um pouco sofrido pois as condições foram muito mais agravantes do que o primeiro, mas eu fico feliz de ter escapado dessa bomba e me recupero bem rápido, pois já sabia que algo assim cedo ou tarde iria acontecer. Descobri algo muito grave, por pura sorte, aos 45 do segundo tempo. Um caso reincidente de uma vadia que tentava me empurrar com a barriga, vendendo como namoradinho pra uns, enquanto tava cheia dos esquemas com todo tipo de homem por fora. Também aviso prontamente toda a minha família, inclusive para não receber mais esse tipo de gente aqui em casa.
Quando chega no domingo de noite apenas aviso unilateralmente por mensagem que deixe as minhas coisas que estão na casa dela na casa de um amigo meu em comum, que vou buscar lá depois, e que as coisas dela já estão esperando lá. Depois digo que “pensei sobre a gente” e que decidi apenas que não vou mais a procurar e que não vou causar nenhum tipo de problema a ela nem interferir em mais nada. Zero polêmica, zero briga, zero chororô, zero indidretas. Uma mensagem o mais neutra o possível.
Daí a bloqueio de novo, dessa vez espero que pra todo o sempre. Uns dias depois essa semana passada recupero minhas coisas na casa do referido amigo. Afinal nem me dar mais ao trabalho de ir buscar as coisas na casa dela eu quero mais. Uma pena, pois até iria se for pra ver a mãe dela, que sempre me recebeu muito bem e que muito respeito. A mãe dela talvez até hoje não saiba das andanças dessa filha dela. Essa guria moveu mundos e fundos pra não ter o aniversário dela no fim de semana, ou seja, enganou a família dela toda pra viver essa aventura.
Claro que eu já sabendo que cedo ou tarde a merda ia bater no ventilador, dessa vez fui bem safo pois tive a sorte de mais uma vez descobrir logo antes da merda sair, nos primeiros gases, huashaushau. Dei sorte e mais uma vez agradeço a Real. Fiz a burrada de teimar com uma guria que não presta, só por curiosidade mesmo e por pouco não ia pagar o preço de sangue por isso. Se eu tivesse, por exemplo, voltado a namorar com essa garota e só depois descobrir isso, ia ser simplesmente desgosto demais. Felizmente até agora não me incomodou a referida e espero que assim fique.
A lição de moral que fica aqui é o quão premeditado e diabólico podem ser os planos das mulheres para poder enganar e toda a dissimulação das mesmas. Essa não era uma menina inocente se descobrindo, e sim um projeto de vadia de comarca maior. Eu mesmo confesso que para uma garota tão nova, o plano foi quase que perfeito. Se eu não fosse uns bons anos mais velhos e calejado na Real, desconfiado, com as informações certas na hora exata, e um punhado bem grande de sorte, talvez nunca desconfiasse, achasse que fosse só uma viagem em família inocente. Real salva, só não vê quem não quer.
O resto vou abrir para interpretação de vocês, o relato já se estendeu demais. Podem comentar e perguntar que eventualmente eu vou cobrindo as partes e detalhes faltantes. Aceito se vier corredor de cabeça erguida mas com humildade, eu sei que minha atitude tá longe de ser a ideal, apesar de ter sido tudo proposital. Pra todos os efeitos aí está o relato pois ao menos alguém pode aprender algo disso.
Aos confrades, força e honra.
O que estava ocorrendo era óbvio, ela queria ficar enrolando nessa situação o quanto pudesse. Se aproveitando que eu não tomava nenhuma medida nem visando oficializar o fim do namoro pra todo mundo, nem pra reatar de vez.
Ela queria ficar sem o status de namoro entre nós dois, porém com os outros achando que lhe convinham (família, alguns amigos, pessoal do trabalho) achando que ela está. Escudo óbvio se aproveitar da situação pra poder malandrar o quanto quisesse com quem não sabia da situação, já que ela não entregava nada do relacionamento nas redes sociais. Ou pior, como veremos.
Houveram diversas ocasiões, uma certa vez teve uma vez que fomos só os dois numa chácara mais isolada que as coisas não deram muito bem e ela se chateou pelo conjunto da obra. Tiramos fotos de lá, mas também nada de postar fotos nossas juntos nas redes sociais (problema antigo da parte 1, lembram?).
Dessa vez faço um teste bem malandro e crio um álbum no Facebook com as nossas fotos, claro, tem um detalhe aqui: Só eu e ela poderíamos ver o álbum, ou seja, era só pra medir a reação da mesma. Ela além de frustrada ficou irritada com isso, e pediu para eu tirar as fotos, alegando que “estavam feias”.
Depois informei a ela que jamais postaria nada público sem autorização dela e que o álbum era só uma recordação pra nós dois, que ninguém mais teria como ver. Após um tempo, ela ainda zangada, disse que não seria problemas termos fotos juntos em redes sociais. Seiiiiiii. Claro, desde que devidamente pasteurizadas por ela, de forma a não estragar os esquemas da mesma.
Aí que a situação fica ruim, mas se aproximava o aniversário dela. Depois de uma TPM básica, as coisas parecem melhorar já que ela fica bem mais receptiva depois do período. Só que ela não quer comemorar no fim de semana do dia 19-20, quer por que quer comemorar o aniversário no meio da semana e insiste que quer fazer uma viagem com a família de um tio dela que tava na cidade, mas que morava na capital. Ela me diz que ia com eles de carro e depois voltava de ônibus.
Já estão sentindo daí o que vem?
Claro que ela me pega de surpresa e sem chance de poder viajar com ela. Daí prontamente ela avisa que não teria como eu ir, já que dependia de vaga no carro e etc etc etc. Depois ela, querendo aprovação (subconsciente da merda que estava prestes a fazer), pergunta se eu ia ficar chateado com isso. Eu respondo que não, afinal por fora só parecia ser uma viagem com a família pra poder aproveitar um fim de semana. Até onde eu sabia na época não teria por que desconfiar. Só lamentei o fato de não termos o fim de semana pra comemorar melhor o aniversário dela.
A esse ponto eu já tinha mudado a estratégia de forma que no fim ela mesmo me peça de namoro de volta admitindo os erros do passado. Pra isso tive que aproveitar a onda de bom humor dela e capitalizar em cima disso, agindo cautelosamente, porém apontando de forma como fosse ela “que não estava se dando uma chance de continuarmos”.
Foi um plano cuidadosamente bolado pra reverter o fato de estar se sentindo enrolada por mim e querer que eu tivesse a pedido de namoro de volta. Se o plano ia funcionar ou não, pouco importa, o que eu queria era ver o quanto ela ia se dobrar. No fim eu que não ia aceitar ficar com ela mesmo, só aproveitar da situação, mas sigamos a história.
Chegado o dia do aniversário, ela tem o que podemos chamar de um dia mágico. Eu da minha parte, que passei a maior parte do tempo com ela, garanto pra que ela tenha uma ótima experiência. Ela ficou completamente encantada com tudo, pois aproveitou como bem queria, curtindo comigo, com a família, o pessoal do trabalho (ela tirou folga uns dias) e o pessoal da faculdade. Ao fim do dia, depois dela voltar da faculdade, ainda a recebo mais uma vez, agora com um presentinho, e temos uma boa transa e fim de noite juntos.
Não está no gibi o quanto ela ficou feliz e até me agradeceu mais de uma vez, coisa muito rara da parte dela, diga-se de passagem, comentando o quanto a fiz se sentir especial e tal. No dia seguinte, que foi um dia mais calmo, na qual ela se preparava para a viagem para a capital (que seria cedo do dia seguinte) a gente conversa um pouco pelo WhtasApp.
As coisas pareciam estar andando enfim para “reatar o namoro”, daí ela diz apenas que vai tirar o fim de semana durante a viagem pra pensar (como se não tivesse tido tempo de sobra já) e que depois as coisas deveriam se resolver. Ficou implícito aqui que ela ia querer fingir jogar pelas regras (apesar de ser típico dela prometer uma coisa, mas tentar fazer outra meia medida) e enfim decidir o teor do relacionamento como sendo namoro. Ou não sendo de uma vez, não ficou 100% claro.
De toda forma eu iria sair ganhando por ela se decidindo por um por outro, saiamos desse joguinho de indefinição bem típico e ela teria o ego dobrado. Mas o jogo dela era me manter preso, lembrem disso. Ela poderia ter dada a resposta logo, mas realmente preferiu fazer a viagem. Só que eu já estava desconfiado de umas atitudes delas de me esconder o que tava conversando no celular e ter me mandado umas telas de um cara que ela tava conversando (era sobre outro assunto que ela tava pedindo opinião de uma compra), cuidadosamente omitindo quem era o cara.
No passado eu já tinha reparado que ela tinha a mania de tentar esconder os caras com que ficou ou namorou, a ponto de me mostrar um vídeo uma vez tentando esconder a cara de um ex dela que mal apareceu uma única vez nesse vídeo. Como a conversa era recente, ou era um ex dela na parada ou algo mais sério que ela tentava esconder de mim. Do pouco que falei liguei os pontos a algumas coisas que ela falou dele (o cara era professor e tal) e já suspeitei de um possível candidato, que era um cara pela qual ela parecia ter um crush no passado, sendo que já vi ela falando com ele uma vez que o encontramos, vários meses atrás, e meio sentido aranha apitou que tinha coisa errada daquela vez. Mas na hora descartei por motivos que vou explicar depois.
Nesse mesmo dia (o anterior a viagem) eu vou na casa dela na parte da tarde, pouco antes dela ir pra faculdade, pra gente passar uma tarde juntos, já que a gente não se veria mais antes da viagem que era cedo do outro dia. Quando ela sai pra tomar banho e deixa o celular de bobeira eu pego ele (foi algo bem ninja, estando na casa dela do lado dos pais dela) e depois de procurar um pouco encontro algo que me deixou pasmo.
Ela tava marcando de viajar de ônibus mesmo (isso é gastar a grana de ida e volta full) para se encontrar com esse camarada, sendo que já tinham até hotel reservado e planinhos de turistar, ir em shopping, etc. Detalhe, esse é um conhecido de vista meu daqui há mais de 10 anos, era músico de uma banda, que está atualmente morando no sul do estado trabalhando como professor. Detalhe maior ainda: O cara é NOIVO, ou ao menos é o que o perfil do Facebook dele mostra. A noiva dele parecer ser uma guria bem discreta, mas bonita e nova também.
Quando vejo a conversa lá vejo que ela vem planejando aquilo desde pelo menos a data da chácara, que ela ainda mostrou pra ele fotos que eu tirei do local. A data exata que começaram a planejar essa fugidinha sequer sei. Ou seja, até mesmo a ida pra gente ficar sozinho não foi bem uma tentativa de acertar as coisas, foi só mais uma parte da trama dela. Ou seja, fim de semana para pensar era desculpa esfarrapada pra ela viver as aventuras dela viajando sozinha e indo rodar na pica de um cara comprometido.
Assim que descobri, pouco antes dela ir faculdade, fiz mais um shit-test, descobri da boca dela que ela ia de ônibus ao perguntar a hora e fazer que queria ir me despedir dela, depois fazendo de conta como se eu quisesse ir também e ela ficou atônita, chegando a expressar em claro e bom tom que não quer que eu vá com ela. Claro, pois eu descobriria que era tudo armação sem falha. Mantive a fachada com se não soubesse de nada, mais uma vez, pra não estragar o clima no meio da casa dela.
Depois quando ela foi pra faculdade dela de algum jeito ela descobriu que eu tinha mexido no celular dela, ela começou a querer esbravejar nas mensagens dela pra mim e meio que falei como se tivesse descoberto tudo, mas sem nunca insinuar isso. E foi o que houve de fato, consegui reunir provas dos planos dos dois (que de novo, não espero nunca precisar usar), mas apenas refleti o que ela falou de forma graciosa. Como ela já estava calejada da outra vez que descasquei ela, ela já deve ter suposto que eu sabia muito de cara, mas não entreguei o quanto sabia. Ela tava em aula então não podia fazer nada além de mandar mensagens e ficar segurando a raiva. Nessa hora eu tava era só rindo já que ela descobriu antes de hora.
Eu não ia comentar nada e deixar ela viajar em paz, pra só depois que ela chegasse eu dar o fora definitivo de forma bem limpa e sem envolver ninguém. Só que depois das mensagens bravas na qual ela, que tenha a santa cara de pau de dizer “pensava em largar todo o resto de lado pra se dedicar exclusivamente ao nosso namoro” e que só ia “usar o fim de semana pra pensar na gente”, apenas respondo prontamente sem indicar saber nem muito nem pouco que “a gente já sabe de que maneira vai ser esse pensar seu”.
Dessa vez o jogo foi parecer saber muito, mas sem dizer exatamente o que sei, ou seja, blefar como se eu soubesse muito ou nada ao mesmo tempo. No que ela falou apenas refleti em igual tom, sem ser muito acusatório, mas sem ser condescendente também. Ela falou que o fim de semana era pra pensar então falei que “era isso mesmo” e então “ nesse caso vá aproveitar sua viagem que só falarei com você domingo de noite”. Prontamente a bloqueio em todas as redes sociais e começo a me livrar das coisas. O tópico das dicas para desintoxicar que fiz na verdade serviu mais pra mim mesmo, rs.
E lá vai ela, insiste em viajar. A partir do momento que ela entrou naquele ônibus selou o destino dela. Passam se os dias. Não vou mentir, foi um pouco sofrido pois as condições foram muito mais agravantes do que o primeiro, mas eu fico feliz de ter escapado dessa bomba e me recupero bem rápido, pois já sabia que algo assim cedo ou tarde iria acontecer. Descobri algo muito grave, por pura sorte, aos 45 do segundo tempo. Um caso reincidente de uma vadia que tentava me empurrar com a barriga, vendendo como namoradinho pra uns, enquanto tava cheia dos esquemas com todo tipo de homem por fora. Também aviso prontamente toda a minha família, inclusive para não receber mais esse tipo de gente aqui em casa.
Quando chega no domingo de noite apenas aviso unilateralmente por mensagem que deixe as minhas coisas que estão na casa dela na casa de um amigo meu em comum, que vou buscar lá depois, e que as coisas dela já estão esperando lá. Depois digo que “pensei sobre a gente” e que decidi apenas que não vou mais a procurar e que não vou causar nenhum tipo de problema a ela nem interferir em mais nada. Zero polêmica, zero briga, zero chororô, zero indidretas. Uma mensagem o mais neutra o possível.
Daí a bloqueio de novo, dessa vez espero que pra todo o sempre. Uns dias depois essa semana passada recupero minhas coisas na casa do referido amigo. Afinal nem me dar mais ao trabalho de ir buscar as coisas na casa dela eu quero mais. Uma pena, pois até iria se for pra ver a mãe dela, que sempre me recebeu muito bem e que muito respeito. A mãe dela talvez até hoje não saiba das andanças dessa filha dela. Essa guria moveu mundos e fundos pra não ter o aniversário dela no fim de semana, ou seja, enganou a família dela toda pra viver essa aventura.
Claro que eu já sabendo que cedo ou tarde a merda ia bater no ventilador, dessa vez fui bem safo pois tive a sorte de mais uma vez descobrir logo antes da merda sair, nos primeiros gases, huashaushau. Dei sorte e mais uma vez agradeço a Real. Fiz a burrada de teimar com uma guria que não presta, só por curiosidade mesmo e por pouco não ia pagar o preço de sangue por isso. Se eu tivesse, por exemplo, voltado a namorar com essa garota e só depois descobrir isso, ia ser simplesmente desgosto demais. Felizmente até agora não me incomodou a referida e espero que assim fique.
A lição de moral que fica aqui é o quão premeditado e diabólico podem ser os planos das mulheres para poder enganar e toda a dissimulação das mesmas. Essa não era uma menina inocente se descobrindo, e sim um projeto de vadia de comarca maior. Eu mesmo confesso que para uma garota tão nova, o plano foi quase que perfeito. Se eu não fosse uns bons anos mais velhos e calejado na Real, desconfiado, com as informações certas na hora exata, e um punhado bem grande de sorte, talvez nunca desconfiasse, achasse que fosse só uma viagem em família inocente. Real salva, só não vê quem não quer.
O resto vou abrir para interpretação de vocês, o relato já se estendeu demais. Podem comentar e perguntar que eventualmente eu vou cobrindo as partes e detalhes faltantes. Aceito se vier corredor de cabeça erguida mas com humildade, eu sei que minha atitude tá longe de ser a ideal, apesar de ter sido tudo proposital. Pra todos os efeitos aí está o relato pois ao menos alguém pode aprender algo disso.
Aos confrades, força e honra.


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