04-05-2018, 08:09 PM
(02-05-2018, 06:40 PM)Digons Escreveu: Relendo o tópico, é bem capaz de que a dama de honra jpa estivesse grávida antes mesmo de conhecer ele (como o Mente disse). Se ele tivesse pensado em um teste de DNA ao invés de aborto em primeiro lugar, talvez o destino dele, ao menos aqui no fórum, seria diferente.
O canto da sereia é FODA. Só quem já passou por uma situação similar entende. Quando dizem que a Real é na rua, não estão brincando. Longe de ser o advogado do diabo aqui, mas aposto que um terço dos que criticaram ele nunca passaram pelo famoso teste de fogo,
Confrade, com a devida vênia, me permita discordar de seu post, justamente porque milito no sentido contrário: Quem atirou pedra aqui o fez, justamente, por ter sobrevivido aos diversos testes impostos pela vida e pela Real.
McLovin não caiu só pelas burrices, pela soberba ou pela ignorância, caiu, também, pelo que ele representava: molecagem, zueira sem limites, hedonismo, putaria e etc. E isso era uma pedra cantada por quem acompanhava o fórum à época e acompanhava as suas postagens. Sim, o relato dele virou exemplo, justamente para que os demais tivessem noção de qual seria o destino daqueles que caminhassem pelo caminho que ele trilhou. Aqui cultuamos os exemplos de sucesso (em especial), como destacamos os exemplos de insucesso, para que todos tenham uma noção do que pode acontecer.
Entrar na Real, estar na Real e sobreviver na Real, também são testes. Os desvios, dificuldades, tentações e até mesmo uma vontade de desistir estão aí para todos nós. Ninguém está imune de tomar um chifre nas próximas 24 horas, como também não está imune de fazer alguma merda qualquer. Ninguém tem o controle exato do futuro, mas tem o controle das ações e atitudes a serem tomadas no presente, que trarão reflexos no futuro. McLovin pagou pelas escolhas de merda que tomou ao longo da Real. Não faltaram avisos, conselhos ou chamadas de atenção. Caiu por isso, mas também caiu por tudo que ele passou a representar: uma caricatura de um moleque brincalhão e zueiro, que achou que a vida nunca fosse lhe cobrar pelas atitudes que tomou no passado.
Independente da crença de qualquer um, o karma da vida é foda. É complicado. É implacável.
Ontem foi o dia dele. Amanhã pode ser o de qualquer um, que comece a fazer merda agora. Por isso nós (e eu me incluo), atiramos pedra nele, porque levamos a sério o que acontece aqui, o que ocorre aqui, o que é debatido aqui e, especialmente, o que é aplicado em nossas vidas particulares. A Real não é uma zueira. A vida não é uma brincadeira. E ele pagou justamente por brincar de ser um "hominho-realista-cafinha".
Como já dizia o Almirante Tamandaré: o preço da paz é a eterna vigilância. No mesmo sentido, os romanos: Si vis pacem, para bellum (se quer paz, prepara-se para a guerra). Desafiar a Matrix, e aceitar a Real é um teste. Conviver com a Real é um teste. Estudar a Real é um teste. Aplicar a Real é um teste. Resistir aos infortúnios é um teste. Quem convive com esses testes diariamente, e os enfrenta, por óbvio, se sentiu afrontado pela zueira que o McLovin representava, e pelo fato de que ele desafiou uma das regras mais básicas da Real: se afundar nos extremos. A Real para ele era uma brincadeira, ocorre que a vida não, e as consequências estão aí, para servir de exemplo.
Em que pese discordar, entendo o seu questionamento, mas é assim que a coisa funciona na natureza e na sociedade: o elo fraco do grupo é posto de lado. Ou o próprio elo não consegue acompanhar a matilha, e a abandona, ou é abandonado. Ele não sobreviveu aos testes diários que nós temos, e acabou sendo tragado para outro caminho. Que isto sirva de exemplo para todos nós.
Nós nos tornamos as próprias escolhas que tomamos.
Eu, e muitos aqui, escolhemos a Real. Ele não.


![[+]](https://legadorealista.com/fdb/images/vienna//collapse_collapsed.png)

