26-02-2016, 07:44 PM
(Esta mensagem foi modificada pela última vez a: 26-02-2016, 07:47 PM por Marcílio.)
Segue um trecho do livro, especialmente pra um autossabotador contumaz aqui no forum que já criou mais de 5 tópicos seguidos sobre determinismo social. E ainda não mudou absolutamente nada...
Vou colocar em spoiler, para não ter problemas depois:
O EQUÍVOCO: em tudo o que faz, você luta pelo sucesso.
A VERDADE: você geralmente cria condições para o fracasso com antecedência para proteger seu ego.
Provavelmente conheça alguém que parece estar em um estado perpétuo de doença. Talvez seja você, mas vamos assumir que não é. Essa pessoa, o hipocondríaco, está sempre reclamando de um resfriado ou febre, dor de estômago ou nas costas. Para aqueles que normalmente se veem como adoentados, há vários benefícios. Um verdadeiro hipocondríaco absorve empatia como uma flor absorve a luz do sol, mas a verdadeira recompensa vem quando a vida fica muito difícil. Quando um projeto ou uma obrigação parece demais para suportar, um hipocondríaco pode ficar convenientemente doente e evitar o risco de fracassar.
Como a maioria dos comportamentos aberrantes, a hipocondria é somente uma versão extrema de algo que todo mundo pensa e sente, às vezes. Todo mundo fica deprimido, assim como todo mundo fica obcecado com limpar tudo ao seu redor de vez em quando. Grandes desordens depressivas e obsessivas compulsivas pegam essas tendências normais e as amplificam até variantes incontroláveis. Você compartilha com os hipocondríacos a tendência a inconscientemente planejar desculpas antecipadamente.
De tempos em tempos, vai aparecer um projeto que parece tão grande e desafiador que começa a questionar sua capacidade de ser bem-sucedido. Pode ser tão épico quanto escrever um livro ou dirigir um filme, ou pode ser algo mais pedestre como passar em uma prova final ou realizar um importante discurso para seu chefe. Naturalmente, algumas dúvidas vão flutuar pela sua mente sempre que um fracasso for possível. Às vezes, quando o medo do fracasso é forte, você usa uma técnica que os psicólogos chamam de autossabotagem para mudar o curso do seu estado emocional futuro. A autossabotagem, é uma negociação da realidade, uma manipulação inconsciente, tanto das suas percepções quanto da dos outros, que você usa para proteger seu ego. Como na fábula “A raposa e as uvas”, na qual você finge que não quer o que não pode ter, e o ditado popular “se a vida te der limões, faça uma limonada”, no qual se convence de que algo desagradável não é tão ruim, a autossabotagem é o que os psicólogos chamam de racionalização antecipatória. Comportamentos de autossabotagem são investimentos em uma realidade futura, na qual pode culpar seu fracasso sobre outra coisa que não sua capacidade.
Como com muitos dos tópicos neste livro, esse comportamento tem a ver com manter sua tão importante autoestima forte e resistente. Se pode sempre colocar a culpa de seus fracassos em forças externas, em vez de internas, bem, quem pode dizer que você realmente fracassou?
A autossabotagem foi estudada pelos psicólogos Steve Berglas e Edward E. Jones, em 1978. Em sua pesquisa, pediram que estudantes fizessem testes difíceis e depois diziam que tinham tirado notas máximas, não importando qual tinha sido o desempenho real dos participantes. Eles especularam que esses estudantes, que agora tinham autoimagens aumentadas, escolheriam proteger seus egos se tivessem a oportunidade. Quando, então, os pesquisadores lhes deram a chance de experimentar, antes do segundo exame, o que eles disseram ser uma droga que ou inibia ou melhorava o desempenho; a maioria preferiu o remédio para inibir. A droga era falsa, mas o comportamento era real. Berglas e Jones, mais tarde, disseram que sua pesquisa mostrava que, quando você é bem-sucedido, mas não sabe por que, questiona-se se é realmente capaz de ter sucesso. Os riscos em futuros testes de habilidade são aumentados, mas também os medos do fracasso. Em vez de criar desculpas depois do fato que parecem mentiras, você cria condições antecipadas para que as desculpas possam ser reais.
Você pode usar roupas impróprias para uma entrevista de emprego, escolher um personagem ruim no Mario Kart ou ficar acordado a noite toda bebendo antes do trabalho – tem muitos recursos quando se trata de se preparar para fracassar. Se for bem-sucedido, pode dizer que conseguiu apesar das probabilidades. Se de repente fracassa, pode culpar os eventos que o levaram ao fracasso em vez de sua própria incompetência ou inadequação.
Adam Alter e Joseph Forgas, da Universidade de New South Wales, descobriram, em 2006, que seu humor é um poderoso indicador de quando vai usar a autossabotagem, mas não da forma como você pensa. Eles pediram que as pessoas fizessem testes de suas habilidades verbais e as dividiram em dois grupos. A um foi dito que tinham ido muito bem e ao outro foi dito que não. A nota real dos participantes não importava porque os pesquisadores estavam interessados apenas em inflar ou desinflar seus egos. Depois de influenciar um dos grupos a ter uma autoimagem positiva, eles mostraram vídeos que os levava a ter bom humor ou mau humor. Um filme era uma comédia britânica, o outro um documentário sobre câncer. Depois disso, disseram aos participantes que iriam fazer outro teste, mas, antes, eles podiam escolher entre dois diferentes chás, um que iria deixá-los com sono ou outro que iria deixá-los alerta. Esse era o momento crucial do estudo. As pessoas mais propensas à autossabotagem ficariam ainda mais propensas se estivessem tristes? Na verdade, não. As pessoas com bom humor eram as mais inclinada à autossabotagem. Aqueles que assistiram à comédia e foram bem na primeira prova escolheram o chá calmante 65% das vezes. Aqueles que foram bem e assistiram ao documentário deprimente escolheram o chá calmante 34% das vezes. Para dar suporte às suas descobertas, realizaram o experimento de várias formas, eliminando e acrescentando variáveis para ter certeza de que os participantes estavam realmente usando a autossabotagem. No final, Alter e Forgas concluíram que quanto mais feliz você está, mais inclinado será a procurar formas de se iludir para manter a sua percepção cor-de-rosa da vida e de suas próprias habilidades. Pessoas tristes, ao que parece, são mais honestas consigo mesmas.
Seu sentido de ego, sua identidade, é sempre uma tendência para você. Quando vê seu desempenho no mundo exterior como parte integral da sua personalidade, está mais inclinado a se autossabotar. O psicólogo Philip Zimbardo escreveu no The New York Times, em 1984: “Algumas pessoas baseiam toda sua identidade em seus atos. Elas assumem a atitude de que ‘se você critica algo que faço, está me criticando’. O egocentrismo delas significa que não podem arriscar um fracasso porque é um golpe devastador para seu ego”.
Nesse e em muitos outros estudos, os homens tendem muito mais à autossabotagem do que as mulheres. As razões são incertas. Talvez os homens sintam mais pressão da sociedade para serem vistos como competentes, ou talvez os homens sejam mais propensos a associar sucesso externo com um sentido interno de valor. As razões ainda são desconhecidas, mas a tendência é clara. Os homens usam a autossabotagem mais do que as mulheres para aliviar seus medos de fracasso.
Sempre que você se arrisca em águas desconhecidas com o fracasso como uma possibilidade real, sua ansiedade será diminuída toda vez que vir uma nova forma de culpar forças além de seu controle pelo possível fracasso. Da próxima vez que encarar um desafio, lembre-se que você não é tão esperto e comece a se preparar para isso agora
É pra ti mesmo SENHOR NINGUEM.
E não vai postar onde não é quarentena, porque só fala merda.
Ps: Peço aos senhores que não citem o trecho que destaquei do livro para não dar problemas pro forum depois. Abs.
Vou colocar em spoiler, para não ter problemas depois:
Show ContentSpoiler:
41 - Autossabotagem
O EQUÍVOCO: em tudo o que faz, você luta pelo sucesso.
A VERDADE: você geralmente cria condições para o fracasso com antecedência para proteger seu ego.
Provavelmente conheça alguém que parece estar em um estado perpétuo de doença. Talvez seja você, mas vamos assumir que não é. Essa pessoa, o hipocondríaco, está sempre reclamando de um resfriado ou febre, dor de estômago ou nas costas. Para aqueles que normalmente se veem como adoentados, há vários benefícios. Um verdadeiro hipocondríaco absorve empatia como uma flor absorve a luz do sol, mas a verdadeira recompensa vem quando a vida fica muito difícil. Quando um projeto ou uma obrigação parece demais para suportar, um hipocondríaco pode ficar convenientemente doente e evitar o risco de fracassar.
Como a maioria dos comportamentos aberrantes, a hipocondria é somente uma versão extrema de algo que todo mundo pensa e sente, às vezes. Todo mundo fica deprimido, assim como todo mundo fica obcecado com limpar tudo ao seu redor de vez em quando. Grandes desordens depressivas e obsessivas compulsivas pegam essas tendências normais e as amplificam até variantes incontroláveis. Você compartilha com os hipocondríacos a tendência a inconscientemente planejar desculpas antecipadamente.
De tempos em tempos, vai aparecer um projeto que parece tão grande e desafiador que começa a questionar sua capacidade de ser bem-sucedido. Pode ser tão épico quanto escrever um livro ou dirigir um filme, ou pode ser algo mais pedestre como passar em uma prova final ou realizar um importante discurso para seu chefe. Naturalmente, algumas dúvidas vão flutuar pela sua mente sempre que um fracasso for possível. Às vezes, quando o medo do fracasso é forte, você usa uma técnica que os psicólogos chamam de autossabotagem para mudar o curso do seu estado emocional futuro. A autossabotagem, é uma negociação da realidade, uma manipulação inconsciente, tanto das suas percepções quanto da dos outros, que você usa para proteger seu ego. Como na fábula “A raposa e as uvas”, na qual você finge que não quer o que não pode ter, e o ditado popular “se a vida te der limões, faça uma limonada”, no qual se convence de que algo desagradável não é tão ruim, a autossabotagem é o que os psicólogos chamam de racionalização antecipatória. Comportamentos de autossabotagem são investimentos em uma realidade futura, na qual pode culpar seu fracasso sobre outra coisa que não sua capacidade.
Como com muitos dos tópicos neste livro, esse comportamento tem a ver com manter sua tão importante autoestima forte e resistente. Se pode sempre colocar a culpa de seus fracassos em forças externas, em vez de internas, bem, quem pode dizer que você realmente fracassou?
A autossabotagem foi estudada pelos psicólogos Steve Berglas e Edward E. Jones, em 1978. Em sua pesquisa, pediram que estudantes fizessem testes difíceis e depois diziam que tinham tirado notas máximas, não importando qual tinha sido o desempenho real dos participantes. Eles especularam que esses estudantes, que agora tinham autoimagens aumentadas, escolheriam proteger seus egos se tivessem a oportunidade. Quando, então, os pesquisadores lhes deram a chance de experimentar, antes do segundo exame, o que eles disseram ser uma droga que ou inibia ou melhorava o desempenho; a maioria preferiu o remédio para inibir. A droga era falsa, mas o comportamento era real. Berglas e Jones, mais tarde, disseram que sua pesquisa mostrava que, quando você é bem-sucedido, mas não sabe por que, questiona-se se é realmente capaz de ter sucesso. Os riscos em futuros testes de habilidade são aumentados, mas também os medos do fracasso. Em vez de criar desculpas depois do fato que parecem mentiras, você cria condições antecipadas para que as desculpas possam ser reais.
Você pode usar roupas impróprias para uma entrevista de emprego, escolher um personagem ruim no Mario Kart ou ficar acordado a noite toda bebendo antes do trabalho – tem muitos recursos quando se trata de se preparar para fracassar. Se for bem-sucedido, pode dizer que conseguiu apesar das probabilidades. Se de repente fracassa, pode culpar os eventos que o levaram ao fracasso em vez de sua própria incompetência ou inadequação.
Adam Alter e Joseph Forgas, da Universidade de New South Wales, descobriram, em 2006, que seu humor é um poderoso indicador de quando vai usar a autossabotagem, mas não da forma como você pensa. Eles pediram que as pessoas fizessem testes de suas habilidades verbais e as dividiram em dois grupos. A um foi dito que tinham ido muito bem e ao outro foi dito que não. A nota real dos participantes não importava porque os pesquisadores estavam interessados apenas em inflar ou desinflar seus egos. Depois de influenciar um dos grupos a ter uma autoimagem positiva, eles mostraram vídeos que os levava a ter bom humor ou mau humor. Um filme era uma comédia britânica, o outro um documentário sobre câncer. Depois disso, disseram aos participantes que iriam fazer outro teste, mas, antes, eles podiam escolher entre dois diferentes chás, um que iria deixá-los com sono ou outro que iria deixá-los alerta. Esse era o momento crucial do estudo. As pessoas mais propensas à autossabotagem ficariam ainda mais propensas se estivessem tristes? Na verdade, não. As pessoas com bom humor eram as mais inclinada à autossabotagem. Aqueles que assistiram à comédia e foram bem na primeira prova escolheram o chá calmante 65% das vezes. Aqueles que foram bem e assistiram ao documentário deprimente escolheram o chá calmante 34% das vezes. Para dar suporte às suas descobertas, realizaram o experimento de várias formas, eliminando e acrescentando variáveis para ter certeza de que os participantes estavam realmente usando a autossabotagem. No final, Alter e Forgas concluíram que quanto mais feliz você está, mais inclinado será a procurar formas de se iludir para manter a sua percepção cor-de-rosa da vida e de suas próprias habilidades. Pessoas tristes, ao que parece, são mais honestas consigo mesmas.
Seu sentido de ego, sua identidade, é sempre uma tendência para você. Quando vê seu desempenho no mundo exterior como parte integral da sua personalidade, está mais inclinado a se autossabotar. O psicólogo Philip Zimbardo escreveu no The New York Times, em 1984: “Algumas pessoas baseiam toda sua identidade em seus atos. Elas assumem a atitude de que ‘se você critica algo que faço, está me criticando’. O egocentrismo delas significa que não podem arriscar um fracasso porque é um golpe devastador para seu ego”.
Nesse e em muitos outros estudos, os homens tendem muito mais à autossabotagem do que as mulheres. As razões são incertas. Talvez os homens sintam mais pressão da sociedade para serem vistos como competentes, ou talvez os homens sejam mais propensos a associar sucesso externo com um sentido interno de valor. As razões ainda são desconhecidas, mas a tendência é clara. Os homens usam a autossabotagem mais do que as mulheres para aliviar seus medos de fracasso.
Sempre que você se arrisca em águas desconhecidas com o fracasso como uma possibilidade real, sua ansiedade será diminuída toda vez que vir uma nova forma de culpar forças além de seu controle pelo possível fracasso. Da próxima vez que encarar um desafio, lembre-se que você não é tão esperto e comece a se preparar para isso agora
É pra ti mesmo SENHOR NINGUEM.
E não vai postar onde não é quarentena, porque só fala merda.
Ps: Peço aos senhores que não citem o trecho que destaquei do livro para não dar problemas pro forum depois. Abs.


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