02-04-2016, 06:29 AM
Tem muita gente no mundo que acredita em memórias de vidas passadas, na Índia principalmente, e nos EUA não é diferente. O caso desse moleque é só mais um que apareceu na TV, mas dei uma checada rápida e levantei o seguinte:
Os pais do garoto, e o próprio, apareceram num programa de vigésima categoria, meio que um Casos de Família misturado com João Kleber, chamado "The Ghost Inside my Child" (O Fantasma em meu Filho), que em 2013 era exibido num canal furréco, tipo um SBT, feito para o público feminino, chamado LMN - LifeTime Movie Club, que tem outros programinhas do caralho, como o "My Crazy EX" (Meu EX Louco), e "My Haunted House" (Minha Casa Assombrada). Daí você já tira a qualidade do bagulho.
A mãe é recrutadora de vendedores para uma empresa de logística, nascida em 1982 em Santa Barbara - California, mudou-se depois para North Bend - Ohio, e após casar-se mudou para Cincinnati - Ohio. O pai é analista de crédito numa consultoria de investimentos, e viveu a vida toda em Cincinnati.
Bom, de acordo com a mãe, o moleque gostava do nome Pam (contração de Pamela), e dava esse nome para algumas coisas (como uma joaninha, por exemplo), dizendo que achava o nome bonito. Um dia ele disse que já havia sido uma garota morena que usava brincos, e quando perguntado (em diversos questionamentos) respondeu que o nome da garota era Pam, que era negra, havia morrido num incêndio em Chicago - Illinois (não na California) pulando de uma janela, ido para o céu, visto Deus, e que Deus o mandou de volta e quando acordou era um nenê que sua mãe chamou de Luke.
A mãe procurou no Google por alguma Pamela que tivesse morrido num incêndio em Chicago, e PÁ! Deu de cara com uma tal de Pamela Robinson que morreu num incêndio no Hotel Paxton em 16 de março de 1993. Juntou as coisas e achou que o moleque era a finada garota. Pra testar a teoria, a mãe imprimiu diversas fotos aleatórias, incluindo uma da tal Pamela e, durante a gravação do programa, mostrou-as ao moleque e ele (surpresa!) disse que reconhecia a foto da finada.
Fim da história, o programa deu a audiência, a mãe teve seus minutos de fama, e aí entra o maldito forno de microondas da Internet, que vive requentando o que não presta.
O caso todo se baseia na confiabilidade do testemunho da mãe, pois não há qualquer evidência documental de que as declarações do moleque tenham sequer ocorrido, ou tenham sido espontâneas, tenham seguido a ordem cronológica citada,
ou mesmo que tenham conexão umas com as outras sem que tenham sido pinçadas em contextos distintos. Mas e o teste feito diante das câmeras? Lembre-se de que o moleque disse que "reconhecia alguém", não que era ele mesmo na foto (em sua vida passada).
Só para constar, Chicago é famosa por seus incêndios, desde o grande incêndio de 1871. Quantas Pamelas morreram em incêndios de lá pra cá? Incrível como a mãe achou a Pamela certa logo de cara, né?
Em suma, cada um acredite no que quiser.
Taí o vídeo do programa:
Os pais do garoto, e o próprio, apareceram num programa de vigésima categoria, meio que um Casos de Família misturado com João Kleber, chamado "The Ghost Inside my Child" (O Fantasma em meu Filho), que em 2013 era exibido num canal furréco, tipo um SBT, feito para o público feminino, chamado LMN - LifeTime Movie Club, que tem outros programinhas do caralho, como o "My Crazy EX" (Meu EX Louco), e "My Haunted House" (Minha Casa Assombrada). Daí você já tira a qualidade do bagulho.
A mãe é recrutadora de vendedores para uma empresa de logística, nascida em 1982 em Santa Barbara - California, mudou-se depois para North Bend - Ohio, e após casar-se mudou para Cincinnati - Ohio. O pai é analista de crédito numa consultoria de investimentos, e viveu a vida toda em Cincinnati.
Bom, de acordo com a mãe, o moleque gostava do nome Pam (contração de Pamela), e dava esse nome para algumas coisas (como uma joaninha, por exemplo), dizendo que achava o nome bonito. Um dia ele disse que já havia sido uma garota morena que usava brincos, e quando perguntado (em diversos questionamentos) respondeu que o nome da garota era Pam, que era negra, havia morrido num incêndio em Chicago - Illinois (não na California) pulando de uma janela, ido para o céu, visto Deus, e que Deus o mandou de volta e quando acordou era um nenê que sua mãe chamou de Luke.
A mãe procurou no Google por alguma Pamela que tivesse morrido num incêndio em Chicago, e PÁ! Deu de cara com uma tal de Pamela Robinson que morreu num incêndio no Hotel Paxton em 16 de março de 1993. Juntou as coisas e achou que o moleque era a finada garota. Pra testar a teoria, a mãe imprimiu diversas fotos aleatórias, incluindo uma da tal Pamela e, durante a gravação do programa, mostrou-as ao moleque e ele (surpresa!) disse que reconhecia a foto da finada.
Fim da história, o programa deu a audiência, a mãe teve seus minutos de fama, e aí entra o maldito forno de microondas da Internet, que vive requentando o que não presta.
O caso todo se baseia na confiabilidade do testemunho da mãe, pois não há qualquer evidência documental de que as declarações do moleque tenham sequer ocorrido, ou tenham sido espontâneas, tenham seguido a ordem cronológica citada,
ou mesmo que tenham conexão umas com as outras sem que tenham sido pinçadas em contextos distintos. Mas e o teste feito diante das câmeras? Lembre-se de que o moleque disse que "reconhecia alguém", não que era ele mesmo na foto (em sua vida passada).
Só para constar, Chicago é famosa por seus incêndios, desde o grande incêndio de 1871. Quantas Pamelas morreram em incêndios de lá pra cá? Incrível como a mãe achou a Pamela certa logo de cara, né?
Em suma, cada um acredite no que quiser.
Taí o vídeo do programa:

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