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Direito - A carreira juridica no Brasil
Offline Remy LeBeau
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#149
02-05-2016, 06:55 AM (Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 02-05-2016, 07:22 AM por Remy LeBeau.)
Agradeço aos elogios, confrades.
Gostaria novamente de reiterar que não estou desmerecendo esse tipo de leitura, ou desmerecendo quem as utiliza. O que eu chamo a atenção, e critico, é para a forma que ela é utilizada, e o excessivo valor que acabam dado para esse tipo de material. E fiz o mea culpa por também ter ido por esse caminho.
Uma vez perguntaram ao ex-jogador de futebol Vampeta qual era a opinião dele sobre as mandigas feitas no futebol. Ele respondeu que tudo que venha para somar, que não traga prejuízo ou faça mal, é válido. É o que eu penso. Se for um investimento para o concorrente montar o método de estudo dele, adaptá-lo e realizar um planejamento a médio-longo prazo para se aventurar no concurso, é sim um recurso válido e que ajuda. Agora, se o cara apostar as fichas nisso, tentar seguir tudo ao pé da letra e não tiver um preparação pretérita, não dá, não teria como.

Esse trecho que eu sublinhei aqui, é o concorrente fazer uma boa faculdade (não vadiar), conhecer a si próprio (vantagens e desvantagens), saber explorar as próprias vantagens e compensar as desvantagens, organização, planejamento e coragem. Se tudo isso aqui for substituído pelo livro, não vai vingar. Agora, se o livro vier para somar essas características, aí eu acredito que as chances aumentam.
Basicamente, é ser pragmático. A maioria bate na trave aqui, porque o pragmatismo não faz parte da cultura do brasileiro. Não basta sonhar e ter vontade de correr atrás, o indivíduo precisa transformar aquilo em uma meta, estabelecer planos, levantar objetivos e enfrentá-los. Criar um método de alcançar esse sonho e materializá-lo, mas a maioria prefere teorizar a situação e procrastina.

(01-05-2016, 09:51 PM)John Escreveu: Interessante seu relato, Basileus.

Estou na metade da graduação ainda e confesso que fiquei curioso sobre aonde me encaixaria nessa classificação que você fez, e tomara que eu esteja (ou atualmente ou em um futuro não tão distante) entre as opções 1 e 2.

Se você pudesse escrever mais sobre o assunto (perfil dos estudantes aprovados, dos reprovados, mundo do concurso, cursinhos, etc), ficaria muito agradecido.
Vou colocar a resposta no spoiler para não ficar um troço grande demais.
Show ContentSpoiler:
Aí é uma análise pessoal, hehehe. Mas se estiver fazendo aquela gordurinha, e planejando o futuro, no mínimo estaria na opção 2. E acredite, são poucos na graduação que estão aqui. Aqueles discursos de virar promotor ou juiz? Vagos. É só sonho e aspiração, sem nenhum transpiração, em sua grande maioria.
Aqui vai um causo. Me lembro de um casal da faculdade. Estávamos no 4º ano, e acredite, o casal achava que para virar juiz ou promotor, bastava se formar e passar direto no concurso. Quando descobriram que era necessário 3 anos de prática como funça, ou advogado, ou estágio de pós, já era tarde demais.

O que eu poderia acrescer aqui do que já se discute sobre os concursos é:
1) Dos aprovados, a maioria do perfil apresenta alto poder aquisitivo. Consequentemente possuem acesso as obras mais robustas e recentes, além da possibilidade de investimento nos cursinhos, que não são tão baratos. Ademais, joga favoravelmente aqui uma reserva financeira. Normalmente a família (quase sempre da área), banca o concorrente para que ele se dedique SÓ aos estudos, enquanto outros trabalham E estudam.
Não é um critério matemático, mas do que eu já vi. De cada 10 aprovados, 8 tem alto poder aquisitivo, desses 8, pelo menos uns 7 a família já é da área jurídica. Aí aquele networking do aprovado, já vem de "berço".
O perfil do aprovado eu respondo ao longo do texto, pode confiar, hehehe;

2) Dos reprovados, o que me chama a atenção é o emocional e a ausência do planejamento. A questão do planejamento eu já abordei ali antes, a pessoa não consegue formular um método, objetivos e metas para atingir o sonho dela. Normalmente o cara só abaixa a cabeça e estuda, fica um pouco bitolado e não consegue emplacar. Ótimo que ela esteja estudando, mas ela tem que saber estudar. O investimento (esforço e tempo) é feito todo errado, porque a pessoa não se conhece. Ela quer dividir igualitariamente o tempo para cada matéria, e não sabe explorar as vantagens de dominar determinado ramo e área, para focar com mais afinco em uma dificuldade. Em resumo, até pode ser inteligente e obstinado, mas a pessoa não sabe o que fazer para tirar vantagem disso.
Na faculdade existem matérias que gostamos e aprendemos com facilidade, certo? Existem aquelas que estudamos só para as provas e não assimilamos, certo? E tem aquelas que são fodas de aprender, certo?

Um pragmático faz um planejamento de estudo só com base nisso, e consegue render até mais do que aqueles que possuem facilidade de aprender e excelente memorização. Ele alivia a carga nas matérias que são fáceis; conserva esforço para aprender o que não sabe; e estuda de forma moderada aquilo que ele não fixou. Já aqueles com mais facilidade, são tentandos a aplicar o mesmo esforço sobre essas matérias, sobrecarregando a si próprio, gastando tempo com algo que ele domina e não rendendo sobre aquilo que interessa.

Veja, o conteúdo é igual para todos. A, B e C vão estudar as mesmas figuras. O que diferencia um candidato de outro é COMO ele vai estudar aqui. A maioria quer se jogar em cima da maior quantidade possível de conteúdo, mas não sabe nem como fazer para aprender e assimilar a matéria.

Sobre o emocional, é uma análise pessoal. Eu não vejo o concurso como uma competição de candidatos, mas sim como um teste individual, mais ou menos como o vestibular. Passa aquele que está preparado, que atende os requisitos mínimos. O concurso não é uma "arena de batalha" em que os caras vão sair na porrada, e aquele que aguentar de pé vence. Digo isso porque vejo POLARIZAÇÕES entre os concorrentes.
1) Tem gente que quer fazer amizade com todos e agradar a todos;
2) Tem gente que só falta sair na mão com o outro candidato.
Também falo isso porque já fui aluno de cursinho que fazia os alunos cantarem gritos de guerra. Coisas do tipo eram alunos do curso A, vão passar no concurso, são picas da galáxia e coisa e tal. Precisa disso? Ao meu ver não. O candidato tem que estar tranquilo e favorável consigo próprio, focado em si, e foda-se outros cursinhos e concorrentes. Esse clima belicioso atrapalha com a paz de espírito e a mente de qualquer um, além de ser desnecessário...

O que acontece é que as pessoas perdem o foco de si e sua individualidade, e começam a se preocupar com o outro. "Fulano vai bem nessa matéria, preciso estudar mais ela, ou ele pontua bastante aqui”; "Fulano não manja dessa aqui, não preciso me preocupar muito com ela então, porque ele não me alcança". Entende? O cara tira o foco dele, coloca nos outros, modifica e altera o ritmo e o método por causa de terceiros, porque ele se sente ameaçado pela suposta "competição", não consegue agir com frieza e manter a calma. O estudo deixa de ser individual, mas a passa a seguir a ótica do "concorrente", que é outra pessoa, com outras vantagens e desvantagens.

Não precisa bancar o antissocial. Se cercar de pessoas certas que ESTIMULAM POSITIVAMENTE a persistir no estudo, a lutar pelos sonhos e a manter o seu ritmo e método já ajuda bastante a criar um clima tranquilo.

3) Sobre o concurso já antecipei ali a minha visão, mas só acrescenteria que é algo individual. Não existe "competição", existe uma prova que mede o conhecimento e o candidato que está com ele. Ele tem que "provar" que possui o conhecimento, para ele provar, ele precisa ter o conhecimento, e ele terá o conhecimento através do método dele de estudo.
O conhecimento (a resposta certa), é a mesma para todos ali. Cada um chegará nela através do método individual de estudo, é aqui que o cara tem que estar focado, em render o máximo sem praticar a auto-sabotagem.
Eu diria que o conhecimento exigido de um candidato para passar, pode ser dividido em 70% faculdade e 30% estudo para o concurso. É na faculdade que o cara se conhece. Descobre potenciais e dificuldades. Se ele come bola aqui, está levantando uma barreira que jogará contra na hora que entrar para estudar para o concurso, porque vai comprometer o investimento do estudo (tempo e esforço) para corrigir essa deficiência.

Outra concepção individual sobre concurso que eu tenho, e que pode soar contraditório com o que estou dizendo, é que não acho ele justo. Explico a seguir:
Se o mundo dos concursos fosse justo, essa justiça seria aplicada para todos os concorrentes. Mas infelizmente existirão dissonâncias. Se ele fosse justo, os obstinados passariam e os vagabundos ficariam para trás, mas não é bem assim. Existirão irregularidades, situações inexplicáveis, corrupção, fraude e por aí vai. Portanto, adianta gastar tempo e esforço criando conjecturas sobre este procedimento? Adianta se preocupar mais com outro concorrente do que consigo próprio? Adianta ficar de vitimização? Novamente, é tirar o foco de si e colocá-lo sobre coisas que não favorecem o estudo.
O concurso é justo para o candidato só, não para todos que concorrem nele. Ele vai ser justo com quem está compromissado consigo próprio e dando a vida ali. Quem está se auto-enganando e de zueira, não vai passar. O concurso é um espelho do candidato, se ele é um bosta, a nota vai ser aquilo, se ele botou o coração na ponta da chuteira, ao menos, e eu repito AO MENOS, o cara cai atirando. Ao menos tentou, puxou o revólver e atirou, pode ter caído, mas lutou. Muitos acabam abatidos com a arma no coldre e fria, e esses são os preguiçosos e medrosos que são o grosso das "casualidades" dos rankings.

4) Sobre cursinho. Serve causos?
Já vi um cara que estava fazendo cursinho PELA PRIMEIRA VEZ, fazendo promessa de que se não passasse iria se matar;
Naquele ritmo da polarização, vi casais se formarem e se desfazerem. Vi pessoas saírem na porrada em sala de aula, porque estavam competindo nos simulados (faltando pelo menos 1 mês para a prova) por causa do stress.

O cara que entrou no cursinho, não tem que entrar lá pra estudar. Tem que ir pro cursinho já estudando, e para complementar o conteúdo que ele já tem, e já no ritmo de preparação, aplicando irrestritamente o método dele. De volta, se ele vai lá para aprender a matéria, para começar a estudar ou para tentar desenvolver o método de estudo, lamento dizer mas já está em extrema desvantagem. E ELE se colocou nesse cenário ruim.

Pra arrematar, porque eu sei que exagerei, rs.
Algumas questões pessoais como o estudo são tratadas internamente, através do auto-conhecimento e da iniciativa da pessoa em criar a consciência, e a coragem, de investir em si própria, administrar isso e ir tocando. Se projetar essas mudanças para um livro ou para terceiros, olha, eu lamento dizer, mas creio que não dá certo.

(01-05-2016, 10:35 PM)Roland Escreveu: O relato e as considerações do Basileus são bastante relevantes.

A propósito, o edital pra Promotor aqui no RS é uma monstruosidade, tem pelo menos 8 páginas de matérias, que somam ao total umas 20 disciplinas, muitas das quais não tive durante a faculdade, como Direito Eleitoral. Tenho estudado por ele, porque penso que, assim, me preparo para qualquer outro que aparecer (com exceção de juiz federal).

Certo é que concurso é dedicação, sacrifício e alguma sorte também.
Uma vez pintou por aqui uma oportunidade de participar de um curso nessa área. De imediato eu fiquei tentado, porque seria uma oportunidade de qualificar o currículo, e também de não entrar liso nessa área, mas com uma bagagem acadêmica. Entretanto, antes de me empolgar, decidi fazer uma pesquisa desse ramo aqui na minha área e encontrei algumas considerações pertinentes.

É um mercado bem fechado, específico e difícil de se aventurar. A maior parte dos cursos que são montados nessa área, são voltados para aqueles que objetivam aprender a área e utilizar o conhecimento para concursos. Por que? Só entra nessa área quem tem networking e Q.I com partido político ou político. Caso contrário, o esforço para atuar é pesado, para pegar ali casos pequenos de políticos de bairro. O filé mignon tá nos partidos políticos, sejam eles grandes, médios ou pequenos, a remuneração é boa.
Aí eu desanimei, porque cai naquela, o cara começa a "pagar" (indiretamente) para trabalhar na área, e acaba só se estressando.

Compensa aprender sobre Direito Eleitoral com um método de estudo próprio, com livros e material, de baixo custo para "quem sabe um dia se precisar". E guardar grana e tempo para pós ou cursos em áreas mais rentáveis, e fáceis de materializar em grana, de acordo com a realidade do advogado.
Como a advocacia respira por aparelhos, às vezes se o cara se aventura em uma área distante da realidade e faz um investimento pesado nela, dando um passo maior que a perna, depois para arrumar é um pepino, ou, muitas vezes um investimento completamente perdido e inútil, fora um passivo pesado.

(01-05-2016, 11:00 PM)AKRAME Escreveu: O Basileu matou a pau...
O negócio é B.H.C
Bunda -cadeira-Hora ...
Sim, confrade, nada substitui o método clássico da velha guarda. Mas esses artigos da modernidade não são vilões, o que fode é que a maioria usa isso para se distrair ou se alienar das coisas. Dá para estudar fazendo uso de e-books, fazendo uso rápido do control+f para puxar uma informação relevante, acompanhar vídeo-aulas e pesquisar materiais acadêmicos sobre determinados assuntos, mas os caras preferem usar isso para se sabotar, não é? Aí complica. Eles podem ajudar ou ser vilões, depende de quem usa e como usa.
Eu tinha sérias restrições em usar, na sala de aula, notebooks. Focava no caderno e nos livros. Até que no último ano, por causa da monografia, passei a utilizar o notebook direto. Foi absurdo o aumento de rendimento que eu tive, focando apenas para trabalho e estudo. Mas é aquilo, eu fiquei de extrema vacilação e demorei para perceber isso, saindo atrasado.
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