03-08-2016, 10:32 PM
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(03-08-2016, 02:34 PM)Basileus Basileon Escreveu:(03-08-2016, 09:33 AM)Roland Escreveu: Basileus Basileon. Sem dúvidas uma das melhores entrevistas já realizadas pelo Barão. Levantar pela manhã e ler um relato desse calibre é inspirador para o resto do dia.
Acompanho as postagens do Basileus e noto que se porta com altivez, se expressa corretamente e é muito centrado. Dei algumas risadas lendo sua entrevista, especialmente na parte em que diz que vai dar N.A. para o filho ler antes de dormir; sensacional, é um cara criativo e com uma visão ampla do que acontece ao redor, isso fica muito claro.
Foi incisivo, mostrou a que veio. É um dos membros que mais respeito neste reduto e serve como referência, já que o aprendizado continua.
Gostaria de saber como vc lidou com a ausência do seu pai.
No mais, parabéns pelo relato e por ter dado a volta por cima. Precisamos de mais caras como vc.
Fico lisonjeado com os elogios, confrade! Me honra muito saber que o senhor dedica cinco minutos de seu tempo logado no fórum para ler alguma análise ou raciocínio meu. Muito obrigado pelos elogios!
Quanto ao questionamento, na verdade meu pai não fora ausente "fisicamente", mas sim do meu desenvolvimento como indivíduo, já que ele não participou ativamente de fases tão importantes como a infância e a adolescência, e, portanto, me fez falta aquela relação pai-e-filho, bem como um modelo masculino para me orientar no mundo.
Por isso, fui me virando com base na estratégia "tentativa e erro". Enfrentava o mundo e tentava algo. De cada 10 tentativas, 9 falhavam e 1 dava resultado. Entretanto, eu não tinha capacidade e malícia para entender os meus nove erros, quanto menos o único acerto.
Por sorte, conheci a Real em um momento oportuno. Quando parei de sacanagem e comecei a entender o que ela era, e até onde ela poderia me levar, muitas dúvidas e incertezas foram respondidas e medos superados.
O meu modelo masculino, portanto, foi o modelo masculino defendido pela Real, do homem racional, justo, íntegro, independente e etc, e não um outro ser humano. Abstrato e genérico? Sim, pois não tive alguém para me orientar quanto aos perigos da realidade, aí restou, já no final da adolescência, recorrer a um modelo teórico e aplicá-lo na prática. Aqui também marcou o meu amadurecimento como ser humano, já que eu era muito abobado, ingênuo e alienado do que é o mundo real, e nada fazia para mudar e melhorar.
Ao invés de virar um revoltado ou complexado, aprendi que nada que eu pudesse ter tentado naquela época poderia mudar os rumos da vida, pois eu não possuía controle sobre coisas que estavam acima de mim, bem como da impossibilidade de reescrever o passado. Assim, só me restou pegar o que tinha e ir em frente.:
Basileus, vc é praticamente um filho de N.A.. Agradeço pela resposta, vou refletir muito sobre o que vc disse.

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