02-05-2016, 06:55 AM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 02-05-2016, 07:22 AM por Remy LeBeau.)
Agradeço aos elogios, confrades.
Gostaria novamente de reiterar que não estou desmerecendo esse tipo de leitura, ou desmerecendo quem as utiliza. O que eu chamo a atenção, e critico, é para a forma que ela é utilizada, e o excessivo valor que acabam dado para esse tipo de material. E fiz o mea culpa por também ter ido por esse caminho.
Uma vez perguntaram ao ex-jogador de futebol Vampeta qual era a opinião dele sobre as mandigas feitas no futebol. Ele respondeu que tudo que venha para somar, que não traga prejuízo ou faça mal, é válido. É o que eu penso. Se for um investimento para o concorrente montar o método de estudo dele, adaptá-lo e realizar um planejamento a médio-longo prazo para se aventurar no concurso, é sim um recurso válido e que ajuda. Agora, se o cara apostar as fichas nisso, tentar seguir tudo ao pé da letra e não tiver um preparação pretérita, não dá, não teria como.
Esse trecho que eu sublinhei aqui, é o concorrente fazer uma boa faculdade (não vadiar), conhecer a si próprio (vantagens e desvantagens), saber explorar as próprias vantagens e compensar as desvantagens, organização, planejamento e coragem. Se tudo isso aqui for substituído pelo livro, não vai vingar. Agora, se o livro vier para somar essas características, aí eu acredito que as chances aumentam.
Basicamente, é ser pragmático. A maioria bate na trave aqui, porque o pragmatismo não faz parte da cultura do brasileiro. Não basta sonhar e ter vontade de correr atrás, o indivíduo precisa transformar aquilo em uma meta, estabelecer planos, levantar objetivos e enfrentá-los. Criar um método de alcançar esse sonho e materializá-lo, mas a maioria prefere teorizar a situação e procrastina.
É um mercado bem fechado, específico e difícil de se aventurar. A maior parte dos cursos que são montados nessa área, são voltados para aqueles que objetivam aprender a área e utilizar o conhecimento para concursos. Por que? Só entra nessa área quem tem networking e Q.I com partido político ou político. Caso contrário, o esforço para atuar é pesado, para pegar ali casos pequenos de políticos de bairro. O filé mignon tá nos partidos políticos, sejam eles grandes, médios ou pequenos, a remuneração é boa.
Aí eu desanimei, porque cai naquela, o cara começa a "pagar" (indiretamente) para trabalhar na área, e acaba só se estressando.
Compensa aprender sobre Direito Eleitoral com um método de estudo próprio, com livros e material, de baixo custo para "quem sabe um dia se precisar". E guardar grana e tempo para pós ou cursos em áreas mais rentáveis, e fáceis de materializar em grana, de acordo com a realidade do advogado.
Como a advocacia respira por aparelhos, às vezes se o cara se aventura em uma área distante da realidade e faz um investimento pesado nela, dando um passo maior que a perna, depois para arrumar é um pepino, ou, muitas vezes um investimento completamente perdido e inútil, fora um passivo pesado.
Eu tinha sérias restrições em usar, na sala de aula, notebooks. Focava no caderno e nos livros. Até que no último ano, por causa da monografia, passei a utilizar o notebook direto. Foi absurdo o aumento de rendimento que eu tive, focando apenas para trabalho e estudo. Mas é aquilo, eu fiquei de extrema vacilação e demorei para perceber isso, saindo atrasado.
Gostaria novamente de reiterar que não estou desmerecendo esse tipo de leitura, ou desmerecendo quem as utiliza. O que eu chamo a atenção, e critico, é para a forma que ela é utilizada, e o excessivo valor que acabam dado para esse tipo de material. E fiz o mea culpa por também ter ido por esse caminho.
Uma vez perguntaram ao ex-jogador de futebol Vampeta qual era a opinião dele sobre as mandigas feitas no futebol. Ele respondeu que tudo que venha para somar, que não traga prejuízo ou faça mal, é válido. É o que eu penso. Se for um investimento para o concorrente montar o método de estudo dele, adaptá-lo e realizar um planejamento a médio-longo prazo para se aventurar no concurso, é sim um recurso válido e que ajuda. Agora, se o cara apostar as fichas nisso, tentar seguir tudo ao pé da letra e não tiver um preparação pretérita, não dá, não teria como.
Esse trecho que eu sublinhei aqui, é o concorrente fazer uma boa faculdade (não vadiar), conhecer a si próprio (vantagens e desvantagens), saber explorar as próprias vantagens e compensar as desvantagens, organização, planejamento e coragem. Se tudo isso aqui for substituído pelo livro, não vai vingar. Agora, se o livro vier para somar essas características, aí eu acredito que as chances aumentam.
Basicamente, é ser pragmático. A maioria bate na trave aqui, porque o pragmatismo não faz parte da cultura do brasileiro. Não basta sonhar e ter vontade de correr atrás, o indivíduo precisa transformar aquilo em uma meta, estabelecer planos, levantar objetivos e enfrentá-los. Criar um método de alcançar esse sonho e materializá-lo, mas a maioria prefere teorizar a situação e procrastina.
(01-05-2016, 09:51 PM)John Escreveu: Interessante seu relato, Basileus.Vou colocar a resposta no spoiler para não ficar um troço grande demais.
Estou na metade da graduação ainda e confesso que fiquei curioso sobre aonde me encaixaria nessa classificação que você fez, e tomara que eu esteja (ou atualmente ou em um futuro não tão distante) entre as opções 1 e 2.
Se você pudesse escrever mais sobre o assunto (perfil dos estudantes aprovados, dos reprovados, mundo do concurso, cursinhos, etc), ficaria muito agradecido.
Spoiler:
(01-05-2016, 10:35 PM)Roland Escreveu: O relato e as considerações do Basileus são bastante relevantes.Uma vez pintou por aqui uma oportunidade de participar de um curso nessa área. De imediato eu fiquei tentado, porque seria uma oportunidade de qualificar o currículo, e também de não entrar liso nessa área, mas com uma bagagem acadêmica. Entretanto, antes de me empolgar, decidi fazer uma pesquisa desse ramo aqui na minha área e encontrei algumas considerações pertinentes.
A propósito, o edital pra Promotor aqui no RS é uma monstruosidade, tem pelo menos 8 páginas de matérias, que somam ao total umas 20 disciplinas, muitas das quais não tive durante a faculdade, como Direito Eleitoral. Tenho estudado por ele, porque penso que, assim, me preparo para qualquer outro que aparecer (com exceção de juiz federal).
Certo é que concurso é dedicação, sacrifício e alguma sorte também.
É um mercado bem fechado, específico e difícil de se aventurar. A maior parte dos cursos que são montados nessa área, são voltados para aqueles que objetivam aprender a área e utilizar o conhecimento para concursos. Por que? Só entra nessa área quem tem networking e Q.I com partido político ou político. Caso contrário, o esforço para atuar é pesado, para pegar ali casos pequenos de políticos de bairro. O filé mignon tá nos partidos políticos, sejam eles grandes, médios ou pequenos, a remuneração é boa.
Aí eu desanimei, porque cai naquela, o cara começa a "pagar" (indiretamente) para trabalhar na área, e acaba só se estressando.
Compensa aprender sobre Direito Eleitoral com um método de estudo próprio, com livros e material, de baixo custo para "quem sabe um dia se precisar". E guardar grana e tempo para pós ou cursos em áreas mais rentáveis, e fáceis de materializar em grana, de acordo com a realidade do advogado.
Como a advocacia respira por aparelhos, às vezes se o cara se aventura em uma área distante da realidade e faz um investimento pesado nela, dando um passo maior que a perna, depois para arrumar é um pepino, ou, muitas vezes um investimento completamente perdido e inútil, fora um passivo pesado.
(01-05-2016, 11:00 PM)AKRAME Escreveu: O Basileu matou a pau...Sim, confrade, nada substitui o método clássico da velha guarda. Mas esses artigos da modernidade não são vilões, o que fode é que a maioria usa isso para se distrair ou se alienar das coisas. Dá para estudar fazendo uso de e-books, fazendo uso rápido do control+f para puxar uma informação relevante, acompanhar vídeo-aulas e pesquisar materiais acadêmicos sobre determinados assuntos, mas os caras preferem usar isso para se sabotar, não é? Aí complica. Eles podem ajudar ou ser vilões, depende de quem usa e como usa.
O negócio é B.H.C
Bunda -cadeira-Hora ...
Eu tinha sérias restrições em usar, na sala de aula, notebooks. Focava no caderno e nos livros. Até que no último ano, por causa da monografia, passei a utilizar o notebook direto. Foi absurdo o aumento de rendimento que eu tive, focando apenas para trabalho e estudo. Mas é aquilo, eu fiquei de extrema vacilação e demorei para perceber isso, saindo atrasado.


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