03-08-2016, 04:35 PM
(03-08-2016, 01:15 PM)Maldonado Escreveu: Basileus,ótima entrevista sua e muita madura suas idéias.
Essas criticas que vc fez quanto a grande preocupação pelo feminino,concordo.Vejo muita preocupação pela vadiagem delas,o que elas fazem,suas escolhas,preocupação em chegar logo aos 30 para ver se uma novinha cai na rede...preocupações surreais além da preocupação demasiada pelo futuro,algo que nem temos controle,planos fazemos,mas não sabemos o que vem.
Você tem uma preocupação demais com o futuro?
Quando conheceu a real,também teve a fase de só pensar em mulher?
Quanto a religião em um casamento,vc tem essa ideia de se um dia casar arrumar uma mulher religiosa e ensinar seus filhos sobre religião e etc?
Obrigado pelas colocações, confrade. Fico feliz em saber que não sou o único que tem manifestado esse posicionamento. É um alento saber que fazemos parte da maioria, e que temos voz suficiente para criticar esse posicionamento muito frequente e dominante.
Quanto aos questionamentos suscitados, vamos lá!
1) Tenho, mas não é uma preocupação tão forte, salvo algumas situações muito particulares que me geram algum tipo de desesperança muito forte a ponto de me atrapalhar no presente.
Particularmente, minhas preocupações são mais individuais. Em resumo, questões financeiras, saúde e a possibilidade ou não de realizar alguns sonhos que eu tenho.
2) No começo não. Naquela época eu tinha mais curiosidade em saber no que errei, o que dava para mudar, como aquilo iria mudar a minha vida (e o esforço que isso envolveria), quando comecei a fazer uso dessas respostas na minha vida (e melhorar), voltei com a minha BM. Aí fiz uso da ginástica mental de "acreditar" que a minha BM era a exceção.
Quando de fato entrei na Real pra valer, passando da revolta inicial e de aceitar a realidade, entrei na fase cafa, aí sim comecei a pensar em mulher. Eu planejava utilizar da Real para conseguir buceta, na verdade, usar o Desenvolvimento Pessoal para pegar mulher, já que eu estava em um deserto sexual e o imediatismo me fez achar positivo que o fim do Desenvolvimento Pessoal deveria ser mulher.
Mas passada essa fase e o amadurecimento necessário, facilmente se percebe que a Real é algo mais profundo, e os sentimentos e instintos passam a ser racionalizados e controlados em prol de um individualismo positivo e grandioso.
3) Religião é um tema polêmico. Não foi algo que na minha educação foi muito valorado, tanto que a minha particular visão de mundo é mais filosófica do que religiosa ou científica.
Nessa toada, conheci a minha BM, ela, originalmente, era uma católica não praticante, que se converteu ao ateísmo, aliás um ateísmo bem radical. Naquela época, sem a Real, eu não via problemas no relacionamento. Posteriormente, ela "se converteu" e teve uma fase evangélica, mas era um miguezinho. Mais calejado pela Real, tratei aquilo com ceticismo.
Já a minha ex, originalmente, era atéia, mas não radical. Ocorre que ela se converteu na igreja Batista e começou a seguir um estilo de vida religioso porém flexibilizado, e tratei com ceticismo aquilo, fora que estava muito polarizado no desapego para valorar aquilo.
Se você perguntar agora qual das duas era melhor, direi que é a minha ex. Por causa da religião? Não sei, pois cheguei a essa conclusão com base nos valores individuais de cada uma, no meu melhoramento como indivíduo e na estabilidade do relacionamento.
Particularmente não dou tanto valor a isso. Já comentei aqui no fórum outra vez que no passado marmitei uma islâmica não praticante, por exemplo. Entre o caráter e a religião, confesso que iria valorar primeiramente o caráter no caso de buscar construir uma família + casamento, a tal ponto que se casar, casarei no civil e não no religioso, preferencialmente em uma cerimônia bem discreta e com poucos convidados. Portanto, no caso de encontrar uma companheira e o casório, a religião estaria em um segundo plano, de modo que se houver uma convergência de ideias, planos, cabeça, costumes, moral, ética e valores, eu não olharia para a crença.
Sobre a religião na educação da prole, acho isso proveitoso, mas sem ser imposto. Daria liberdade à(s) criança(s) para se situar(em) no mundo, e trabalharia alguns valores religiosos, muito mais pelas lições de moral contida, que ultrapassam uma religião e se tornam universais.


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