04-10-2012, 08:29 AM
(03-10-2012, 11:00 PM)Mestre Laveley Escreveu:(03-10-2012, 10:10 PM)Bright Escreveu:(03-10-2012, 09:37 PM)Mestre Laveley Escreveu: Fechou o tópico.
Nada mais a acrescentar.
Conselhos de classe não passam de parasitas cuja única função é extorquir o profissional com uma anuidade e, supostamente, responsabilizá-lo pelo desempenho irregular da profissão.
Afinal, se já existe procon, poder judiciário e responsabilidade civil e penal, porque diabos o profissional também deve se sujeitar a um conselho? Como se já não bastasse a máquina judiciária, temos de aguentar ainda mais uma estatal para cada profissão???
Quem garante que os tais conselhos não são influenciados politicamente para privilegiar um grupo seleto em detrimento dos demais? Acredite você ou não, há muita politicagem nos conselhos de classe.
Se você acha que médicos devem ser controlados por conselhos de classe por causa da responsabilidade, porque não aplicar o mesmo princípio às demais profissões? Elas também não podem colocar a vida de terceiros em risco?
Outra: se você acha que médico tem que ser obrigado a desembolsar valores absurdos para exercer a profissão, implicitamente, você é a favor da elitização do ramo. E, além disso, você é um dos que não podem reclamar dos altos preços das consultas e tratamentos médicos no Brasil.
Você interpretou mal o ponto que ele levantou. Ele só citou os conselhos de classe como órgãos reguladores que seriam uma "exigencia" a mais para os profissionais.
Alguns conselhos de classe exigem muito mais do que apenas um diploma pra te admitirem. Alguns fazem até prova (OAB).
Ou seja, querendo ou não, são outra peneira, além do diploma, a separar os "bons dos mal profissionais". No fundo foi isso que ele quis dizer: diplomas, conselhos de classe, etc, são alguns artifícios para separar o indivíduo preparado do despreparado. Meritocracia.
Ai você diria que isso não quer dizer nada pq hj em dia qualquer um pode ter diploma e entrar em um conselho de classe.
Só que ele não se ateve APENAS ao diploma e aos conselhos. Repare que ele disse: "Porém diploma não é atestado de competência de forma alguma, que só vem com a experiência e formação minimamente razoável"
Ou seja, poderia se excluir os diplomas? Poderia. Mas ai, oq separia os bons profissionais dos mal profissionais?
Empregador não tem bola de cristal pra saber se o cara é bom ou não, ele só vai saber depois que contratar, só que, obviamente, ele tem que saber antes de contratar. É ai que entra em cena o curriculo profissional, o diploma, o conselho de classe, etc, etc, etc. Esses todos são meios de dar uma certa legitimidade a competência do indivíduo.
É ai que o empregador vê que está empregando um indivíduo que realmente tem conhecimento de medicina e não um semi analfabeto se fazendo passar por médico.
Diploma só tem duas finalidades:
1 - Impedir que pessoas de famílias pobres consigam exercer aquela profissão a curto prazo.
2 - Permitir que o governo diga o que deve e o que não deve ser ensinado no curso (leia-se: doutrinar os universitários ao esquerdismo).
Você é um dos que defendem o exame da OAB, sob o pretexto de que esse exame seleciona os bons profissionais. Balela. O exame só faz o mesmo que concursos públicos: selecionar os melhores em decoreba. Decoreba e competência não são coisas que andam necessariamente juntas!
Por causa do curso de direito e da OAB, o número de advogados atuando é bem menor do que deveria ser, o que leva à formação de cartéis de advogados, que cobram preços extorsivos.
Se, ao invés disso, tivéssemos uma enxurrada de advogados atuando, os preços cairiam, cartéis iriam se desfazer e pessoas que não têm genuíno interesse na profissão iriam cair fora. Sem falar nos incompetentes.

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