12-05-2017, 02:42 AM
Durante muito tempo pipocaram vários tópicos sobre a relação entre filhos e pais, de gente querendo meter a Real neles e os caralho, entretanto, a maioria, lamentavelmente, eram relatos inócuos, ou leites com pêra querendo sair por aí fazendo merda. Considerando a apresentação do seu caso, é evidente que há aí diversas particularidades que devem ser analisadas.
Como eu sou extremamente prolixo, já antecipo que comungo da tese do Roland e que não existe um tutorial ou passo-a-passo do que fazer.
Você já possui uma certa idade e certas responsabilidades. O tempo maturou esse distanciamento entre vocês. Sobre essa questão, eu acho que isso é algo que diz respeito apenas a ti. Em que pese o vínculo paterno, você já citou que ele nunca assumiu as responsabilidades que possuía contigo, portanto, a decisão de manter contato ou não é sua. A essa altura, tal laço de afetividade só irá existir se você permitir/quiser. Ele não tem o poder de te influenciar ou forçar qualquer situação.
De qualquer forma, você terá de perdoá-lo. E eu não estou dizendo que deverá aceitar tudo que ele faz, mas entender que não deve, e nem pode, guardar qualquer remorso, e que deverá superar a ausência dele. Já foi. Já passou. E você conseguiu vencer na vida. Não se deixe guiar por qualquer sentimento negativo em relação a isso. Decida com base na razão.
Sobre essa tentativa de contato, não tome nenhuma decisão fundada na curiosidade, porque ela é uma armadilha. Se quer ouvir o lado dele, a história dele e etc, faça de livre e espontânea vontade, sem qualquer interesse, e sempre se baseando pelos seus próprios instintos. De qualquer forma, se ainda quiser, marque e faça isso ao vivo, para ver os trejeitos dele, a expressão facial e detectar eventuais mentiras, incongruências, verdades e migués. No mais, fale o mínimo possível, não exponha sua privacidade, se limite a falar apenas do que ele já sabe, não entre em discussões financeiras e escute muito. Preste atenção no que ele falar e sempre com muita reserva e desconfiança.
Por derradeiro, considerando que você disse que ele fez as coisas por dinheiro, provavelmente, repito, provavelmente, ele deve estar sondando você para ver como está a sua vida acadêmica e demais aspectos financeiros. Como operador do Direito, sabe que a obrigação dos alimentos também se opera entre filhos e pais, e ele deve estar dando uma mera sondada no terreno para um possível pedido futuro.
Ainda que eu ache que não seja o caso do seu pai, não exclua uma possível situação de redenção e busca pelo seu perdão. Veja isso com extremas reservas.
No mais, sempre desconfie. Nunca se guie pelos seus sentimentos ou pela fala dele, mas pela sua percepção e noção da realidade. Se for o caso, perdoe ele se sentir que deve e quer, caso contrário, cumpra a formalidade social e se afaste, mas prepare-se para o que vier. De qualquer jeito, não será surpreendido por nada que ele tente no futuro.
Como eu sou extremamente prolixo, já antecipo que comungo da tese do Roland e que não existe um tutorial ou passo-a-passo do que fazer.
Você já possui uma certa idade e certas responsabilidades. O tempo maturou esse distanciamento entre vocês. Sobre essa questão, eu acho que isso é algo que diz respeito apenas a ti. Em que pese o vínculo paterno, você já citou que ele nunca assumiu as responsabilidades que possuía contigo, portanto, a decisão de manter contato ou não é sua. A essa altura, tal laço de afetividade só irá existir se você permitir/quiser. Ele não tem o poder de te influenciar ou forçar qualquer situação.
De qualquer forma, você terá de perdoá-lo. E eu não estou dizendo que deverá aceitar tudo que ele faz, mas entender que não deve, e nem pode, guardar qualquer remorso, e que deverá superar a ausência dele. Já foi. Já passou. E você conseguiu vencer na vida. Não se deixe guiar por qualquer sentimento negativo em relação a isso. Decida com base na razão.
Sobre essa tentativa de contato, não tome nenhuma decisão fundada na curiosidade, porque ela é uma armadilha. Se quer ouvir o lado dele, a história dele e etc, faça de livre e espontânea vontade, sem qualquer interesse, e sempre se baseando pelos seus próprios instintos. De qualquer forma, se ainda quiser, marque e faça isso ao vivo, para ver os trejeitos dele, a expressão facial e detectar eventuais mentiras, incongruências, verdades e migués. No mais, fale o mínimo possível, não exponha sua privacidade, se limite a falar apenas do que ele já sabe, não entre em discussões financeiras e escute muito. Preste atenção no que ele falar e sempre com muita reserva e desconfiança.
Por derradeiro, considerando que você disse que ele fez as coisas por dinheiro, provavelmente, repito, provavelmente, ele deve estar sondando você para ver como está a sua vida acadêmica e demais aspectos financeiros. Como operador do Direito, sabe que a obrigação dos alimentos também se opera entre filhos e pais, e ele deve estar dando uma mera sondada no terreno para um possível pedido futuro.
Ainda que eu ache que não seja o caso do seu pai, não exclua uma possível situação de redenção e busca pelo seu perdão. Veja isso com extremas reservas.
No mais, sempre desconfie. Nunca se guie pelos seus sentimentos ou pela fala dele, mas pela sua percepção e noção da realidade. Se for o caso, perdoe ele se sentir que deve e quer, caso contrário, cumpra a formalidade social e se afaste, mas prepare-se para o que vier. De qualquer jeito, não será surpreendido por nada que ele tente no futuro.


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