01-05-2016, 09:03 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 01-05-2016, 09:08 PM por Remy LeBeau.)
(01-05-2016, 05:49 PM)Aquiles Escreveu: Eu já sou formado mas futuramente estou pensando em fazer direito.
- edit. se compensar, claro.
Spoiler:
E quem não tem nenhum modelo ou pessoa próxima que tenha obtido sucesso na prática para se aconselhar? Nada foge a possibilidade de buscar um livro ou outra fonte que o auxilie nesse processo inclusive aprendizagem, portanto a meu ver, válido
Claro que tem muita baboseira no mercado, aproveitadores, mas vale a máxima de distinguir o joio do trigo.
William Douglas é referência na área. Já li seu livro, tem dicas sim, é mais um geral, nada muito aprofundado, mas pega todos os aspectos, sendo mais voltado para área do direito, porque tem capítulos sobre oratória, apresentação pessoal, jurisprudência, etc. mas serve para qualquer área.
É bem didático e prazeroso de ler. Se quiser fugir um pouco mais do título autoajuda foque na versão prática e resumida - dizem que não perde em nada. Muitos serão pontos comuns e coisas que você já sabe porém alguma coisa você poderá absorver de útil.
Eu acho que é praticamente impossível um cara (por mais analfabeto funcional que ele seja) se formar hoje em uma graduação (seja ela qual for, pública ou privada) sem ter um método de estudo, nem que seja decoreba (que é método) ou ler algo antes da prova (também é método). Ainda que o método seja bem genérico (como os exemplos que eu passei), ou algo muito pessoal que a própria pessoa tenha inventado. Então, ou ela passa no concurso pelo método dela ou seguindo o de outro.
Sobre ter alguém próximo como exemplo, isso é bem vantajoso, porque não é um concurseiro qualquer competindo pela vaga com os mesmos sonhos. É alguém que deu certo, serve para compartilhar exemplos de sucesso, servir de parâmetro ou se espelhar. Reconheço que não são todos que tem isso, mas aí é networking. Entra como um plus.
Não estou falando por me promover, até porque sou burro pra caralho. Mas da graduação, até a minha formatura, eu fiz 5 concursos distintos, passei em 3 e tomei posse em 2 (um de E.M e outro para bacharel), passei pelo meu método de estudo e investimentos pessoais nisso. Então não é algo impossível, e outros, aqui e lá fora, também passaram nas mesmas condições. Ademais, conheço vários exemplos ainda mais mirabolantes, de gente que passou na 438974379843 vez; de primeira; chutando metade da prova e por aí vai...
Concurso não é só dedicação pessoal. É investimento de tempo, é investimento de dinheiro, privações, sorte e astúcia. Tudo isso aí. Ninguém passa em um concurso no Brasil (pelo menos até aonde eu vi) no estilo low profile, tipo só vendo vídeo-aula, por exemplo. "Ahhh mas baixa o e-book", e no final o indivíduo gasta Internet, luz, pen-drive, equipamento... Então tem que conjugar esses fatores e ir atrás.
Outra coisa. Eu já fui aluno de cursinho, e já dei aula em cursinho. 1 hora lá dentro, interagindo, falando com as pessoas e observando, tu já sabe quem:
1) Só não passa se não quer;
2) Vai brigar lá em cima para passar, porque tem condições, e
3) Quem não vai passar lá e só tá perdendo tempo e dinheiro, e, normalmente enchendo o saco.
Já vi gente com esses tipos de livros, lendo e estudando eles em conjunto com os materiais obrigatórios para o concurso. Com toda a sinceridade, e o confrade é livre para acreditar ou não, ninguém passou. Como já falei, não imagino que os autores sejam ruins, mas aquilo me intrigou, e eu falei lá qual era a minha conclusão disso:
Esse tipo de material apresenta um método (seja ele o do autor, ou um compilado). Quem lê ele, procura um método novo, ou adaptar o seu. Quem recorre a isso para passar em um concurso, na verdade está estudando sem um método. Porque para passar em um concurso, o cara tem que ter um planejamento pessoal, ou seja, JÁ ESTAR COM O SEU MÉTODO DE ESTUDO RIGOROSAMENTE PRONTO. E o cara quer adaptar/criar/modificar o método, ENQUANTO ESTUDA PARA O CONCURSO. Pra estudar para concurso, tem que estar tudo pronto (livros, cursos, materiais, método e etc), não dá para criar e adaptar isso no meio. O planejamento tem que vir antes.
Se for o caso de, por exemplo, um aluno de graduação que comprou isso, para formar o método dele, para um concurso que ele fará lá na frente, após a graduação e após os 3 anos de prática obrigatória. Ok, é um investimento que ele faz lá no futuro, e ele já chega para estudar com todo um planejamento devidamente montado, é só praticar e devorar livros.
Existem ainda peculiariedades nos concursos jurídicos. Cito como exemplo, uma prova para promotor do Ministério Público da Bahia de uns 4 ou 5 anos atrás. Uma questão de Direito Penal inteira foi montada com uma página de um Manual de Direito Penal de um determinado autor. Todas as opções eram trechos do livro (algumas modificadas e outras não), e o interessado na vaga tinha que acertar qual a tese e opinião do autor. Para não citar "impossível", era absurdamente difícil acertar a questão sem ter lido e assimilado a obra. Detalhe que ela não era requisito no edital, mas um conteúdo programático dentro da área do Direito Penal.
Agora, como alguém vai ter êxito, estudando isso ao mesmo tempo que tentar formular um regime de estudos? Não dá, é impossível.
Ademais, os concursos jurídicos são montados entre as mais variadas leis e áreas do Direito. Ainda que alguém queira mexer só com um ramo, ele tem que estudar todos os outros. Na graduação o aluno já manja quais são as áreas de afinidade e quais as mais difíceis. Se o cara pega um edital, e manja 80% do conteúdo programático, e sente dificuldade nos outros 20%, pode ir tranquilo nos 80 e dá a vida nos 20. Agora, como uma obra vai ter essa percepção individual de alguém que está lendo? Entende? O método de estudo, ainda que absorvido de um livro desses, continua a sofrer adaptações pessoais de acordo com a capacidade do cara.
Se alguém compra uma obra dessa com uma percepção errada de como utilizá-la, vai virar um peso de papel caro, até que o cara se programe para estudar. E o tempo e dinheiro que já deveriam estar aplicados no estudo, acabam negligenciados e deteriorados.
Pra arrematar. O cara pode escrever um tratado sobre oratória, dar dicas, exemplos, contar causos e conselhos. Se o concorrente é travado, não tem traquejo, inteligência emocional mínima, tímido e tem baixa auto-estima (se sente intimidado no ambiente), são só palavras vagas que não vão para frente. Como eu brinco. Entre um livro de auto-ajuda que tenha a proposta de superar a timidez (por exemplo), e criar coragem e treinar no espelho e falar com as pessoas, fico com a segunda opção por uma questão de sensibilidade e tato (eu fui lá, tentei, quebrei a cara, aprendi na carne, peguei bagagem e experiência). Não é uma outra pessoa tentando me ensinar e me contar a experiência.
Mas vai de cada um de acordo com as necessidades individuais.
Planejamento se resolve individualmente e com boa vontade. Não lendo uma obra e comprando a ideia dela. Se o cara superou essa fase, já tem bagagem e experiência, ela até entra para ajudar, mas resolver não resolve.


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